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em esferas macro e micro sociais, detentores de uma falsa consciência que 
propala como verdade a ideologia das livres escolhas, onde cada um obedece apenas 
à lógica de seus desejos e paixões. Neste cenário, o trabalho como uma das categorias 
fundamentais para constituição do núcleo duro da formação humana vem sofrendo 
modifi cações.
A sociedade pós-moderna fetichizada (seduzida) pelo consumo vem se distanciando 
da cadeia produtiva, através de um duplo movimento: o fi m dos empregos (trabalho, 
prestação de serviços, terceirização e mercado informal); e o desejo por tornarem-se 
turistas, ou seja, alcançarem a condição de espectadores da realidade humana da 
qual fazem parte.
O homem precisa ser redescoberto, precisamos nos reinventar. Hoje exercemos a ci-
dadania passiva, dicotomizada (dividida) entre incluídos e excluídos do sistema mer-
cadológico. Nesta lógica imperialista do capital pelo capital, ser cidadão é consumir.
É a primeira vez que alguns países, entre os quais o Brasil, decidem 
se alienar completamente, nunca um país decidiu fazer, de maneira 
tão aberta e escancarada, a alienação à condução de seu próprio 
destino ... Milton Santos (2002; 143)
Para saber um pouco mais sobre o assunto leia:
Teorias da Globalização
http://books.google.com.br/books?id=p4YQzhJKh-4C&pg=PA273&dq=globaliza%C3%A7%C3%A3
o+octavio
Por uma outra globalização
http://books.google.com.br/books?id=eBxvwrQXd58C&pg=PA117&dq=globaliza%C3%A7%C3%A3o
O Choque de civilizações
http://books.google.com.br/books?id=gEqsmM1QebIC&pg=PA260&dq=choque+civiliza%C3%A7%
C3%B5es
Saiba mais
Estado globalizado e cidadania - Módulo 4 Cidadania
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Escravidão 
http://www.youtube.com/watch?v=pUIcocVoS_s
Isto é Brasil - Trabalho escravo em pleno século XXI
http://www.youtube.com/watch?v=FmP7sDVJ2Ls
Trabalho escravo no brasil sec xxi
http://www.youtube.com/watch?v=Bm8VUWqm-B8
Analfabetismo: Alexandre Garcia critica sistema educacional do Brasil
http://www.youtube.com/watch?v=WjUNUoad7Vg&feature=related
Primeiro Jornal - Analfabetismo no Brasil por Fernando Mitre
http://www.youtube.com/watch?v=Dn5Yfap_97M
“O Analfabeto Político” - Bertolt Brecht
http://www.youtube.com/watch?v=2RwJemF_9tY
Desigualdade social - A Realidade do nosso País
http://www.youtube.com/watch?v=9GHGi2Tmb5o&feature=related
Saiba mais
Velhas questões
Ele [o intelectual] não tem o direito de se calar. Não pode ser inocente 
útil. Não pode desconsiderar a pesada dívida do século 20 – Fran-
cisco de Oliveira 
Para estudarmos velhas questões da cidadania do Século XX, como, por exemplo, a 
escravidão, o analfabetismo, a pobreza, o preconceito, entre outras formas de desigual-
dade social, precisamos conhecê-las bem, refl etir sobre elas e discuti-las.
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Desafi os globais: novas questões
... mas não me deixe sentar na poltrona num dia de domingo / pro-
curando novas drogas de aluguel, neste vídeo coagido pela paz que 
não quero seguir admitindo ... Rappa
E as novas questões, como enfrentar esse desafi o?
Convidamos você para uma análise crítica sobre essas novas questões, que de certa 
forma comprometem e infl uenciam a formação de um ser humano transformador. 
Assista ao vídeo Conexões Urbanas – O Ser Humano Transformador(disponível em
http://multishow.globo.com/Conexoes-Urbanas/Episodios/Ep--26---O-Ser-Humano-Transformador--
Parte-2-.html) 
Saiba Mais!Assista ao vídeo Desigualdade Social - A Realidade do Nosso País (disponível emhttp://
www.youtube.com/watch?v=9GHGi2Tmb5o&feature=related).
