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e duas vezes mais água potável do que em meados do século 20. A essa taxa de crescimento, tais recursos estarão exauridos pelo fim do século.
	“Uma criança nascida no mundo industrializado consome e polui durante a vida mais do que 30 a 50 crianças em países em desenvolvimento; ainda assim, o dano ambiental derivado do consumo em escala global recai mais sobre os pobres”, diz o relatório da ONU.
	(O Estado de São Paulo, 
São Paulo, 5 jun. 2001. (Fragmentado)
Com base no texto explique por que a aglomeração crescente de pessoas na área urbana é preocupante.
Explique a comparação entre os países do Terceiro Mundo e os industrializados, a partir do texto.
Que conseqüências mais graves decorrem da utilização descontrolada dos bens naturais, nos países do Primeiro Mundo?
Por que os pobres sofrem mais com o desperdício dos ricos?
Identifique as relações de sentido expressas pelos elementos de coesão, destacados no texto lido.
2. Você tem a seguir um pequeno parágrafo. Em seu caderno, escreva outros parágrafos, a partir dos elementos de coesão (conectivos) propostos. Observe a relação de sentido ou valor que cada um deles expressa.
	Todo mundo sabia que a inflação era um imposto perverso que impedia as pessoas de planejar sua vida.
Mas... Além disso... Dessa forma...
	
3. Identifique nas tiras a seguir os elementos de coesão e seus sentidos e empregue-os na construção de um parágrafo.
a)
b)
EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO
1. Estabeleça a coesão do texto abaixo, valendo-se de expressões que substituam o excesso do emprego da palavra “golfinho”. (Utilize, por exemplo, “delfim”, “boto”, e outras expressões que, mesmo não-oficiais, possam servir como substitutas.
	“O golfinho nada velozmente e sai da água em grandes saltos fazendo acrobacias. É mamífero e, como todos os mamíferos, só respira fora d’água. O golfinho vive em grupos e comunica-se com outros golfinhos através de gritos estranhos que são ouvidos a quilômetros de distância. É assim que o golfinho pede ajuda quando está em perigo ou avisa os golfinhos onde há comida. O golfinho aprende facilmente os truques que o homem ensina e é por isso que muitos golfinhos são aprisionados, treinados e exibidos em espetáculos em todo o mundo”
(Revista Ciência Hoje)
2. Proceda como no exercício anterior, valendo-se dos mecanismos de coesão que julgar adequados.
“Por mais de duas décadas, a antropóloga francesa Marguerite Le Coq empreendeu estudos em torno da arte plumária indígena do Amazonas. A pesquisa pode ser avaliada em recente álbum patrocinado pela Rhodia do Brasil. A extraordinária pesquisa da francesa Marguerite Le Coq foi minuciosíssima, abrangendo cerca de 5 gerações dos indígenas do Amazonas. Para conseguir tal abrangência, a antropóloga francesa Marguerite Le Coq instalou-se na floresta e pôs mãos à obra”
Revista Geográfica Internacional, número especial, jul. 1996 (adaptado)
3. Observe que, nos trechos abaixo, a ordem que foi dada às palavras, nos enunciados, provoca efeitos semânticos (de significado) “estranhos”.
“Fazendo sucesso com a sua nova clínica, a psicóloga Iracema Ferreira Duarte, localizada na rua Campo Grande, 159”
“Embarcou para São Paulo Maria Helena Arruda, onde ficará hospedada no luxuoso hotel Maksound Plaza”
	(Notícias da coluna social do Correio do Mato Grosso, 28 agos. 1988)
Escolha um dos trechos, diga qual é a interpretação “estranha” que ele pode ter e reescreva-o de forma a evitar o problema.
4. Leia a tira abaixo:
Nessa tira de Maurício de Souza, publicada em 1972, o autor toma como referência os versos iniciais da Canção do exílio de Antônio Gonçalves Dias (1823-1864). Ao se apropriar de tais versos, o cachorro Bidu provoca um processo de ruptura que desencadeia o elemento central de animação do episódio. Tomando por base essa informação, aponte:
os vocábulos envolvidos nesse processo de ruptura;
a razão por que as aspas foram colocadas apenas nas frases do segundo quadro, embora também do primeiro faça referência à Canção do Exílio.
