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PROVA DOCUMENTAL

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PROVA DOCUMENTAL
A importância da prova é extrema, seja no processo civil ou no processo penal, visto que as provas são instrumentos necessários para provar a verdade dos fatos em que se funda a ação ou a defesa, é isso que o artigo 332 do CPC nos mostra. O ônus da prova é do autor, estando previsto no artigo 333,CPC, porque cabe a ele provar a verdade dos fatos alegados na petição inicial, excluindo a necessidade de provas nas hipóteses do artigo 334, CPC, que são: I- quando os fatos forem notórios; II- Quando afirmados por uma parte e confessados pela parte contrária; III- admitidos, no processo, como incontroversos; IV- em cujo favor milita presunção legal de existência ou de veracidade. Vale ressaltar também que existe a possibilidade da inversão do ônus da prova em situações expressamente prevista na lei.
As espécies de prova previstas no CPC, são as seguintes: a) prova documental, que assunto do referido trabalho; b) exibição de documento ou coisa; c) prova testemunhal; d) depoimento pessoal; e) confissão; f) inspeção judicial; e g) prova pericial. Existem também outros meios de prova admitidos, desde que sejam moralmente legítimos e lícitos e não existe hierarquia entre as espécies.
Agora então, se especifica somente sobre uma espécie de prova: a documental. Quando se fala em prova documental presumimos logo que é sempre um documento escrito, mas desde logo é bom dizer que fitas cassetes e vídeo, por exemplo, são provas documentais, porém não no sentido estrito, ou seja, não escrito. É claro que às vezes a própria lei requer que uma determinada ação seja provada por documento escrito, propriamente dito, é o caso da ação monitória, portanto a prova documental consiste no registro material (não necessariamente escrito) da ocorrência de um fato.
Como já foi dito anteriormente, em algumas situações a lei dá mais valor a prova documental porque em alguns casos a prova dos fatos somente se dá com a apresentação de prova documental. Por exemplo: um contrato de compra e venda que pode ser feito verbalmente, ou escrito, qual ficará mais fácil comprovar em uma possível demanda judicial?é claro que é o documento escrito, em seu sentido estrito.
CLASSIFICAÇÃO: DOCUMENTOS PÚBLICOS E PARTICULARES
Avançando para a classificação dos documentos, eles podem ser públicos ou particulares. O documento público possui presunção legal de autenticidade entre as partes e perante terceiros, pois sobre ele recai fé pública conferida aos órgãos estatais, assim disciplina o artigo 364, CPC: "Documento público faz prova não só da sua formação, mas também dos fatos que o escrivão, o tabelião, ou o funcionário declarar que ocorreram em sua presença". A força que o documento público possui é relativa, porque ao analisarmos, quando um tabelião afirma, em documento público que as partes e as testemunhas compareceram na sua presença e celebraram a compra e venda de um bem imóvel, a afirmação é sobre o comparecimento e não as características do contrato. 
Os documentos particulares são feitos e assinados por particulares,  ou somente assinado, por quem esteja na disposição ou administração livre de seus bens e subscrito por duas testemunhas, sem qualquer intervenção de oficial público. Hoje em dia a maioria é feita pelas partes, por causa da economia, eliminando as despesas com o possível documento publico. O art. 368, CPC diz: As declarações constantes do documento particular, escrito e assinado, ou somente assinado, presumem-se verdadeiras em relação ao signatário. Parágrafo único. Quando, todavia, contiver declaração e ciência, relativa a determinado fato declarado, competindo ao interessado em sua veracidade o ônus de provar o fato. Por exemplo: uma pessoa que presencia a ocorrência de um acidente, declarando esse fato em escrito particular, afirmando a culpa de um dos condutores, dizendo que teria avançado o sinal vermelho e com excesso de velocidade no momento do acidente. Nesse caso o documento que foi o declarante o seu autor, mas não prova a veracidade das declarações. Quando o documento público for feito por oficial incompetente ou com preterição de forma, tem a mesma força do particular, art. 367, CPC, estendendo-se também com a cópia do documento público que não tenha sido autenticada por agente público, 365, II,CPC. Os documentos podem ser originais ou cópias. 
DOCUMENTO INDISPENSÁVEL E DOCUMENTO PROBATÓRIO
Documento indispensável é aquele que serve de base para o pedido, enquanto o documento probatório é o que serve como prova do fato litigioso, corroborando com o indispensável.
 
DA PRODUÇÃO DE PROVA DOCUMENTAL
O momento da produção da prova documental divide-se em dois momentos: o da proposição e o da admissão. No procedimento ordinário, o documento (probatório ou indispensável) é um meio de prova significativo, apresentado na fase postulatória do processo, para o autor na petição inicial e réu na defesa; já no procedimento sumário, os documentos devem ser juntados pelo autor na petição inicial e pelo réu em audiência. A juntada de documentos não se pode revelar como elemento surpresa, quando for possível a juntada de novos documentos abrirá um prazo para que a parte contrária se manifeste sobre eles, respeitando assim o contraditório, a ampla defesa e da audiência bilateral, podendo ser nula a sentença, a menos se o magistrado não use o documento juntado na formação de seu conhecimento.
DA ARGUIÇÃO DA FALSIDADE
As partes podem a qualquer tempo levantar o questionamento da autenticidade de documentos, devendo ser requerida na contestação ou em 10 dias da intimação da sua juntada nos termos do art. 390, CPC, "o incidente de falsidade tem lugar em qualquer tempo e grau de jurisdição, incumbindo à parte, contra quem foi produzido o documento, suscitá-lo na contestação ou no prazo de 10 (dez) dias, contados da intimação da sua juntada aos autos".
A arguição da falsidade tem como objetivo não aceitar um documento marcado pelo vício da falsidade, principalmente na sua espécie documental, porém existem limites a aceitação quando a falsidade for ideológica. Na falsidade documental há a aumento da estrutura física do documento, por exemplo: diminuindo palavras ou aumentando, modificando o documento já existente. O entendimento majoritário é no sentido de apontar como cabível o recurso de agravo, quando o incidente é apresentado nos próprios autos da ação principal, e o de apelação, quando o incidente se processa em autos apartados.