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9-O Renascimento

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política, nota-se em suas posturas a 
completa sujeição à ideia de que a ação do homem é decisiva – mais do que isso, é 
de sua alçada exclusiva – na definição dos rumos do presente. Portanto, naquilo que 
se constituirá em passado e, em consequência, em história. 
Os humanistas foram combatidos pela Igreja Católica. Foram detestados 
pelos monarcas absolutistas. Foram, enfim, refutados pelas visões mais 
conservadoras de sociedade em seu próprio tempo. Traziam, porém, consigo, a 
semente de uma compreensão histórica laica3 que se opunha, mesmo que não 
direta ou propositadamente, às ideias de um intervencionismo divino na sociedade 
dos homens. 
 
Conclusão 
 
O pensamento dos humanistas do Renascimento faz um contraponto às 
ideias de uma história determinada de fora para dentro. Não significa que todos os 
humanistas foram tão importantes para a renovação do pensamento histórico. 
Muitos deles continuavam encantados com uma história cíclica e com os ensinos 
morais que trazia ao presente, propiciando assim as condições ideais para a 
manutenção das oligarquias no poder. 
É inegável, no entanto, que os humanistas florentinos trouxeram para o 
debate o problema de uma história relevante para a construção de um presente 
republicano. Por isso, mais próximo das aspirações populares. 
 
Saiba Mais 
 
Cidades-estado1: Fenômeno já presente no mundo antigo, caso das cidades gregas 
Atenas e Esparta, e também de Roma – talvez a mais grandiosa de todas –, 
caracterizavam-se por serem politicamente independentes e economicamente 
autossuficientes, caso também das cidades-estados italianas do Renascimento. 
 
Nobiliárquica, nobiliárquico2: Tudo aquilo que tem relação com a nobreza ou que 
concerne a ela. 
Laica, laico3: Em sentido mais técnico, tudo aquilo que está fora ou se opõe ao 
âmbito religioso ou eclesiástico. 
 
REFERÊNCIAS 
 
DELUMEAU, J. A civilização do Renascimento. Lisboa: Estampa, 1994. 
FONTANA, J. História: análise do passado e projeto social. Bauru: EDUSC, 1998. 
LAMBERT, P.; SCHOFIELD, P. (org.). História: introdução ao ensino e à prática. 
Porto Alegre: Penso, 2011.