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9.1 Início de uma nova Época
 Em 1840, Surgem condições favoráveis para que D. Pedro II viesse a assumir o trono brasileiro, porém os sete primeiros anos do Segundo Império foram conturbados por insurreições regionais, a exportação do café crescia, o que aumentava as receitas, mas ainda persistiam crises financeiras que eram provocadas pelo desiquilíbrio orçamentário, o que levou o país a fazer seu terceiro empréstimo, da Inglaterra, para cobrir os déficits do tesouro imperial, causados principalmente por gastos com rebeliões e compromissos externos.
 Passados dez anos, o Brasil obteve um novo empréstimo para resgatar o remanescente português de 1823, porém o país não podia gerar rendas adicionais que pudessem pagar a dívida externa, e começa a pagar através de novos empréstimos, aumentando sua dívida.
 As Economias tradicionais (açúcar e algodão), mantiveram-se estagnadas, porém em contrapartida o café aumentava sua participação no mercado mundial. Os Estados Unidos representavam 28% das nossas exportações, o que tornava o Brasil menos dependente da Inglaterra, o que dava poder ao país de resistir ao tratado de 1827, até que finalmente em 1844, a câmara brasileira considerou definitivamente expirado o tratado de 1827 e aprovou a tarifa Alves Branco, que elevava os direitos alfandegários sobre artigos estrangeiros com taxas entre 30 e 60%.
 Embora a ideia inicial desta tarifa fosse aumentar a arrecadação fiscal, acabou por constituir a primeira medida protecionista ao produto nacional.
 Mesmo após este período, a expansão do país era dificultada pelo baixo padrão de vida da população e pela falta de transportes. Apenas o Rio de Janeiro se destacava pelo seu porto, que era o principal exportador de produtos agrícolas e importador de manufaturados, mesmo assim, possuía dificuldades de saneamento e sofria com diversas epidemias.
 A agricultura concentrava grande parte do capital e o lucro do café era reinvestido em novas plantações e em mão-de-obra disponível, que era absorvida pela economia cafeeira.
 O agriculturalismo era uma ideologia predominante na época, porém surgiram condições para que houvessem investimentos em atividades industriais, tais como:
 – a lei Euzébio de Queirós (1850), proibia o tráfico de escravos, fazendo que o capital se deslocasse para outras atividades e ao onerar produtos importados elevou a competitividade dos nacionais.
 – o aumento das exportações, que permitiram maior acumulo de capital.
 – a introdução do sistema ferroviário, a partir dos anos cinquenta.
 – a maior presença de imigrantes na população ativa.
 Por sequência em 1850 já havia 72 manufaturas, que se concentravam no Rio de Janeiro.
 O aumento da produção de café a partir dos anos 60 elevou o saldo da balança comercial, tirando o país da estagnação. Houve uma valorização na moeda, aumentaram investimentos em setores secundários e terciários da economia, impulsionando a economia, a fim de superar o retardo latifundiário e monocultor.
9.2 A Época de Mauá
 Por volta de 1845 surge o empresário Irineu Evangelista de Souza, mais conhecido como Barão de Mauá.
 Seu primeiro investimento foi a aquisição da Companhia Ponta da Areia, em Niterói (RJ), que se transformou em um grande estaleiro e na maior metalúrgica da época.
 Mauá Fundou o Banco do Comércio e da Indústria do Brasil (1851), que passou a se chamar Banco do Brasil, este detinha a maior sociedade por ações da América do Sul, anos mais tarde fundiu-se com o banco Comercial do Rio de Janeiro, dando origem ao novo Banco do Brasil, Organizou a casa Bancária Mauá, McGregor e Cia, mais conhecida como Casa Mauá, o qual supria capital a industrias no médio e longo prazo.
 
Investimentos de Mauá
 Seus investimentos se estenderam por quase todo o Brasil e também possuía agências no exterior, organizou diversas sociedades por ações, com participação de capital inglês, os quais desenvolveram atividades pioneiras como no setor de transportes, comunicação e infraestrutura urbana. Construiu a primeira estrada de ferro, que ligava Porto Mauá (RJ) à Raiz da Serra, outro empreendimento foi a São Paulo Railway Company (SPR) – mais tarde, Estrada de Santos – Jundiaí – da qual por problemas financeiros e técnicos, levou Mauá a ceder a concessão a empresas Inglesas. No Norte Mauá construiu a estrada de ferro Grão-Pará. Participou, também, de outras estradas de ferro. Iniciou o transporte fluvial a vapor no Amazonas, deu início a ligação do cabo submarino entre Brasil e Portugal, implantou na cidade do Rio de Janeiro a iluminação a gás (1851), o abastecimento de água e saneou o Canal do Mangue.
 Mauá tentou desenvolver a mente empreendedora no país, no entanto, a escassez de capital, tecnologia e a mentalidade da época (agrária e escravista) desfavoreceram os ideais de Mauá.
 Com a crise de 1875, Mauá, já com o título de Visconde, foi obrigado a pedir moratória, do qual puderam ser avaliados seus empreendimentos, honrando todas as suas dívidas em 1882, sete anos antes de sua morte.