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Macroeconomia I - Tópico 02

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Também é considerado como capital o Capital Humano. 
O capital humano é constituído tanto pela capacitação adquirida na escola como em treinamentos dentro das 
empresas. Quanto maior a quantidade de capital humano, maior será o PIB potencial. 
3. Avanços Tecnológicos: A mudança tecnológica permite que empresas produzam mais a partir 
de qualquer quantidade de insumos. Assim, com capital e mão-de-obra constantes, melhoramentos tecnoló-
gicos aumentam o PIB potencial. Os avanços tecnológicos são, de longe, a mais importante fonte de aumento 
de produção nos últimos duzentos anos. 
MUDANÇAS NA OALP
Mudança na Remuneração Monetária dos Salários e Outros Recursos
Quando ocorre alteração do salário nominal ou nos preços monetários de outros recursos, a 
OACP muda, porém a OALP permanece inalterada. Um aumento das remunerações monetárias afetam 
a OACP porque aumentam os custos das empresas, diminuindo a disposição de suprir qualquer quantidade 
para cada nível de preço. Assim, aumentos de salários nominais reduzem a OACP. 
Análise Macroeconômica I Tópico 2
Mudanças nos preços nominais dos recursos não afetam a OALP porque esses aumentos estarão 
acompanhados por uma mudança em igual porcentagem no nível de preços. Como não existe variação nos 
preços relativos, as empresas não tem incentivo para aumentar a produção e o PIB real permanece constante 
em relação ao PIB potencial.
0
90
100
110
120
1,7 1,8 1,9 2,0 2,1
OALP0
Pib Real (trilhões de Reais 2000)
N
ív
el
 d
e 
P
re
ço
s 
–
D
ef
la
to
r 
d
o
 P
IB
 –
2
0
0
0
 =
 1
0
0 OACP0
130
OALP1
OACP1
Um aumento no PIB potencial aumenta tanto a OALP
quanto a OACP, deslocando ambas as curvas de oferta 
agregada para a direita, da OALP0 para a OALP1 e 
de OACP0 para a OACP1 .
MUDANÇA NO PIB POTENCIAL
0
90
100
110
120
1,7 1,8 1,9 2,0 2,1
OALP
Pib Real (trilhões de Reais 2000)
N
ív
el
 d
e 
P
re
ço
s 
–
D
ef
la
to
r 
d
o
 P
IB
 –
2
0
0
0
 =
 1
0
0
OACP0
130
OACP1
Uma elevação do salário nominal diminui a OACP e des-
loca sua curva para esquerda, de OACP0 para a OACP1. 
A mudança no salário nominal não altera o PIB potencial, 
portanto a OALP não se desloca 
MUDANÇA NOS SALÁRIOS NOMINAIS
Análise Macroeconômica I Tópico 2
A quantidade do PIB Real Demandada é a soma do gasto real em consumo ( C ), do investimento 
( I ), das compras do governo ( G ), e das exportações ( X ) menos as importações ( M ). Isto é:
Y = C + I + G + X – M 
DEMANDA AGREGADA
O Comportamento das Variáveis
Função Consumo
O consumo é uma função crescente (e linear) do nível de renda nacional. A função consumo é 
definida por: C = a + by, onde a é o consumo autônomo e b é a propensão marginal a consumir. 
Propensão marginal a consumir (PMgC) é o acréscimo do consumo dado um acréscimo na renda 
nacional, sendo que a 0 < PMgC < 1. 
y
C
PMgC
A PMgC é < 1 pois as pessoas reservam parte da elevação de sua renda para poupança. O 
consumo autônomo (a) é a parcela do consumo que não depende da renda, mas de outros fatores (riqueza, 
renda futura, etc...), ou seja, mesmo sem renda as pessoas continuam consumindo.
3.3.2 – Função Poupança
Poupança (S) é a parcela da renda não consumida, portanto S = y – C. Dado que C = a + b(y), 
temos S = y – (a + b(y)) ou S = y – a – b(y). Rearranjando os termos, teremos: S = – a + (1 – b)y , onde
(1 – b) é a propensão marginal a poupar, que é o acréscimo da poupança agregada dado um acréscimo na 
renda nacional.
y
S
bPMgS 1
Análise Macroeconômica I Tópico 2
Função Investimento
Investimento Agregado (I) talvez seja a mais importante das variáveis macroeconômicas, já que é 
o principal determinante do crescimento do produto e do emprego. Desempenha duplo papel, pois serve 
tanto como elemento da Demanda Agregada como da Oferta Agregada.