Saiba mais
Conexões Urbanas – Desejo de mudar o mundo
http://multishow.globo.com/Conexoes-Urbanas/Videos/#widget=SintonizadorEditorial_0/aba=0/
midia=5/pagina=1
Escolas e Inclusão social – Diversidades Culturais
http://www.youtube.com/watch?v=0vkTLlG9wro
Conexões Urbanas – Mediações de confl ito
http://multishow.globo.com/Conexoes-Urbanas/Videos/#widget=SintonizadorEditorial_0/aba=0/
midia=4/pagina=9
Saiba mais
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Aula 2 - Questões Étnico Raciais - Discutindo Conceitos
Por Rogério Terra de Oliveira
Introdução
Falar sobre questões étnico raciais signifi ca, primeiramente, entender 
alguns conceitos que têm sido comumente utilizados em nossa sociedade 
quando se trata de relações étnico raciais. Portanto, nesta aula vamos 
conversar sobre qual o signifi cado que atribuímos aos conceitos de raça, 
racismo, etnia, preconceito e discriminação. O que eles signifi cam? 
Prontos para as descobertas?! Então, vamos seguir em frente!
Fonte: http://www.plc122.com.br/entenda-plc122/#axzz23daZ5oqs
Raça ou Etnia?
Etmologicamente falando, a palavra raça veio do italiano razza, que por sua vez veio do 
latim ratio, que signifi ca sorte, categoria, espécie. Já na história das ciências naturais, 
o conceito de raça foi primeiramente usado na Zoologia e na Botânica para classifi car 
as espécies animais e vegetais. (MUNANGA, 2003)
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A evolução do conceito de raça. 
Caixa Latim Medieval 
No latim medieval, o conceito de raça passou a designar a descendência, a 
linhagem, ou seja, um grupo de pessoas que têm um ancestral comum e que, 
ipso facto, possuem algumas características físicas em comum. (MUNANGA, 
2003)
Caixa Séculos XVI-XVII
Nos séculos XVI-XVII, o conceito de raça passa efetivamente a atuar nas re-
lações entre classes sociais da França, pois era utilizado pela nobreza local, 
que se identifi cava como os Francos - de origem germânica, em oposição ao 
Gauleses - população local identifi cada como a Plebe. (MUNANGA, 2003)
Caixa Século XVIII
No século XVIII, a cor da pele foi considerada como um critério fundamental e 
divisor d’água entre as chamadas raças. Por isso, que a espécie humana fi cou 
dividida em três raças estancas que resistem até hoje no imaginário coletivo 
e na terminologia científi ca: raça branca, negra e amarela. (MUNANGA, 2003)
Caixa Século XIX
No século XIX, acrescentou-se ao critério da cor outros critérios morfológicos 
como a forma do nariz, dos lábios, do queixo, do formato do crânio, o ângulo 
facial etc. para aperfeiçoar a classifi cação. (MUNANGA, 2003)
Caixa Século XX
No século XX, descobriu-se, graças aos progressos da Genética Humana, que 
havia no sangue critérios químicos mais determinantes para consagrar defi -
nitivamente a divisão da humanidade em raças estancas. Grupos de sangue, 
certas doenças hereditárias e outros fatores na hemoglobina eram encontra-
dos com mais frequência e incidência em algumas raças do que em outras, 
podendo confi gurar o que os próprios geneticistas chamaram de marcadores 
genéticos. Um marcador genético característico de uma raça, pode, embora 
com menos incidência ser encontrado em outra raça. Estudiosos chegaram a 
conclusão de que a raça não é uma realidade biológica, mas sim apenas um 
conceito alias cientifi camente inoperante para explicar a diversidade humana 
e para dividi-la em raças estancas. Ou seja, biológica e cientifi camente, as 
raças não existem. (MUNANGA, 2003).
O conceito de raça ainda hoje é bastante controverso. Pessoas persistem em utilizá-lo 
apenas para se referir a diferenças fenotípicas (cor da pele, textura dos cabelos, formato 
do nariz etc.). Como um substituto para o conceito de raça, em decorrência das suas 
implicações, tem-se optado pelo conceito de etnia.
Para saber mais sobre raça, acesse o texto Uma abordagem conceitual das noções de raça, racismo, 
identidade e etnia, de Kabengele Munanga. Disponível em: https://www.ufmg.br/inclusaosocial/?p=59 
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Raça ou Etnia?
Alguns pesquisadores fogem do conceito de raça e o substituem pelo conceito de etnia 
considerado como um lexical mais cômodo que o de raça. Então, falamos em etnias 
para poder identifi car e diferenciar alemães de italianos, negros de índios e assim 
sucessivamente. 
Etnia é:
Um conjunto de indivíduos que, histórica ou mitologicamente, têm um an-
cestral comum; têm uma língua