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Apostila FDDJ - DS9 - 1 semestre 2013

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Lei 8.213/91 e artigo 25 do Decreto 3.048/99.
Quanto ao segurado, os benefícios podem ser:
1. auxílio doença;
2. auxílio acidente;
3. aposentadoria por invalidez;
4. aposentadoria por idade;
5. aposentadoria por tempo de contribuição;
6. aposentadoria especial;
7. salário família;
8. salário maternidade.
Quanto ao dependente, os benefícios podem ser:
1. pensão por morte;
2. auxílio reclusão.
Os serviços são:
1. reabilitação profissional;
2. perícia médica;
3. serviço social.
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Filiação é o vínculo que se estabelece entre as pessoas que contribuem para a 
previdência social e esta, do qual decorrem direitos e obrigações. Para o segurado 
obrigatório a filiação é automática, pois decorre do exercício da atividade remunerada. 
Para o segurado facultativo, a filiação só ocorrerá após a inscrição formalizada com o 
pagamento da primeira contribuição. Lembre-se que a filiação do segurado facultativo 
é um ato volitivo, ao contrário do segurado obrigatório que tem sua filiação 
determinada por lei, em razão de sua atividade remunerada.
Inscrição é o ato pelo qual o segurado é cadastrado no RGPS, desde que 
tenha a idade mínima de 16 anos. Portanto, para o segurado obrigatório pode haver 
filiação sem que haja a inscrição, como por exemplo, um advogado que exerce a 
atividade há três anos sem nunca ter contribuído. Esse advogado é um contribuinte 
individual devedor que deverá fazer sua inscrição e recolher o período retroativo. 
Para o segurado facultativo, a filiação jamais virá antes da inscrição, pois sem esta 
não é possível o recolhimento, não podendo as contribuições retroagir a períodos 
anteriores a sua inscrição.
Se o segurado exercer, concomitantemente, mais de uma atividade remunerada 
sujeita ao RGPS, será obrigatoriamente inscrito em relação a cada uma delas. Se em 
uma das atividades estiver recolhendo sua contribuição social pelo teto máximo 
permitido, em relação às demais atividades estará dispensado do recolhimento. Assim 
por exemplo, um segurado que exerce a atividade de advogado (contribuinte 
individual) e concomitantemente de professor (empregado da universidade), que na 
empresa já esteja recolhendo no limite máximo, não terá que recolher como 
contribuinte individual porque estará dispensado. 
Se, na condição de aposentado do RGPS, voltar a exercer atividade abrangida por 
este regime é segurado obrigatório em relação a essa atividade, ficando sujeito às 
contribuições.
Manutenção e Perda da Qualidade de Segurado – Manter a qualidade de segurado 
significa manter o vínculo com o RGPS, uma vez que se trata de um sistema 
essencialmente contributivo. Entretanto, o RGPS permite que o segurado passe algum 
tempo sem efetuar recolhimentos, mantendo, assim mesmo, a condição de segurado. 
Esse período em que ele não contribui, mas mantém o vínculo previdenciário é 
denominado “período de graça”, no qual poderá obter benefícios previdenciários, 
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exceto salário família e auxílio acidente para segurados empregados (artigos 97 e 104, 
§ 7º do Decreto 3.048/99).
Durante o “período de graça” não há que se falar em tempo para aposentadoria, uma 
vez que não estão sendo vertidas as contribuições para o RGPS. 
O período da manutenção da qualidade de segurado está especificado da seguinte 
forma:
• sem limite de prazo – para quem estiver em gozo de benefício.
• Até 3 meses após a cessação do serviço militar.
• Até 6 meses após a cessação das contribuições do segurado facultativo.
• Até 12 meses após:
o a cessação do benefício por incapacidade;
o a cessação das contribuições do segurado obrigatório;
o a cessação da segregação compulsória;
o o livramento do segurado detido ou recluso.
