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Microscopia Ótica

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objetivas são constituídas por um número maior de lentes e, consequentemente, têm seus pre-
ços mais elevados. 
 
Significado das Inscrições no Corpo Metálico das Objetivas 
Várias inscrições podem ser vistas no corpo metálico das objetivas. De acordo com o que será apresentado 
em sala de aula, observamos, em um lado, a marca da firma (Carl Zeiss - Germany), e do outro: na parte 
superior esquerda, o Tipo e o Poder de Aumento da Objetiva (Plan 25); na inferior esquerda, o comprimen-
to do Tubo (ou corpo binocular) em mm (170); na parte superior direita, a Abertura Numérica (A 0,45) e na 
inferior direita, espessura máxima da lamínula em mm (0,17). Além destas, podemos encontrar ainda, os 
tipos: ( - ) - objetiva que pode ser usada com ou sem lamínula, e: (0) - objetiva que deve ser usada somente 
sem lamínula. 
Poder de Resolução 
Denomina-se Poder de Resolução a capacidade que tem os instrumentos ópticos de formarem imagens 
distintas de pontos situados próximos uns dos outros. No microscópio óptico, esta característica básica é 
inerente da Objetiva. O Poder de Resolução depende do comprimento de onda (λ) e da Abertura Numé-
rica ( AN ). 
Limite de Resolução 
Denomina-se Limite de Resolução a menor distância que deve haver entre dois pontos para que eles pos-
sam ser definidos ou para que apareçam individualizados. O Limite de Resolução é inversamente propor-
cional ao Poder de Resolução. Limite de Resolução de uma Objetiva ou Microscópio Óptico pode ser ex-
presso pela fórmula : 
LR = (K x λ) / AN 
 
Abertura Numérica (AN) 
A Abertura Numérica expressa uma relação matemática entre o Poder de Resolução de uma Objetiva e sua 
capacidade de captar luz. Abertura Numérica é definida matematicamente, como o produto do menor ín-
dice de refração ( n ) interposto entre a preparação histológica e a objetiva pelo seno do semiângulo de 
abertura ( sen µ), sendo este, o ângulo formado pelos raios mais externos que penetram na Objetiva. As-
sim, podemos dizer que: 
 
AN = n x sen µ 
 
Nas Objetivas a seco ( 4X, 10X e 40X ), existe AR entre a lente frontal da Objetiva e a preparação histológica 
; o índice de refração ( n ) dado é de valor 1,00. Na Objetiva de imersão em óleo ( 100X ), utilizamos uma 
gota de óleo entre a preparação histológica e a lente frontal da mesma e o índice de refração passa a ter 
um valor maior do que aquele estipulado para o AR : 1,51 . 
Comprimento de Onda (λ) 
Com relação ao comprimento de onda, os melhores e mais altos valores de resolução foram obtidos com 
o uso do ultravioleta, que possui o menor λ. Na região visível do espectro, a luz Azul tem o mais curto, 
seguido pelo verde e vermelho. Na prática, a preparação histológica é iluminada por luz branca, constituí-
da por diversos comprimentos de onda. Geralmente, toma-se o λ da faixa do verde-amarelo (0,55mm) 
para o cálculo do Limite de Resolução, fixando-se o valor da constante ( K ) em 0,61. Para a sala de aula, 
não podemos alterar o λ e, assim, a Resolução fica restrita à AN das Objetivas; quanto mais complexas e 
corrigidas opticamente forem as Objetivas, maiores serão os valores de AN Com dois exemplos, mostrare-
mos que o Limite de Resolução é estritamente dependente da AN da Objetiva e que não existe relação com 
o Aumento final dado pelo microscópio óptico (Poder de Aumento da Objetiva versus Poder de Aumento 
da Ocular) e nem com o Poder de Aumento da Ocular utilizada (levando em consideração as nossas con-
dições de sala de aula prática ) : 
 
Exemplo 1 A: (Obj. 10X) - (Oc. 20X) - (AN = 0,15) - (AF = 200X) 
B: (Obj. 40X) - (Oc. 05X) - (AN = 0,65) - (AF = 200X) 
 
Aplicando-se a fórmula, verifica-se que no caso A, o Limite de Resolução será de 2,2 mm e, no caso B, 0,5 
mm. Portanto, mesmo sendo o Aumento Final (AF) de ambos os microscópios iguais ( 200X ), a imagem 
fornecida pelo caso B será muito mais rica em detalhes. 
 
