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Fundamentos da Logística (Aula 6)

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Cálculo de Demanda
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 Previsões de demanda de produtos podem ter um papel importante no sistema produtivo de uma empresa, pois decisões relevantes podem se subordinar a esta previsão; e
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 Ainda assim, existe forte dose de ceticismo, principalmente nas pequenas e médias empresas brasileiras, quanto à possibilidade de se prever eficazmente a demanda, ou seja, quanto à capacidade de se prever como vão se comportar as vendas.
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As técnicas de previsão podem ser subdivididas em dois grandes grupos:
As técnicas qualitativas privilegiam principalmente dados subjetivos, os quais são difíceis de representar numericamente. Estão baseadas na opinião e no julgamento de pessoas chaves, especialistas nos produtos ou nos mercados onde atuam estes produtos; e
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As técnicas quantitativas envolvem a análise numérica dos dados passados, isentando-se de opiniões pessoais ou palpites. Empregam-se modelos matemáticos para projetar a demanda futura. Podem ser subdivididas em dois grandes grupos: as técnicas baseadas em séries temporais, e as técnicas causais (Mais conhecidos: Regressão Simples e Múltipla).
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MÉTODOS QUANTITATIVOS
 Partem do princípio de que a demanda futura será uma projeção dos seus valores passados, não sofrendo influência de outras variáveis; e
 É o método mais simples e usual de previsão, e quando bem elaborado oferece bons resultados.
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MÉDIA MÓVEL SIMPLES
A média móvel simples é facilmente calculada. Ela consiste na média
aritmética dos n últimos períodos da demanda observada.
Onde: i = número de ordem de cada período mais recente
n = número de períodos utilizados para apurar a média móvel
Di = demanda ocorrida no período i
Pj = previsão de demanda para o período j
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É importante observar que, quanto maior o valor de n, maior será a influência das demandas mais antigas sobre a previsão. Por isso, na prática,muitas vezes se realiza o cálculo da média móvel simples incluindo apenas os 3 últimos períodos.
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MÉDIA MÓVEL PONDERADA
O modelo de previsão de demanda pela média móvel ponderada é uma variação da média móvel simples, que também deve ser aplicado apenas para demandas que não apresentem nem tendência nem sazonalidade. 
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EXERCÍCIO PREVISÃO DEMANDA
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RODA F-56 ARO 13 -  
Descrição: são produzidas com uma liga de alumínio e silício.
 
