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a símbolos lineares:
Forma
Orientação
Granulação
POVEDA, P. 6.
POVEDA, P. 6.
POVEDA, P. 6.
POVEDA, P. 6.
Variável visual pontual,
Linear e combinada
Em ocorrências zonais a construção da representação denomina-se 
método corocromático.
No método aplica-se cores diferenciadas para as distintas rúbricas em 
suas áreas de manifestação. A variação de cor oferece maior eficácia. 
Variável visual cor
Um exemplo desse tipo de aplicação pode ser feito na representação da 
Geologia, em nível seletivo, diferenciando as unidades litoestruturais, 
conforme mostra o mapa da Geologia do Brasil.
A solução clássica atribui cores convencionais as ocorrências.
Na impossibilidade de usar 
cores, deve-se empregar texturas 
compostas por elementos lineares
(forma) ou puntiformes:
� Lineares – forma;
� Puntiformes - orientação ou 
granulação;
É importante cuidar para se 
obter resultados de mesmo valor 
visual.
Essas variações também podem 
ser usadas de forma combinada.
Na reprodução em branco e 
preto pode-se usar texturas 
diferentes de mesmo valor visual.
Representações Ordenadas 
� São representações ordenadas quando as categorias dos fenômenos se 
inscrevem numa seqüência única, aceita universalmente.
� A relação dos objetos é de ordem, são definidas as hierarquias.
� Alguns fenômenos são passíveis de serem classificados por ordem, são 
categorias de interpretações qualitativas, quantitativas ou de datações.
� São exemplos: a hierarquia das cidades pelo tamanho populacional; a seqüência 
do uso dos espaços agrícolas no tempo.
� Na percepção ordenada o tamanho expressa proporcionalidade (B é tantas vezes 
maior que A).
� Quando não for possível fazer essa relação deve-se usar somente valor.
Exemplo:
Na manifestação zonal, considera-se uma variação visual de valor do claro 
para o escuro.
Exemplo:
Em manifestação linear, fixa-se a espessura do traço e varia-se o valor visual 
do claro para o escuro.
Exemplo:
Pode se usar a ordem visual entre cores, organizando-as das mais claras as 
mais escuras, seja entre cores quentes ou entre cores frias.
Para representações ordenadas com manifestação pontual, fixa-se o 
tamanho e a forma elementar e varia-se o valor pontual do claro para o 
escuro.
Outra forma de representar a 
Geologia do Brasil em nível seletivo
através da classificação ordenada é
conforme o exemplo, ao lado, da 
coluna estratigráfica.
As rúbricas da legenda seguem a 
ordem cronológica dos conjuntos 
espaciais no tempo geológico.
A ordem cronológica será transcrita 
por uma ordem visual no mapa, 
usando a variável valor.
Exemplo:
Nas representações ordenadas
considera-se ainda, aquelas que 
transcrevem duas ordens opostas de 
ocorrências com manifestação zonal.
É um exemplo, o uso da terra e 
cobertura do solo, que traz oposição 
entre o espaço natural e o produzido 
pelo homem.
Para compreensão dessa oposição, 
pode-se explorar as cores frias em 
oposição as cores quentes, 
observando os seus aspectos 
sensorial, psicológico, místico e 
simbólico.
A ordem das cores frias ligada as 
questões naturais e a ordem das cores 
quentes associada aspectos humanos. 
Softwares específicos trazem trazem 
bons resultados para esses mapas.
ESRI MAP BOOK – VOL. 20, P. 71.
Representações Quantitativas:
As representações quantitativas são usadas para destacar a 
proporção entre objetos (B é 4 vezes maior que A).
� A realidade é expressa pela quantidade.
� Na relação visual há uma variação de tamanho.
Devido as situações da realidade serem complexas, a cartografia 
temática sistematizou uma série de soluções para representar 
corretamente manifestações lineares, pontuais ou zonais.
Manifestação Pontual: método das figuras 
geométricas proporcionais
� É um método recomendado para representação
quantitativa de fenômenos localizados:
� É um exemplo, a população urbana, ideal para valores 
absolutos.