A cessação das contribuições do segurado obrigatório ocorre não só porque este 
deixou de exercer atividade remunerada, mas também quando estiver suspenso ou 
licenciado sem remuneração. 
Para o segurado que já tiver efetuado mais de 120 contribuições, sem interrupção que 
acarrete a perda da qualidade de segurado, o prazo de 12 meses após a cessação do 
benefício por incapacidade e da cessação das contribuições será prorrogado para até 
24 meses. Se ocorrer situação de desemprego, devidamente comprovado no órgão 
próprio do Ministério do Trabalho e Emprego, o prazo será acrescido de mais 12 
meses. Vale dizer que o prazo aqui tratado pode alcançar até 36 meses.
A segregação compulsória abrange quem tenha sofrido doença epidemiológica para a 
qual a vigilância sanitária obriga o isolamento com o intuito de evitar a difusão da 
contaminação. É utilizado apenas em relação a casos em que a enfermidade não 
enseje a concessão de auxílio doença.
No caso de livramento do segurado, inclui-se também a situação de fuga.
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A perda da qualidade de segurado ocorre no dia seguinte ao do vencimento da 
contribuição do contribuinte individual relativa ao mês imediatamente posterior ao 
término dos prazos fixados.
Vamos a um exemplo prático: segurado foi demitido da empresa após 15 anos de 
trabalho. Sabe-se que seu período de graça é de 24 meses (tem mais de 120 
contribuições). No 24º mês ele comprova no MTE sua situação de desempregado, 
estendendo sua qualidade de segurado por mais 12 meses. Supondo que sua 
demissão tenha ocorrido em 30 de junho de 2007, a perda da qualidade de segurado 
ocorrerá no dia 16 de agosto de 2010, se o dia 15 de agosto de 2010 for dia útil. 
Explicando: até a competência junho é de graça; a competência julho deverá ser 
recolhida e seu prazo será até 15 de agosto, caso seja dia útil. Não ocorrendo o 
recolhimento nesse dia, no dia seguinte, 16 de agosto de 2010, haverá a perda da 
qualidade de segurado e o desligamento do segurado com o RGPS.
No momento em que o segurado vier a recolher novamente uma contribuição social, já 
terá recuperado sua qualidade de segurado.
A perda da qualidade de segurado importa na caducidade dos direitos inerentes a 
essa qualidade. Entretanto, a perda da qualidade de segurado não prejudica o direito à 
aposentadoria para cuja concessão tenham sido preenchidos todos os requisitos, 
segundo a legislação em vigor à época em que estes requisitos foram atendidos. Da 
mesma forma, não será concedida pensão por morte aos dependentes do segurado 
que falecer após a perda desta qualidade, salvo se preenchidos os requisitos para 
obtenção de aposentadoria.
A partir de Lei 10.666, de 08.05.2003, a perda da qualidade de segurado não está 
sendo considerada para efeito de concessão das aposentadorias por tempo de 
contribuição, especial e por idade. Entretanto, no caso de aposentadoria por idade, é 
necessário que o segurado conte, na data do requerimento do benefício, com, no 
mínimo, o número de contribuições mensais exigido para efeito de carência.
Carência – é o número mínimo de contribuições mensais indispensáveis para que o 
beneficiário faça jus ao benefício. O período de carência é contado da data de filiação 
ao RGPS quando se tratar de segurado empregado e trabalhador avulso e da data do 
efetivo recolhimento da primeira contribuição sem atraso para o segurado empregado 
doméstico, contribuinte individual e facultativo. 
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Exige-se carência de:
• 12 contribuições mensais para auxílio doença e aposentadoria por invalidez
• 180 contribuições mensais para aposentadoria por idade, tempo de 
contribuição e especial
• 10 contribuições mensais para salário-maternidade da segurada contribuinte 
individual e facultativa
A carência do segurado especial é sempre contada em meses de atividade rural 
anteriores ao