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Dicionario Financeiro_Completo

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controle de uma empresa societária. 
Com o tag along, a obrigação de fato passa a ser do adquirente, que deve fazer oferta pública de compra das ações com direito a voto dos demais proprietários, respeitando o valor mínimo por ativo: 80%, com a nova lei. Desta forma, os minoritários ordinaristas ganham o direito de acompanhar os controladores: se um sai, o outro pode sair junto. 
Faça o download da Lei nº 10.303, de 31 de outubro de 2001, a Nova Lei das SAs, em formato Microsoft Word. Fonte: Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
Taxa efetiva X Taxa nominal
Na hora de contratar um financiamento ou pagar alguma dívida o consumidor deve ficar atento se a taxa estipulada em contrato é nominal ou efetiva. Muitas vezes, sem saber a diferença, ele acaba pagando mais do que esperava.
Os contratos de financiamento, em geral, informam a taxa de juros nominal. Entretanto, a que realmente vigora para o cálculo das prestações e do saldo devedor é a taxa efetiva, que é sempre maior do que a primeira. Uma taxa de juros nominal de 12% ao ano, capitalizados mensalmente, corresponderá, na prática, a uma taxa efetiva de 12,6825%. 
“A taxa efetiva é aquela que realmente incide em determinada operação. Já a nominal é a taxa que é divulgada para um período. Mas a que sempre nos é cobrada é a efetiva”, 
Quem pega um financiamento de 1 ano, com taxa nominal de 12% ao ano capitalizada mensalmente, estará pagando juros efetivos de 12,6825% por um motivo simples: no primeiro mês, será cobrado 1% de juro. No segundo, o juro também será de 1%, mas incidirá sobre o saldo do mês anterior (já somado ao juro do mês anterior), e assim sucessivamente. É que esses financiamentos são calculados no regime de juros compostos (juro sobre juro).. 
Ele tem toda razão: um financiamento em 25 anos, com juros nominal de 12% ao ano pagará, de taxa efetiva, um total de 1.878,84%. Se a taxa nominal anunciada estivesse mesmo valendo, o juro seria bem menor: 300%.
Diferença prática entre a taxa nominal e a efetiva: 
	 TAXA NOMINAL
	TAXA EFETIVA
	12% ao ano, capitalizados mensalmente
	12,6825% ao ano
	6% ao ano, capitalizados mensalmente
	6,1678% ao ano
	12% ao semestre, capitalizados mensalmente
	12,6162% ao semestre
	9% ao trimestre, capitalizados mensalmente
	9,2727% ao trimestre
	4% ao mês, capitalizados diariamente (dias úteis)
	4,0773% ao mês
Veja a diferença conceitual de cada uma das taxas de acordo com o livro “Matemática Financeira”, de Abelardo de Lima Puccini: 
Taxa efetiva – É aquela em que a unidade de referência de seu tempo coincide com a unidade de tempo dos períodos de capitalização. Assim, são taxas efetivas: 3% ao mês, capitalizados mensalmente; 4% ao mês, capitalizados mensalmente, e assim por diante. 
Taxa nominal – É aquela em que a unidade de referência de seu tempo não coincide com a unidade de tempo dos períodos de capitalização. A taxa nominal é quase sempre fornecida em termos anuais e os períodos de capitalização podem ser semestrais trimestrais ou mensais. Exemplos de taxas nominais: 12% ao ano, capitalizados mensalmente; 24% ao ano, capitalizados mensalmente. 
Taxa de Performance
Todo gestor de fundos de investimento tem como principal objetivo levar ao seu cliente o melhor em rentabilidade. Isso significa que, dentro das ferramentas permitidas pelo regulamento do fundo, o gestor vai procurar montar estratégias que tentarão levar o fundo a alcançar uma excelente performance. Superado o objetivo, alguns gestores cobram uma “taxa de sucesso” - Sucess Fee – ou taxa de performace.
“Essa taxa é interpretada como um estímulo e um prêmio ao gestor que deu uma ótima rentabilidade ao seu cliente”, Ttodo gestor se esforça para superar o índice fixado. “Além de dar boa reputação, a taxa de performance traz boas receitas”
Para alguns tipos de fundos – especialmente os que podem ter rentabilidade muito alta e os que demandam uma estratégia muito elaborada – o gestor estipula a taxa que será cobrada caso o rendimento do fundo exceda a variação de um determinado índice, previamente combinado entre gestor e cliente. 