� A proporção entre os objetos é expressa por uma 
percepção visual, cuja única variável é o tamanho.
� As figuras geométricas são círculos, acomodados sobre a 
base cartográfica.
Exemplo de Manifestação Pontual: método figuras geométricas proporcionais
ESRI MAP BOOK – VOL. 20, P. 5.
Este método foi aplicado por Minard
(1851), que estabeleceu círculos
proporcionais em implantação pontual.
Ele representou a produção das 
minas de carvão da França, combinada 
aos fluxos dos combustíveis minerais 
no mesmo território.
Este autor também idealizou a 
aplicação da divisão de círculo em 
setores para representar parcelas do 
total.
Uma forma simples de calcular a 
proporcionalidade é considerar a área 
do círculo (figura escolhida) igual à
quantidade a ser representada (Q), 
para isso é necessário conhecer o seu 
raio. ESRI MAP BOOK – VOL. 20, P. 51.
O círculo representa uma quantidade 
que pode ser subdividida para abordar 
parcelas que compõem o total.
Na subdivisão dos setores a 
proporcionalidade está no ângulo central, 
sendo definidos a partir da seguinte
fórmula:
Total – Círculo de 360º
Parcela – Setor Circular de Xº
Xº= Parcela x 360
Total
As parcelas são dadas em
porcentagens, multiplica-se o valor 
percentual por 3,6 graus. 
Exemplo de divisão de círculo em setores
SIMIELLI, P. 
POVEDA, P.35.
Nos exemplos ao lado:
�A informação quantitativa é
igual.
�A representação visual
é diferente. 
�Se os tamanhos são muito
pequenos o mapa
parecerá vazio.
�Se forem muito grandes
parecerá grosseiro.
�A representação também difere
se os círculos forem cheios ou
transparentes, se forem
coloridos ou não.
Devido a variabilidade dos dados os círculos podem resultar muito 
grandes ou muitos pequenos, devem ser adequados a escala do mapa 
multiplicando ou dividindo todos os raios por uma constante K.
Mapa proporcional combinando símbolo pontual que representa o que a população de áreas urbanizadas.
Exemplo de Manifestação Pontual: método figuras geométricas
proporcionais
Mapa da taxa de crescimento
Exemplo de Método das Figuras Geométricas Proporcionais.
A legenda é composta de uma parte quantitativa, qualitativa ou
ordenada.
Para a leitura quantitativa, constrói-se um gráfico cartesiano.
Nas ordenadas a medida gráfica dos parâmetros lineares em que os
diâmetros podem ser medidos diretamente sobre o mapa.
Para a leitura qualitativa, a legenda é organizada mediante uma série
de caixas separadas que identificam visualmente a diversidade ou a ordem
dos componentes.
Exemplos de escalas:
Escala ponto
a ponto
Escala por
Intervalos
de classe
POVEDA, P. 36.
� A representação do aspecto quantitativo em escala zonal considera que
as quantidades se estendem por toda área de ocorrência.
� Utiliza-se como solução centralizar as figuras geográficas no centro de 
gravidade da área considerada.
� É uma construção pontual, não leva em conta a superfície das unidades
de observação.
Representações Quantitativas – Manifestação Zonal: Método das
Figuras Geométricas Proporcionais Centralizadas na Área de
Ocorrência
Exemplo de figuras. Fonte: MARTINELLI, 1991, p.82, : Exemplo de legenda
Mapa de distribuição Industrial
Variável:
Cor,Tamanho
Verifica-se a 
dificuldade de lidar 
com o tamanho
Referências
SIMIELLI, Maria Helena. Geoatlas.São Paulo: Ática, 2001.
MARTiNELLI, Marcello. Mapas da geografia e cartografia
temática. São Paulo: Contexto, 2003.
POVEDA, Miguel Ángel Bernabé. Mapas de puntos. Universidade 
Politécnica de Madrid. 2005. Disponível em: 
<http://nivel.topografia.upm.es/~mab/apuntes.pdf/> Acesso em: 
20 set. 2005