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Dicionario Financeiro_Completo

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da aplicação
Quem aplicar em fundos de renda fixa conservadores e DI poderá saber na data o número de cotas correspondentes ao valor aplicado. Isso acontece porque as transações são realizadas em D+0, ou seja, no mesmo dia da aplicação. Já fundos derivativos e multicarteira geralmente têm operações em D+1 - o dinheiro é aplicado na data, mas a compra das cotas só é efetivada no dia seguinte, quando o investidor ficará sabendo o valor de cada uma delas.
No caso de renda variável, se a aplicação foi realizada uma única vez e não foi feito resgate, o número de cotas será sempre o mesmo. Entretanto, sua equivalência em reais (ou outra moeda) altera-se de acordo com a rentabilidade do fundo.
Segundo Sanchez, pessoas físicas têm o hábito de acompanhar a valorização do fundo através do financeiro, não das cotas. "Entretanto, essa é a melhor maneira de acompanhar a rentabilidade dia-a-dia. Para isso, o investidor deve dividir a cota do dia pela do dia anterior. Já na poupança, é preciso esperar um mês e aguardar a divulgação da Taxa Referencial de Juros (TR)", compara
Câmbio Fixo X Câmbio Flutuante
Uma das principais decisões de política econômica de qualquer governo é sua posição quanto ao câmbio. Existem duas modalidades básicas de políticas cambiais, o câmbio fixo e o câmbio flutuante. 
No mercado de câmbio, como em qualquer outro, os preços são definidos pela lei da oferta e da procura. Isto significa que, quando há mais pessoas comprando dólares do que vendendo, ou seja, excesso de demanda, o preço da moeda norte-americana sobe. Da mesma maneira, quando há poucos compradores frente a uma grande oferta de dólares, excesso de oferta, o preço da moeda americana cai.
Em um regime de câmbio flutuante, o Banco Central não interfere no mercado de câmbio. O preço da moeda norte-americana é determinado exclusivamente pela interação das forças da oferta e da demanda. 
Existe também uma pequena variação desse regime chamado de bandas cambiais, artifício utilizado pelo Banco Central logo após a desvalorização do real em 1999. Neste caso, o câmbio é flutuante, mas o Banco Central cria alguns parâmetros de variação do câmbio. Quando este atinge um determinado valor para cima ou para baixo, o Banco Central intervém comprando ou vendendo dólares no mercado. Com isso, O Banco Central garante um controle do câmbio dentro da banda que lhe convém e deixa que ele flutue livremente neste intervalo. 
No regime de câmbio fixo, o Banco Central fixa o valor da taxa de câmbio. Ele deve cobrir todos os excessos de oferta ou de demanda no mercado de câmbio. Por exemplo, se existem mais pessoas querendo comprar dólares do que vendê-los, o Banco Central deve colocar dólares à venda no mercado para equilibrar a oferta com a demanda e assim assegurar que o câmbio não se alterará. 
Vantagens e desvantagens
Para implantar uma política de câmbio fixo, o país deve possuir reservas internacionais muito consistentes. Ele deve passar a imagem ao investidor de que é capaz de cobrir o excesso de demanda por dólares com suas reservas. 
Se os fundamentos do país estiverem instáveis e ele não passar segurança aos investidores, haverá uma corrida especulativa em cima de sua moeda. Isso ocorre quando as reservas internacionais não são suficientes para segurar as saídas de dólares. Nesse caso, o país não será capaz de intervir no câmbio e a desvalorização será inevitável. Com isso, todos os investidores procurarão dólares para obter lucros com a desvalorização. É o chamado ataque especulativo!
Nesse sentido, os países que adotam o câmbio fixo estão muito mais sucessíveis a crises externas, como as muitas que ocorreram no final da década passada. Quando os investidores começarem a duvidar da capacidade do país de segurar o câmbio, este será vítima de uma corrida especulativa.
A maior vantagem do câmbio fixo é a estabilidade que este traz para a economia. Há facilidades na elaboração de contratos de compra e venda internacionais, pois sabe-se que o câmbio não se alterará. 