Com base nos dados abaixo que é a demanda dos últimos quatro anos da Roda F-56 aro 13. calcular a previsão de demanda para o ano de 2012 utilizando a Média Móvel Simples.
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Semestre 1
Media = 840+1195+1376+1497/4 = 1227 rodas
Semestre 2
Media = 794+1457+1270+2048/4 = 1392 rodas
Realizado Ano 2012
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Média Móvel Ponderada
Pesos: 
2008- 0,1 (A)
2009- 0,2 (B)
2010- 0,2 (C)
2011- 0,5 (D)
um peso maior para o último período de demanda, um peso ligeiramente menor para o penúltimo período e assim por diante até o último período que se vá utilizar. Os pesos são estabelecidos pelo analista da demanda.
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D2012 = A*D2008 + B*D2009 + C*D2010 + D*D2011
Semestre 1
D = (0,1*840) + (0,2*1195) + (0,2*1376) + (0,5*1497)
D= 1.347
Semestre 2
D = (0,1*794) + (0,2*1457) + (0,2*1270) + (0,5*2048)
D= 1.649
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Previsão de Demanda
Realizado ano 2011
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CLASSIFICAÇÃO ABC,
INVENTÁRIOS e GIRO de ESTOQUES 
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TIPOS DE CLASSIFICAÇÃO DE MATERIAIS
Por tipo de demanda:
 - Materiais não de estoque.
 - Materiais de estoque:
 - Por Valor de consumo;
 - Por Importância Operacional.
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CLASSIFICAÇÃO DOS MATERIAIS DE ESTOQUE 
Quanto à aplicação:
 Materiais Produtivos: Compreendem todo e qualquer material ligado direta ou indiretamente ao processo de fabricação. Exemplos: matérias Primas, Produtos em fabricação, produtos acabados;
 - Matérias-primas: materiais básicos e insumos que constituem os itens iniciais e fazem parte do processo produtivo da empresa;
 Produtos em fabricação: Também conhecidos como materiais em processamento, são os que estão sendo processados ao longo do processo produtivo da empresa.
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CLASSIFICAÇÃO DOS MATERIAIS DE ESTOQUE 
Quanto à aplicação:
 Produtos acabados: São os produtos constituintes do estágio final do processo produtivo; portanto, já prontos;
 - Materiais de Manutenção: Materiais de consumo, com utilização repetitiva, aplicados em manutenção;
- Materiais Improdutivos: Compreende todo e qualquer material não incorporado às características do produto fabricado. Exemplos: materiais para limpeza, de escritórios etc..
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CLASSIFICAÇÃO DOS MATERIAIS DE ESTOQUE 
Quanto ao valor do consumo;
 Classe ABC.
Quanto à importância operacional:
- Classe XYZ.
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CLASSIFICAÇÃO DOS MATERIAIS NÃO DE ESTOQUE 
São materiais de demanda imprevisível para os quais não são definidos parâmetros para o ressuprimento automático.
A inexistência de regularidade de consumo faz com que a aquisição desses materiais somente seja efetuada por solicitação direta do usuário, na oportunidade em que se constate a necessidade deles.
Os materiais não de estoque devem ser comprados para utilização imediata e são debitados no centro de custo de aplicação.
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MATERIAIS CRÍTICOS
Por problemas de obtenção:
Material importado;
Existência de um único fornecedor;
Escassez no mercado;
Material estratégico;
De difícil fabricação ou obtenção.
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MATERIAIS CRÍTICOS
Por razões econômicas:
 Material de elevado valor;
 Material com elevado custo de armazenagem;
 Material com elevado custo de transporte.
Por problemas de Previsão:
 Material com utilização de difícil previsão.
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MATERIAIS CRÍTICOS
Por problemas de armazenagem e transporte:
 Material de alta periculosidade;
 Material perecível;
 Material de elevado peso;
 Material de grandes dimensões.es.
Por razões de segurança:
 Material de reposição de alto custo;
 Material para equipamento vital da produção.
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Exemplo
Papel para correspondência – Apergaminhado, branco, formato A4 medindo 210x297mm, gramatura de 75g/m2. Acondicionado em pacote com 500 folhas. Ref.: CHAMEX 500.
Identificação do Material
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Com base nos dois princípios descritos e, através de suas combinações, podemos empregar três modalidades de representação gráfica para os códigos de material:
Sistema Alfabético - O material é codificado utilizando-se um conjunto de letras suficientes para preencher toda a identificação do material.
Sistema Alfa Numérico - O material é codificado através da utilização ou combinação de letras e números para representação de material.
Sistema Numérico ou Decimal - Consiste na composição e atribuição de códigos em algarismos arábicos. É o método mais utilizado, tendo em vista a facilidade na ordenação seqüencial dos diversos itens de materiais e na adoção da informatização.
O método decimal universal, como ficou conhecido, divide o universo de itens de materiais em grupos, aos quais por sua vez em subgrupos e, adiciona-se a estes um número de identificação.
CODIFICAÇÃO DE MATERIAL
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Sistema Decimal Simplificado Exemplo
1ª chave
2ª chave
3ª chave
00 –
 Ferragens
00 –
 Pregos
000 –
 tam. 10x10
001 –
 tam. 13x15
002 –
 tam. 14x15
01 –
 Parafusos
000 –
 cab.red. 1/4x1/8
001 –
 cab.red 1/4x3/16
00 - 00 - 000
						Chave aglutinadora
						
						Chave individualizadora
						Chave descritiva
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É um método de diferenciação dos estoques segundo sua maior ou menor abrangência em relação a determinado fator, consistindo em separar os itens por classes de acordo com sua importância relativa.. 
Classificação ABC
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Classificação ABC
CLASSE A: Representa o grupo de maior valor de consumo e menor quantidade de itens, que devem ser gerenciados com especial atenção;
CLASSE B: Representa o grupo de situação intermediária entre as classes A e C;
CLASSE C: Representa o grupo de menor valor de consumo e maior quantidade de itens,