OBSERVAÇÃO: A Canção do exílio não consta originalmente no exercício. Por isso, nós a apresentamos abaixo. 
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.
Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.
Em cismar, sozinho, à noite,
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar — sozinho, à noite —
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Não permita Deus que eu morra,
Sem que eu volte para lá;
Sem que desfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu'inda aviste as palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
  Coimbra - julho 1843.
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EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO
Identifique no texto a seguir todos os termos que retomam as palavras em itálico
As imagens ficarão gravadas como um raio na memória dos brasileiros. Na sétima volta do Grande Prêmio de San Marino, no autódromo de Ímola, na Itália, Ayrton Senna passa direto pela curva Tamburello, a 300 quilômetros por hora, e espatifa-se no muro de concreto. À 1h40 da tarde, hora do Brasil, um boletim médico do hospital Maggiore de Bolonha, para onde o piloto foi levado de helicóptero, anunciou a morte cerebral de Ayrton Senna. Não havia mais nada a fazer. Ayrton
Senna da Silva, 34 anos, tricampeâo de Fórmula 1,41 vitórias de Grandes Prêmios,
65 pole-positions, um dos maiores fenómenos de todos os tempos no automobilis-
mo, estava morto.
Ninguém simboliza melhor a comoção que tomou conta do mundo que a ima-
gem de Alain Prost, chorando num dos boxes de Ímola. Não era o choro de um
torcedor, mas de um rival, o maior de todos em dez anos de brigas dentro e fora das
pistas, um alterego de Ayrton Senna na Fórmula l. Na manhã de domingo, minu-
tos antes de entrar pela última vez no cockpit de sua Williams, Senna encontrou-se
com o ex-adversário, deu-lhe um rapinha nas costas e comentou: "Prost, você faz
falta". Horas mais tarde, cercado pêlos jornalistas, o francês não conseguiu retribuir
a gentileza. "Estou consternado demais para falar", limitou-se a dizer , com lágrimas
nos olhos.
Veja, Edição extra, 3 maio 1994, p. 7.
2. Leia o texto a seguir e escreva os termos retomados pelas palavras em itálico. Distribua-os em duas colunas: coesão dentro da frase e coesão entre as frases.
A nova vocação dos computadores é funcionar com todo o aparato técnico fornecido pela informática, só que numa relação tão visual e emocionante quanto um
jogo de videogame. Já existem máquinas que cruzam essa fronteira, produzindo ima-
gens em três dimensões nas quais o usuário tem a sensação de penetrar. Imagine um
visor que pode ser preso na frente dos olhos, como uma máscara de mergulho.
Acoplado a um computador, esse visor cria imagens baseadas num programa e dá à
pessoa a ilusão de que está no ambiente projetado na tela. Há mais. Usando uma
luva cheia de sensores, todos ligados ao mesmo computador, o operador do equipa-
mento pode "tocar" objetos que só existem na tela aberta diante de seus olhos. E
possível, por exemplo, operar os comandos de um caça-bombardeiro com a mão
enluvada e ver na tela os instrumentos sendo manobrados enquanto o avião se move
com toda a aparência de uma situação real. Quem vê a brincadeira de fora vai enxer-
gar apenas uma pessoa com os olhos cobertos por uma máscara levantando uma mão
enluvada e nada mais.
Veja, 21 out. 1992.
3. Utilizando os recursos de coesão, substitua os elementos repetidos quando necessário. Mas, antes, observe como o jornalista de VEJA resolveu o problema, ao redigir uma matéria sobre o médico Roger Abdelmassih.
O palco da boate People, no Rio, foi pequeno para tantos astros da MPB que lá estiveram, no último dia 26, para homenagear o compositor Dorival Caymmi.