A maior vantagem do câmbio flexível é não estar sujeito a este tipo de crise. Não são as reservas internacionais que variam, mas sim a própria taxa de câmbio. Sua grande desvantagem é a incapacidade de prever as futuras flutuações da moeda americana, o que atrapalha bastante as empresas e os indivíduos importadores e exportadores na formação de suas expectativas futuras tanto em relação aos preços, quanto em relação às quantidades. 
Contas Públicas
Em tempos de metas rígidas acordadas com o Fundo Monetário Internacional (FMI), as contas públicas estão mais do que nunca na mira dos analistas econômicos. Mas o que tem você a ver com a balança comercial, o superávit primário e o déficit em conta corrente? Na verdade, muita coisa. A linha de condução que o Governo dá às suas contas é absolutamente determinante para prever os cenários no curto e médio prazo e se programar para tempos que podem ser de vacas gordas ou magras, de recessão ou desenvolvimento, de investimento seguro ou de risco. 
O cenário hoje das contas do Governo é visto como positivo pelos analistas. Isso porque desde o fim do ano passado a dívida líquida, que é a soma da dívida interna com a dívida externa, diminuiu. Isso foi possível graças a alguns ajustes feitos com as reformas administrativa e da Previdência, com o aumento da arrecadação devido à criação de novos tributos e com a retomada do crescimento econômico, para citar os fatores mais decisivos. Com o corte que o BC determinou na Selic, o cenário para a dívida interna fica ainda mais favorável, pois o Governo deve economizar cerca de R$ 5 bilhões só no pagamento dos juros. 
Tudo isso colabora para o cumprimento das metas acertadas com o FMI, o que ajuda na captação de dinheiro e gera efeitos positivos sobre o balanço de pagamentos. É claro que todo esse cenário positivo pode ser afetado por uma grande crise econômica como as da Ásia e da Rússia ou uma reviravolta na economia americana, mas por ora, o chamado risco país do Brasil continua controlado. Muito complicado? Então entenda em detalhes como funcionam as contas do Governo:
 
Balança Comercial – É a diferença entre a exportação e a importação de bens e serviços. Normalmente, a conta é feita separadamente para os serviços, que englobam o pagamento de juros, fretes, royalties etc e por isso têm um peso muito grande. Esta é a chamada conta-serviço ou balanço de serviços.
Conta-corrente - É o resultado da balança comercial mais a conta-serviço e mais as transferências unilaterais (doações, remessas e outros valores que não terão retorno). No Brasil, como a conta-serviço é muito alta, há um constante déficit em conta corrente. O desafio do Governo é diminuí-lo.
Conta-Capital - É onde são computadas as entradas e saídas de capital como empréstimos, amortizações de dívidas, investimentos diretos e financiamentos. 
Balanço de pagamentos - Somando-se a conta-corrente mais a conta capital, encontra-se o resultado do balanço de pagamentos. Como há déficit constante na conta-corrente, é preciso captar muita entrada de recursos para criar saldo positivo na conta capital e amenizar o déficit do balanço de pagamentos. 
Captação externa – Quanto mais a dívida cresce, mais dependentente o país fica da captação de dinheiro externa. A soma do déficit em conta corrente mais as amortizações (valores que serão pagos para abater a dívida) correspondem ao valor mínimo que o Brasil precisa captar por meio de empréstimos no exterior. Hoje, essa conta fica em torno de US$ 50 bilhões.
Risco país - Como precisa captar dinheiro no exterior, o país precisa manter o déficit em um nível sustentável para não afugentar os investidores estrangeiros. Isso é chamado por alguns economistas de risco país ou risco Brasil: se o déficit é muito grande e o país vai perdendo capacidade de pagamento, o risco Brasil é considerado maior, ou seja, os investidores consideram o país como um investimento de muito risco, explica o coordenador da pós-graduação da UFRJ, Francisco Eduardo. Isso é medido pelo tamanho do déficit