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Macroeconomia I - Tópico 03

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instituições financeiras bancárias não possam emitir moeda,os depósitos à vista em seu poder caracteri-
zam-se pelo seu auto-poder de expansão, criando a denominada moeda escritural. 
Um depósito à vista representa um direito que o depositante possui sobre determinada quantia. 
Quando um banco recebe um depósito, ele promete pagar a quantia solicitada quando o depositante quiser. 
Normalmente, essa solicitação é feita por cheques e observa-se que a todo instante existem saques e depósi-
tos, de tal forma que somente uma pequena parcela do total dos depósitos são necessária para atender a 
necessidade de caixa dos bancos, ou seja, pagar os cheques que são descontados. Dessa forma, os bancos co-
merciais podem fazer uma “promessa de pagar” em um valor múltiplo do total de depósitos iniciais e usar os 
fundos obtidos para efetuar empréstimos.
iii) Controle de moeda e crédito: O BC afeta o sistema financeiro via regulamentação e controle 
do crédito por meio da política de juros, controle de prazos, regras para financiamentos aos consumidores.
Análise Macroeconômica I Tópico 3
Para explicar o processo de expansão da moeda, vamos imaginar um depósito inicial no Banco do 
Brasil. O BB reterá r% e emprestará 1 – r%. O público recebendo ( 1 – r ), guardará c% como moeda ma-
nual e depositará ( 1 – c )% de ( 1 – r ) no Banrisul. Este reterá r% de (1 – c) ( 1 – r). Ou seja, . 
O público reterá c% desse montante e depositará ( 1 – c )% de , ou seja, . O pro-
cesso continua até que a expansão monetária tenda a cessar na enésima etapa. Ao final, tem-se uma progres-
são geométrica de razão (1 – c) (1 – r). Chamando m de multiplicador monetária, chega-se à fórmula da PG:
22 )1()1( rc
)1()1( 2 cr
)1()1( 2 cr
)1)(1(1
1
rc
m
Observa-se que o multiplicador monetário varia inversamente em relação à taxa de reservas ou à 
taxa de retenção do público. Quanto mais os bancos forem obrigados a reter em caixa (maior r), menos eles 
poderão emprestar ao público e menor a expansão monetária. Da mesma forma, quanto maior a taxa de reten-
ção do público (maior c), menos será depositado nos bancos e assim eles contarão com menos depósitos para 
repassar a outros clientes. 
Para demonstrar o mecanismo de expansão da moeda escritural (oferta de moeda pelos banco co-
merciais), vamos supor que o público retenha uma parcela c% e depositem 1 – c% do total de seus ativos mo-
netários e os bancos retenham uma parcela r% como reservas e emprestem 1 – r% destes depósitos. r é cha-
mada de taxa de reservas ou encaixes bancários e c é a taxa de retenção do público. Estas taxas são obtidas 
em relação aos depósitos à vista.
Análise Macroeconômica I Tópico 3
DEMANDA POR MOEDA
A demanda por moeda é a relação entre a quantidade de moeda exigida e a taxa de juros, uma vez 
inalteradas todas as outras influências na quantidade de moeda que as pessoas desejam manter. Os agentes 
demandam moeda por três motivos básicos, quais sejam: motivo transação; motivo precaução e motivo 
especulação
A função demanda de moeda por motivo transação e precaução é: Lr+p = kPy, onde k é o percen-
tual da renda que as pessoas retém de moeda para transações, P é o índice de preços e y é o produto real.
A equação da demanda por moeda para especulação é Le = f (r), sendo que a relação entre Le e r 
é negativa. A demanda real de moeda pode ser descrita como:
grky
P
L
,onde g é a sensibilidade da demanda por moeda em relação à taxa de juros.
Assim a demanda real por moeda tem relação positiva com a renda e negativa com a taxa de 
juros.
P
L
P
M
EQUILÍBRIO MONETÁRIO ..:
O equilíbrio do mercado monetário é obtido igualando-se a oferta real de moeda à demanda 
real por moeda. Desse equilíbrio resulta a taxa de juros.
Análise Macroeconômica I Tópico 3
DETERMINAÇÃO DA TAXA DE JUROS
Taxa de juros é o preço do dinheiro no tempo e é determinado através das forças de oferta e de-
manda por moeda pelos agentes no mercado monetário. 
T
ax
a 
d
e 
Ju
ro
s 
(P
er
ce
n
tu
al
 a
o
 A
n
o
)
3
6
9
12
15
18
21
100 200 300 400 500 600 700 800
OM
DM
Moeda Real ( em milhões de Reais)
Oferta 
Excessiva de 
Moeda
Demanda 
Excessiva de 
Moeda
EQUILÍBRIO DO MERCADO DE MOEDA
O equilíbrio do mercado monetário ocorre quando a taxa de juros é 
ajustada para fazer a quantidade de moeda real demandada igual à 
quantidade de moeda real ofertada. No exemplo, 12% ao ano. A 
taxa superiores à essa, a quantidade de moeda real demandada é 
inferior à oferecida e as pessoas irão comprar títulos, reduzindo a 
demanda por moeda e também a taxa de juros. Quando a taxa de 
juros se encontra abaixo da taxa de equilíbrio, as pessoas venderão 
títulos, aumentando a demanda por moeda, fazendo a taxa de juros 
subir. 
TAXA REAL DE JUROS
Taxa real de juros é o retorno em termos de poder de compra de uma aplicação, ou seja, corres-
ponde à diferença entre a taxa nominal de juros e a variação no poder aquisitivo da moeda ao longo do pe-
ríodo, isto é, a taxa de inflação.Assim: onde r é a taxa de juros real; i é a taxa de juros 
nominal e π é a taxa de inflação.
1
1
1 i
r
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TEORIA CLÁSSICA (Teoria Quantitativa da Moeda)
A equação quantitativa da moeda fornece uma relação entre quantidade de moeda e o 
valor das transações realizadas e liquidadas em moeda, de acordo com a seguinte expressão:
MV = PY, onde:
M é a quantidade de moeda; V é a velocidade-renda da moeda; P é o nível geral de 
preços e Y é o produto real. Rearranjando a equação, temos:
Y
VP
M 1
kY
P
M
,fazendo temos
k
V
1
onde k é uma constante que reflete o inverso da velocidade renda da moeda, e chamada de coefi-
ciente marshalliano ou coeficiente de Cambridge. Ele pode ser interpretado como a retenção média de 
moeda pelas pessoas em relação à renda nacional
Por exemplo, em dezembro de 2000 o PIB brasileiro foi de R$ 1.050.750 milhões e os meios 
de pagamento R$ 90.605 milhões. Assim:
V = R$ 1.050.750/ R$ 90.605 = 11,59, ou seja, a moeda “girou” 11,59 vezes criando 
renda durante 2000. Assim 
k = 1 / 11,59 = 0,0863
A N E X O S