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Apostila FDDJ - DS9 - 1 semestre 2013

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facultativo
o Empregador doméstico
o Entidade sindical que remunera dirigente que mantém a qualidade de 
contribuinte individual
Não havendo expediente bancário no dia 15, o vencimento será prorrogado para o dia 
útil posterior.
- Até o dia 20 do mês seguinte:
o Vencem todas as demais contribuições.
Não havendo expediente bancário no dia 20, o vencimento será antecipado para o dia 
útil anterior.
- Até o dia 20 de dezembro:
o O décimo terceiro salário. Relativamente aos que recebem salário 
variável, o recolhimento da contribuição decorrente de eventual 
diferença da gratificação natalina (13º salário) deverá ser efetuado 
juntamente com a competência dezembro do mesmo ano.
o O empregador doméstico poderá recolher a competência novembro 
juntamente com o décimo terceiro.
Não havendo expediente bancário no dia 20 de dezembro, o vencimento será 
antecipado para o dia útil anterior.
Recolhimento Trimestral - É facultado aos segurados contribuinte individual e 
facultativo, cujos salários de contribuição sejam iguais ao valor de um salário mínimo, 
optarem pelo recolhimento trimestral das contribuições previdenciárias, com 
vencimento no dia quinze do mês seguinte ao de cada trimestre civil, prorrogando-se o 
vencimento para o dia útil subsequente quando não houver expediente bancário no dia 
quinze. Aplica-se também a mesma regra ao empregador doméstico relativamente aos 
empregados a seu serviço, cujos salários de contribuição sejam iguais ao valor de um 
salário mínimo, ou inferiores nos casos de admissão, dispensa ou fração do salário em 
razão de gozo de benefício.
Recolhimento Presumido - O desconto da contribuição e da consignação legalmente 
determinado sempre se presumirá feito, oportuna e regularmente, pela empresa, pelo 
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empregador doméstico, pelo adquirente, consignatário e cooperativa a isso obrigados, 
não lhes sendo lícito alegarem qualquer omissão para se eximirem do recolhimento, 
ficando os mesmos diretamente responsáveis pelas importâncias que deixarem de 
descontar ou tiverem descontado em desacordo com este Regulamento.
Contribuições Devidas e não recolhidas até o vencimento – Os débitos com a 
União decorrentes das contribuições sociais das empresas, incidentes sobre a 
remuneração paga ou creditada aos segurados a seu serviço, dos empregadores 
domésticos, dos trabalhadores, incidentes sobre o seu salário de contribuição, das 
instituídas a título de substituição e das contribuições devidas a terceiros, assim 
entendidas outras entidades e fundos, não pagos nos prazos previstos na lei, serão 
acrescidos de multa de mora e juros de mora. 
A multa de mora será calculada à taxa de trinta e três centésimos por cento, por dia de 
atraso, a partir do primeiro dia subsequente ao do vencimento do prazo previsto para o 
pagamento do tributo ou da contribuição até o dia em que ocorrer o seu pagamento e 
limitado a vinte por cento.
Os juros de mora serão calculados pela taxa referencial do Sistema Especial de 
Liquidação e Custódia - SELIC, acumulada mensalmente, calculados a partir do 
primeiro dia do segundo mês subsequente ao do encerramento do período de 
apuração até o último dia do mês anterior ao do pagamento e de um por cento no mês 
do pagamento.
Retenção e Responsabilidade Solidária - A empresa contratante de serviços 
executados mediante cessão ou empreitada de mão de obra, inclusive em regime de 
trabalho temporário, deverá reter onze por cento do valor bruto da nota fiscal, fatura ou 
recibo de prestação de serviços e recolher a importância retida em nome da empresa 
contratada. Esse percentual será acrescido de quatro, três ou dois pontos percentuais, 
relativamente aos serviços prestados pelos segurados empregado, cuja atividade 
permita a concessão de aposentadoria especial, após quinze, vinte ou vinte e cinco 
anos de contribuição, respectivamente.
Entende-se como cessão de mão de obra a colocação à disposição do contratante, em 
suas dependências ou nas de terceiros, de segurados que realizem serviços 
contínuos, relacionados ou não com a atividade fim da empresa, independentemente 
da natureza e da forma de contratação, inclusive por meio de trabalho temporário.
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A empresa contratante do serviço deverá manter em boa guarda, em ordem 
cronológica e por contratada, as correspondentes notas fiscais, faturas ou recibos de 
prestação de serviços, Guias da Previdência Social e Guias de Recolhimento do 
Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social com 
comprovante de entrega.
O contratado deverá elaborar folha de pagamento e Guia de Recolhimento do Fundo 
de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social distintas para 
cada estabelecimento ou obra de construção civil da empresa contratante do serviço.
As empresas que integram grupo econômico de qualquer natureza, bem como os 
produtores rurais integrantes do consórcio simplificado, respondem entre si, 
solidariamente pelas obrigações previstas no Regulamento da Previdência Social.
O operador portuário e o órgão gestor de mão de obra são solidariamente 
responsáveis pelo pagamento das contribuições previdenciárias e demais obrigações, 
inclusive acessórias, devidas à seguridade social, relativamente à requisição de mão 
de obra de trabalhador avulso, vedada a invocação do benefício de ordem.
Não existe responsabilidade solidária na contratação pela empresa de serviços de 
cooperados por intermédio de cooperativa de trabalho.
Na obra de construção civil, o proprietário, o incorporador, o dono da obra ou 
condômino da unidade imobiliária cuja contratação da construção, reforma ou 
acréscimo não envolva cessão de mão-de-obra, são solidários com o construtor, e 
este e aqueles com a subempreiteira, pelo cumprimento das obrigações para com a 
seguridade social, ressalvado o seu direito regressivo contra o executor ou contratante 
da obra e admitida a retenção de importância a este devida para garantia do 
cumprimento dessas obrigações, não se aplicando, em qualquer hipótese, o benefício 
de ordem.
Exclui-se da responsabilidade solidária perante a seguridade social o adquirente de 
prédio ou unidade imobiliária que realize a operação com empresa de comercialização 
ou com incorporador de imóveis definido na Lei n. 4.591, de 1964, ficando estes 
solidariamente responsáveis com o construtor.
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Decadência e Prescrição – Os dois institutos existem no direito previdenciário, 
especialmente na área de custeio.
No Direito Tributário, a distinção entre prescrição e decadência não oferece discussão, 
porque existe o instituto do lançamento, que é o marco divisor entre um e outro, ou 
seja, antes do lançamento só se pode falar de decadência e após o lançamento só 
podemos trabalhar com a prescrição.
Os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91 tratavam da decadência e da prescrição, 
respectivamente. Tais dispositivos foram declarados inconstitucionais, pois à esses 
institutos deveria se aplicado o Código Tributário Nacional, até porque não cabe à lei 
ordinária dispor sobre decadência. 
Assim, nos termos da Súmula Vinculante nº 8: “São inconstitucionais o parágrafo único 
do artigo 5º do Decreto-Lei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam 
de prescrição e decadência de crédito tributário.” Foi publicada no DJU de 20/06/2008.
Tendo em vista que a declaração da inconstitucionalidade não bastava para tirar do 
ordenamento jurídico a disposição de lei, tivemos a Lei Complementar nº 128, de 2008 
que revogou