I = Io - dr, onde Io é o investimento autônomo, d é a medida da resposta do investimento 
à variações da taxa de juros e d > 0.
Função Gastos do Governo
É uma função autônoma da renda. Os gastos do governo dependem dos objetivos escolhidos pelas 
autoridades e não dependem de outras variáveis econômicas. 
Função Tributação (ou Impostos)
A tributação também possui uma parcela autônoma à renda e outra parcela que representa a 
participação do imposto no produto. Assim:
T = to + t1y, onde to é o tributo autônomo e t1 é a parcela de participação do tributo na renda.
Função Importação
A importação também possui parcela autônoma à renda, mas depende de outras duas variáveis: a 
renda interna e a taxa de câmbio. A importação apresenta uma relação positiva com a renda interna e uma 
relação negativa com a taxa de câmbio. Quando y aumenta, M aumenta. Porém quando a taxa de câmbio 
aumenta, as importações caem. Assim
,onde mo é a importação autônoma, m1 é a parcela da renda que é desti-
nada aos produtos importados, m2 é a sensibilidade (elasticidade) das importações à variações na taxa de 
câmbio e tx é a taxa de câmbio real. m1 é um número entre 0 e 1.
txmymmM 210
Análise Macroeconômica I Tópico 2
Função Exportação
As exportações, além da parcela autônoma, também dependem da taxa de câmbio real. À medida 
que a taxa de câmbio aumenta, o volume de exportações também aumenta (uma relação positiva, portanto). 
As exportações também dependem da renda externa, porém como é uma variável exógena ao modelo e que 
foge ao controle dos formuladores de política econômica, será deixada de fora da equação.
txxxX 10
, onde x0 é a exportação autônoma e x1 é a sensibilidade (elasticidade) das 
exportações à variações na taxa de câmbio real. x1 é um número entre 0 e 1. 
))()(())((
)(
21010010 txmymmtxxxGdrIyttybaY
MXGICY
C I G X M
EQUAÇÃO DA DEMANDA AGREGADA – COMPLETA
A quantidade do PIB Real demandada é a quantidade total de bens e serviços finais que as 
famílias, empresas, governo e estrangeiros pretendem adquirir. Esses planos de compra dependem de muitos 
fatores. Os principais fatores são: O nível de preços; As expectativas; Política Fiscal e Monetária; Economia 
Mundial. 
Primeiramente focalizaremos a relação entre a quantidade do PIB real demandada e nível de
preços. A equação acima ainda não expressa esta relação (entre demanda e preços) e só poderemos entendê-
la após o estudo do mercado monetário, quando mostrarmos o equilíbrio entre o lado real e monetário. Por 
enquanto veremos como a quantidade de PIB real demandada varia quando o nível de preços varia.
Análise Macroeconômica I Tópico 2
N
ív
el
 d
e 
P
re
ço
s 
–
D
ef
la
to
r 
d
o
 P
IB
 –
2
0
0
0
 =
 1
0
0
0
90
100
110
120
1,5 1,6 1,7 1,8 1,9
Pib Real (trilhões de Reais 2000)
DA
130
2,0 2,1
a
b
c
d
e
Nível de Preços PIB Real
Ponto (deflator de PIB) trilhões de reais 2000
a 130 1,54
b 120 1,67
c 110 1,80
d 100 1,93
e 90 2,06
A curva da DA mostra a relação entre a quantidade do PIB real demandada e o nível de preço. 
Esta curva apresenta este declive devido à dois efeitos: Efeito Riqueza e Efeito Substituição.
Redução da 
quantidade do PIB 
real demandado
Aumento da 
quantidade do PIB 
real demandado
Efeito Riqueza: Quando o nível de preços se eleva e outros fatores permanecem inalterados, a 
riqueza real diminui. A riqueza real é a quantidade de dinheiro no banco, ações, obrigações e outros ativos 
que as pessoas possuem, medidas não em dinheiro mas em bens e serviços que esse montante monetário 
pode comprar.
Efeito