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Apostila FDDJ - DS9 - 1 semestre 2013

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e artigo 104 do Decreto 3.048/99 - É 
benefício de natureza indenizatória, concedido ao segurado empregado, trabalhador 
avulso e especial quando, após a consolidação das lesões decorrentes de acidente de 
qualquer natureza, resultar seqüela definitiva que implique redução da capacidade 
para o trabalho que habitualmente exercia ou impossibilidade de desempenho da 
atividade que exercia a época do acidente, porém permita o desempenho de outra, 
nos casos indicados pela perícia médica do INSS.
Será devido a contar do dia seguinte ao da cessação do auxílio doença até a véspera 
de início de qualquer aposentadoria ou até a data do óbito do segurado.
O recebimento de salário ou concessão de outro benefício não prejudicará a 
continuidade do recebimento do auxílio acidente. Entretanto, é vedada a sua 
acumulação com qualquer aposentadoria, com outro auxílio-acidente e com auxílio 
doença em razão da mesma causa.
Não cabe a concessão de auxílio acidente quando o segurado estiver desempregado, 
podendo ser concedido o auxílio doença previdenciário, desde que atendidas as 
condições inerentes à espécie.
4. Aposentadoria por Idade – artigos 48 ao 51 da Lei 8.213/91 e artigos 51 a 55 do 
Decreto 3.048/99 - A perda da qualidade de segurado não será considerada para a 
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concessão da aposentadoria por idade, desde que o segurado conte com, no mínimo, 
o número de contribuições mensais exigido para efeito de carência na data do 
requerimento do benefício.
Será devida ao segurado que completar sessenta e cinco anos de idade, se homem, 
ou sessenta, se mulher, reduzidos esses limites para sessenta e cinqüenta e cinco 
anos de idade para os trabalhadores rurais, bem como para os segurados garimpeiros 
que trabalhem, comprovadamente, em regime de economia familiar.
A carência para os segurados filiados após 24.07.91 é de 180 contribuições mensais e 
para os filiados anteriormente a essa data, aplica-se a tabela do artigo 182 do RPS.
A data do início do benefício será:
- para segurado empregado e empregado doméstico: a contar da data do 
desligamento do emprego, se requerida em 90 dias; a contar da data de entrada do 
requerimento, se requerido após 90 dias do desligamento ou quando não houver 
desligamento;
- para os demais segurados: a contar da data de entrada do requerimento.
A aposentadoria por idade pode ser requerida pela empresa, desde que o segurado 
tenha cumprido a carência, quando este completar setenta anos de idade, se do sexo 
masculino, ou sessenta e cinco, se do sexo feminino, sendo compulsória, caso em que 
será garantida ao empregado a indenização prevista na legislação trabalhista, 
considerada como data da rescisão do contrato de trabalho a imediatamente anterior à 
do início da aposentadoria.
A aposentadoria por idade poderá ser decorrente da transformação de aposentadoria 
por invalidez ou auxílio doença, desde que requerida pelo segurado, observado o 
cumprimento da carência exigida na data de início do benefício a ser transformado.
5. Aposentadoria por Tempo de Contribuição - artigos 52 ao 56 da Lei 8.213/91 e 
artigos 51 a 55 do Decreto 3.048/99 - A perda da qualidade de segurado não será 
considerada para a concessão do benefício. Será devida ao segurado após trinta e 
cinco anos de contribuição, se homem, ou trinta anos. No caso do professor que comprove, 
exclusivamente, tempo de efetivo exercício em função de magistério na educação 
infantil, no ensino fundamental ou no ensino médio, será devida nos termos do § 8º do 
art. 201 da Constituição. Considera-se função de magistério a atividade docente do 
professor exercida exclusivamente em sala de aula.
A data do início do benefício será:
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- para segurado empregado e empregado doméstico: a contar da data do 
desligamento do emprego, se requerida em 90 dias; a contar da data de entrada do 
requerimento, se requerido após 90 dias do desligamento ou quando não houver 
desligamento;
- para os demais segurados: a contar da data de entrada do requerimento.
Considera-se tempo de contribuição o tempo, contado de data a data, desde o início 
até a data do requerimento ou do desligamento de atividade abrangida pela 
previdência social, descontados os períodos legalmente estabelecidos como de 
suspensão de contrato de trabalho, de interrupção de exercício e de desligamento da 
atividade. Cabe ao contribuinte individual comprovar a interrupção ou o encerramento 
da atividade pela qual vinha contribuindo, sob pena de ser considerado em débito no 
período sem contribuição.
A prova de tempo de serviço, considerado tempo de contribuição é feita mediante 
documentos que comprovem o exercício de atividade nos períodos a ser contados, 
devendo esses documentos ser contemporâneos dos fatos a comprovar e mencionar 
as datas de início e término e, quando se tratar de trabalhador avulso, a duração do 
trabalho e a condição em que foi prestado.
Não será admitida prova exclusivamente testemunhal para efeito de comprovação de 
tempo de serviço ou de contribuição, salvo na ocorrência de motivo de força maior ou 
caso fortuito. Se o documento apresentado pelo segurado não atender ao estabelecido 
neste artigo, a prova exigida pode ser complementada por outros documentos que 
levem à convicção do fato a comprovar, inclusive mediante justificação administrativa.
O segurado filiado ao Regime Geral de Previdência Social até 16 de dezembro de 
1998, cumprida a carência exigida, terá direito a aposentadoria, com valores 
proporcionais ao tempo de contribuição, quando, cumulativamente: 
I - contar cinqüenta e três anos ou mais de idade, se homem, e quarenta e oito anos 
ou mais de idade, se mulher; e
II - contar tempo de contribuição igual, no mínimo, à soma de:
a) trinta anos, se homem, e vinte e cinco anos, se mulher; e 
b) um período adicional de contribuição equivalente a, no mínimo, quarenta por cento 
do tempo que, em 16 de dezembro de 1998, faltava para atingir o limite de tempo 
mínimo.
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6. Aposentadoria Especial - artigos 57 ao 58 da Lei 8.213/91 e artigos 51 a 55 do 
Decreto 3.048/99 - A perda da qualidade de segurado não será considerada para a 
concessão do benefício. Será devida ao segurado empregado, trabalhador avulso e 
contribuinte individual, este somente quando cooperado filiado a cooperativa de 
trabalho ou de produção, que tenha trabalhado durante quinze, vinte ou vinte e cinco 
anos, conforme o caso, sujeito a condições especiais que prejudiquem a saúde ou a 
integridade física.
A concessão da aposentadoria especial dependerá de comprovação pelo segurado do 
tempo de trabalho permanente, não ocasional nem intermitente, exercido em 
condições especiais que prejudiquem a saúde ou a integridade física, durante o 
período mínimo exigido.
É possível a conversão de tempo de atividade sob condições especiais em tempo de 
atividade comum, mas ao contrário não é permitido. Para o segurado que houver 
exercido sucessivamente duas ou mais atividades sujeitas a condições especiais 
prejudiciais à saúde ou à integridade física, sem completar em qualquer delas o prazo 
mínimo exigido para a aposentadoria especial, os respectivos períodos serão somados 
após conversão.
A comprovação da efetiva exposição do segurado aos agentes nocivos será feita 
mediante formulário denominado perfil profissiográfico previdenciário emitido pela 
empresa ou seu preposto, com base em laudo técnico de condições ambientais do 
trabalho expedido por médico do trabalho ou engenheiro de segurança do trabalho. A 
empresa que não mantiver laudo técnico