Exemplo 2 A: (Obj. 40X) - (Oc. 10X) - (AN = 0,65) - (AF = 400X) 
B: (Obj. 40Xi) - (Oc. 10X) - (AN = 1,00) - (AF = 400X) 
 
Ao compararmos as duas situações, onde usamos a mesma Ocular, com Objetivas de 40X normal e 40Xi de 
imersão, o que variamos foi simplesmente a AN da segunda (1,00 ao invés de 0,65), sendo o Aumento Final 
o mesmo. Neste exemplo, a situação B, fornecerá uma imagem muito rica em detalhes, e fica patente que 
esta riqueza é fornecida pela AN da Objetiva e não pelo Poder de Aumento da Ocular utilizada. 
Distância de Trabalho (WD) 
Outra característica importante das Objetivas é sua Distância de Trabalho (WD). A WD é a distância entre a 
lente frontal de uma Objetiva e o topo da Lamínula ou da preparação histológica. Normalmente, quanto 
maior o Poder de Aumento de uma Objetiva, menor será a WD. 
Oculares 
Cada Ocular é composta por duas lentes convergentes, simples ou composta, uma superior, denominada 
lente ocular propriamente dita, e uma inferior, chamada lente de campo, ambas, montadas em um cilin-
dro metálico. A Ocular mais comumente usada é a do tipo Huygen, onde as lentes são plano-convexas 
tendo, a convexidade de ambas, voltada para a preparação histológica. Existem as Oculares de Ramsden, 
também formadas por lentes tipo plano-convexas, porém, com a convexidade para seu interior. As Ocula-
res têm como função principal formar uma imagem Virtual, Aumentada e Direta, da imagem real dada 
pela Objetiva. Além desta, corrigem pequenos defeitos da imagem que ainda persistem após passarem 
pelas Objetivas. No Corpo metálico (rosca superior), normalmente, podemos visualizar duas inscrições: 
H10X ou R10X ( a letra expressa o tipo de Ocular e o número, o Poder de Aumento da mesma ). As Ocula-
res de 10X, em geral, apresentam Número de Campo igual a 18 mm. O quociente: Número de Campo / 
Poder de Aumento da Objetiva, nos fornecerá o Diâmetro do Campo de Visão. A Ocular apresenta em 
seu interior, uma seta que permite apontar qualquer estrutura no Campo de Visão. 
Sistema de Iluminação 
Este sistema compreende o Condensador (sistema de lentes, diafragma íris e filtro) e Sistema de Ilumina-
ção. 
Condensador 
Conjunto de lentes montado num corpo metálico, situado abaixo da Platina do microscópio Óptico (preso a 
subplatina, por um parafuso de fixação), que concentra e fornece a luz necessária à iluminação do material 
em estudo. Os Condensadores mais usados são formados geralmente, por duas lentes: uma biconvexa (in-
terna) e outra plano-convexa (superior), com face plana voltada para o orifício da platina. 
De acordo com o tipo de luz transmitida, temos Condensadores específicos: Campo-claro, Campo-escuro, 
Contraste de Fase e de Fluorescência. Quanto a correção óptica, os Condensadores assemelham-se às Ob-
jetivas, havendo também, aqueles utilizados com Objetivas a seco, bem como, outros, usados com Objeti-
vas de Imersão. 
Embora negligenciado no cálculo do Limite de Resolução, o Condensador apresenta em seu Corpo Metáli-
co, inscrições especificando o Tipo e a NA do mesmo. Na escolha de um Condensador é importante consi-
derar sua NA, que deve ser equivalente ou superior à NA da Objetiva de maior aumento a ser utilizada 
(normalmente, NA do Condensador =1,32 para a objetiva de imersão em óleo). 
Os Condensadores apresentam também, um sistema de palhetas plásticas - o Diafragma Iris, situado logo 
abaixo de seu sistema de lentes. É importante salientar que a abertura do Diafragma Iris é crítica para a 
formação da imagem; quando totalmente aberto, a qualidade da imagem perece, devido à reflexão da luz 
ao longo do trajeto óptico do microscópio. Se estiver muito fechado, obtém-se uma menor resolução e 
diminuição da nitidez. 
Dessa forma, para cada Objetiva existe uma abertura ideal do Diafragma Iris e recomendamos regulá-la, 
sempre. 
Filtros 
Os filtros são utilizados para modificar a cor (cromáticos), a intensidade (cinza-neutros) ou capacidade 
térmica