Em geral, os fundos de renda fixa conservadores, moderados e agressivos; e os multicarteira usam o CDI como índice fixador. Já os de Ação, usam o IGP-M. Os cambiais são os que mais diferem, pois cobram performance sobre a variação e o cupom cambial. “A maioria dos fundos cambiais não cobra performance, só os ativos”, 
Veja o exemplo:
Um fundo X, de categoria multicarteira, avisa em seu regulamento que será cobrada taxa de performance de 20% sobre o que exceder o CDI. Supondo que o rendimento tenha sido de R$ 1.000 e R$ 300 seja o equivalente ao CDI, os 20% da performance incidirão sobre os R$ 700 restantes. Observe que a taxa de performance é cobrada após o desconto de todas as outras taxas, como Imposto de Renda e taxa de administração.
Não há nenhuma regra que proíba o gestor de cobrar esta taxa, ou mesmo o quanto cobrará. Qualquer categoria de fundos, desde a mais conservadora, DI, até as mais agressivas, como multicarteira ou renda fixa agressivo, podem fazer a cobrança.. "Um fundo DI não requer muita estratégia. Portanto, não vale a pena pagar performance por um fundo desses"
É importante que o investidor esteja atento para as regras que constam no regulamento de cada fundo. Neste documento, o gestor é obrigado a citar todas as ações que tomará para administrar da melhor forma os recursos, além de ter que mencionar todos os tipos de custos - e de que forma serão cobrados - incidentes na operação. 
Valor Patrimonial x Valor de Mercado
Na análise de empresas, o investidor pode muitas vezes se deparar com alguns termos com os quais não está familiarizado. A confusão muitas vezes continua na determinação do valor de uma empresa. Valor patrimonial ou valor de mercado? Qual deles deve ser observado na hora de avaliar uma empresa? 
Ao contrário do que muitos pensam, valor patrimonial e valor de mercado são na realidade coisas muito diferentes. Apesar de ambos darem uma medida específica de valor para a empresa. 
Vamos começar pelo valor de mercado. Sua definição é muito simples: é o valor que o mercado dá para a empresa. Ele é atingido multiplicando o número total de ações pelo valor delas. Ou seja, seu valor depende diretamente da variação do preço das ações da empresa na bolsa de valores. O valor de mercado varia de um pregão para o outro, de acordo com a evolução do preço de suas ações na bolsa. 
Por exemplo, a Companhia Siderúrgica Nacional (CST) têm um total de 71.729.000.000 ações. O preço de fechamento das ações da empresa no pregão desta quarta-feira, dia 26 de março foi R$ 64,95 por lote de mil ações, ou 0,06495 por ação. O valor de mercado da empresa é portanto: R$ 4.658.798.550. 
O valor patrimonial mede o patrimônio efetivo da empresa. É o preço que ela vale de acordo com o patrimônio que ela tem. Este indicador mede o ativo da empresa menos as dívidas que esta possui. Se todo o ativo da empresa fosse adquirido sem a necessidade de endividamento, o ativo seria idêntico ao patrimônio líquido. É um valor que mostra o retrato do valor da empresa no momento, seu patrimônio num determinado momento. 
O valor de mercado pode ser maior ou menor do que o valor patrimonial. Podemos fazer uma analogia com o mercado de imóveis. Se você possui um imóvel e pretende vendê-lo, o preço de mercado pode ser maior ou menor do que efetivamente ele vale, de acordo com o preço de mercado do local onde este se situa. Um apartamento de três quartos tem um valor intrínseco, mas seu valor de mercado vai variar de acordo com sua localização. 
O valor patrimonial mede o preço da empresa de acordo com patrimônio que ela possui, os ativos que ela possui. O valor de mercado mede o quanto o mercado precifica a empresa e o faz através da avaliação de suas ações. Hoje, o valor considerado justo para uma empresa é calculado através do método do fluxo de caixa descontado. Este método leva em consideração a projeção de receitas da empresa pelos próximos