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Apostila FDDJ - DS9 - 1 semestre 2013

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requerimento do benefício, ainda que de forma descontínua, igual ao 
número de meses correspondente à carência do benefício requerido.
Não se exige carência:
• pensão por morte e auxílio reclusão, por se tratar de benefícios de 
dependentes;
• salário família;
• salário maternidade, para as seguradas empregada, empregada doméstica e 
trabalhadora avulsa;
• auxílio acidente de qualquer natureza ou causa, entendendo-se como tal 
aquele de origem traumática e por exposição a agentes exógenos (físicos, 
químicos e biológicos), que acarrete lesão corporal ou perturbação funcional 
que cause a morte, a perda, ou a redução permanente ou temporária da 
capacidade laborativa;
• auxílio doença e aposentadoria por invalidez nos casos de acidente de 
qualquer natureza ou causa, bem como nos casos de segurado que, após filiar-
se ao Regime Geral de Previdência Social, for acometido de alguma das 
doenças ou afecções especificadas em lista elaborada pelos Ministérios da 
Saúde e da Previdência e Assistência Social a cada três anos, de acordo com 
os critérios de estigma, deformação, mutilação, deficiência ou outro fator que 
lhe confira especificidade e gravidade que mereçam tratamento particularizado;
• reabilitação profissional.
A carência não se confunde com o tempo de contribuição. Se o segurado obrigatório 
exerce atividade há três anos sem nunca ter recolhido contribuição social, deverá 
efetuar os recolhimentos em atraso porque é devedor, mas essas contribuições serão 
computadas apenas como tempo de contribuição, uma vez que a carência é contada a 
partir do primeiro recolhimento sem atraso.
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No caso de auxílio doença, de aposentadoria por invalidez e salário maternidade, 
havendo perda da qualidade de segurado, as contribuições anteriores a esta perda 
somente contarão para efeito de carência, depois de o segurado contar, a partir da 
nova filiação, com quatro contribuições mensais (um terço da carência exigida). Essa 
exigência não se aplica aos benefícios de aposentadoria por idade, por tempo de 
contribuição e especial. 
Para efeito de carência, considera-se presumido o recolhimento das contribuições do 
segurado empregado, do trabalhador avulso e as descontadas do contribuinte 
individual que presta serviço a empresa.
As contribuições vertidas para regime próprio de previdência social serão 
consideradas para todos os efeitos, inclusive para os de carência, para os segurados 
que se desvinculem deste regime, filiando-se ao RGPS.
A carência das aposentadorias por idade, tempo de contribuição e especial para os 
segurados inscritos na previdência social urbana até 24 de julho de 1991, bem como 
para os trabalhadores e empregadores rurais amparados pela previdência social rural, 
obedecerá à tabela do artigo 142 da Lei 8.213/91 e artigo 182 do Decreto 3.048/99, 
levando-se em conta o ano em que o segurado implementou todas as condições 
necessárias à obtenção do benefício. No ano de 2009 são exigidas 168 contribuições. 
Salário de benefício - é o valor básico utilizado para cálculo da renda mensal dos 
benefícios de prestação continuada, inclusive os regidos por normas especiais, exceto 
o salário família, a pensão por morte, o salário-maternidade e o auxílio reclusão. Vale 
dizer, o salário de benefício é a base de cálculo das aposentadorias, do auxílio doença 
e do auxílio acidente. A partir desta base é que será calculado o efetivo valor da renda 
mensal do beneficio previdenciário, por meio de aplicação de percentuais, a depender 
do benefício.
Até a aprovação da Lei 9.876/99, o valor do benefício era baseado nos últimos 36 
salários de contribuição do segurado. Essa forma de cálculo colocava em risco a 
continuidade do sistema de proteção social em razão da falta de razoabilidade 
financeira, uma vez que os segurados costumavam aumentar as suas contribuições 
nesse período para alcançar benefícios elevados.
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A partir da Lei 9.876/99, o salário de benefício consiste na média aritmética simples 
dos maiores salários de contribuição correspondentes a oitenta por cento de todo o 
período contributivo.
Todos os salários de contribuição utilizados no cálculo do salário de benefício serão 
corrigidos, mês a mês, de acordo com a variação integral do INPC, referente ao 
período decorrido a partir da primeira competência do salário de contribuição que 
compõe o período básico de cálculo até o mês anterior ao do início do benefício, de 
modo a preservar o seu valor real.
Em se tratando de aposentadoria por tempo de contribuição e aposentadoria por 
idade, o salário de benefício consiste na média aritmética simples dos maiores salários 
de contribuição correspondentes a oitenta por cento de todo o período contributivo, 
multiplicada pelo fator previdenciário.
O fator previdenciário será calculado considerando-se a idade, a expectativa de 
sobrevida e o tempo de contribuição do segurado ao se aposentar. A idade e o tempo 
de contribuição encontram-se no numerador da fórmula de cálculo do salário de 
benefício, ou seja, quanto maiores a idade e o tempo de contribuição, maior será o 
salário de benefício, elevando o valor do benefício. Em contrapartida, a expectativa de 
sobrevida, baseada em tabela do IBGE, está no denominador da fórmula, logo, quanto 
maior a expectativa de sobrevida, menor será o benefício. 
Fica garantido ao segurado com direito à aposentadoria por idade a opção pela não 
aplicação do fator previdenciário, devendo o INSS, quando da concessão do benefício, 
proceder ao cálculo da renda mensal inicial com e sem o fator previdenciário.
Para o segurado filiado à previdência social até 28 de novembro de 1999, inclusive o 
oriundo de regime próprio de previdência social, que vier a cumprir as condições 
exigidas para a concessão dos benefícios do Regime Geral de Previdência Social, no 
cálculo do salário de benefício será considerada a média aritmética simples dos 
maiores salários de contribuição, correspondentes a, no mínimo, oitenta por cento de 
todo o período contributivo decorrido desde a competência julho de 1994.
O salário de benefício do segurado que contribui em razão de atividades 
concomitantes será calculado com base na soma dos salários de contribuição das 
atividades exercidas até a data do requerimento ou do óbito ou no período básico de 
cálculo. Se o segurado satisfizer, em relação a cada atividade, as condições para 
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obtenção do benefício requerido, o salário de benefício será calculado com base na 
soma dos respectivos salários de contribuição. Não se verificando essa hipótese, o 
salário de benefício corresponderá à soma das seguintes parcelas: 1. o salário de 
benefício calculado com base nos salários de contribuição das atividades em relação 
às quais são atendidas as condições do benefício requerido; e 2. um percentual da 
média do salário de contribuição de cada uma das demais atividades, equivalente à 
relação entre o número de meses completos de contribuição e os do período da 
carência do benefício requerido. Quando se tratar de benefício por tempo de 
contribuição, o percentual de que trata o item 2 será o resultante da relação entre os 
anos completos de atividade e o número de anos de contribuição considerado para a 
concessão do benefício.
O valor do salário de benefício não será inferior ao de um salário mínimo, nem 
superior ao limite máximo do salário de contribuição na data de início do benefício.
Renda Mensal do Benefício – é calculada aplicando-se um percentual ao salário de 
benefício. Assim: