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RESUMO DA RESPOSTA IMUNE_20140407135643

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Referências: ABBAS, A.K., LICHTMAN, A.H., PILLAI, S. Imunologia Celular e Molecular. 6ª ed. Elsevier, Rio de Janeiro, 2008. DELVES, P.J., MARTIN, 
S.J., BURTON, D.R., ROITT, I.M. Roitt: Fundamentos de Imunologia. 12ª ed. Guanabara Koogan, Rio de Janeiro, 2013. 
 
UM BREVE RESUMO DA RESPOSTA IMUNE 
Autor: Matos, M.B.P 
O sistema imune é de suma importância para o nosso organismo. É dele a responsabilidade de eliminar os 
microrganismos e até mesmo prevenir sua entrada no hospedeiro. O sistema imune é formado por moléculas e células 
que respondem coletivamente à presença de substâncias estranhas e, assim, realizam a resposta imune. Apesar de sua 
complexidade, a função do sistema imune pode ser dividida em duas ações fundamentais, o reconhecimento dos 
invasores sejam eles microrganismos ou substâncias e a eliminação destes invasores por meio da ação conjunta e 
simultânea de células de defesa. Desse modo é possível perceber que os componentes do sistema imunológico atuam 
em conjunto para eliminar os invasores tais como toxinas e microrganismos, chamados a partir de agora de antígenos. 
Para que os componentes do sistema imune assim atuem é necessário que exista uma intensa comunicação entre eles, o 
que de fato acontece. As células da imunidade se comunicam por meio de moléculas chamadas citocinas, e assim 
conseguem trabalhar em conjunto para eliminar os antígenos que penetram no organismo hospedeiro. 
Podemos diferenciar dois tipos básicos de imunidade, a imunidade inata e a imunidade adquirida. Ambas são 
muito importantes na defesa do organismo, porém, cada uma contribui de forma diferente para cumprir este papel. A 
imunidade inata é um sistema de defesa cuja função é tentar eliminar os antígenos assim que eles entram no organismo, 
mas também realiza a importante função de avisar as células da imunidade adquirida sobre a presença desses invasores. 
Apesar de ser um sistema eficiente, o sistema inato é relativamente inespecífico e suas respostas não são reforçadas por 
exposições subsequentes pelos os invasores. Por outro lado, a imunidade adquirida pode ser considerada um esquadrão 
de elite altamente especializado na produção de uma defesa adaptada para cada tipo de invasor. 
A imunidade inata é a primeira linha de defesa do organismo. Seus componentes já se encontram presentes 
antes da entrada dos antígenos e estão programados para responderem rapidamente à presença dos mesmos, antes da 
resposta imune adquirida. Muitos componentes da imunidade inata como, por exemplo, as barreiras epiteliais, ficam em 
funcionamento o tempo todo, mesmo na ausência de infecções ou invasores. Outros componentes, como as células 
fagocíticas, ficam inativos, porém são capazes de responder de modo muito rápido e eficiente à entrada de um invasor. 
Os componentes da imunidade inata incluem as barreiras epiteliais, neutrófilos, monócitos e macrófagos, células 
dendríticas, células natural killer e as proteínas do sistema complemento. As barreiras epiteliais têm a função básica de 
evitar a entrada dos antígenos. Neutrófilos, monócitos e macrófagos são importantes células fagocíticas cuja função 
principal é identificar, ingerir e destruir microrganismos. Mais à frente veremos que os macrófagos também 
desempenham um importante papel nas respostas imunes adquiridas. As células dendríticas são encontradas nos tecidos 
linfoides, no epitélio mucoso, no parênquima dos órgãos e, além de realizar a fagocitose dos antígenos, as células 
dendríticas também são extremamente importantes no desenvolvimento das respostas adquiridas, pois são elas que 
fazem a conexão entre a imunidade inata e a adquirida. As células natural killer (NK) reconhecem células do próprio 
organismo que estejam infectadas ou estressadas e promovem a destruição destas células alteradas, além de secretarem 
citocinas inflamatórias. Por fim, o sistema do complemento compreende varias proteínas plasmáticas que são ativadas 
pelos antígenos e promovem a destruição dos microrganismos e estimulam a inflamação. 
A partir das informações acima, é possível observar que a imunidade inata tem importantes funções na defesa, 
como por exemplo, impedir a entrada dos antígenos, controlar ou até mesmo eliminar a infecção após a entrada do 
invasor. Porém, uma outra função extremamente importante da imunidade inata é a estimulação da imunidade adquirida, 
e vai ainda mais além: ela é capaz não apenas de estimular, mas também influenciar e direcionar a resposta adquirida a 
fim de fazer com que sejam organizadas respostas específicas direcionadas para diferentes tipos de antígenos, 
aumentando a eficiência da resposta imune adquirida. 
A imunidade adquirida, também chamada de adaptativa é caracterizada por uma grande especificidade e pela 
capacidade de responder melhor a cada contato com o mesmo antígeno, propriedade esta chamada de memória 
imunológica. As principais características das respostas imunes adaptativas são a especificidade, memória, expansão 
clonal, especialização, contração e homeostasia e tolerância a antígenos próprios. As principais células do sistema imune 
adaptativo são os linfócitos e as células apresentadoras de antígeno. 
Os linfócitos são células com características únicas que as diferenciam de todas as outras células: elas possuem 
especificidade e memória. A especificidade de refere à capacidade que os linfócitos possuem de reconhecer e distinguir de 
modo altamente específico os microrganismos. A memória, já vista anteriormente, reflete a capacidade de responderem 
melhor a cada contato com o mesmo antígeno. 
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Referências: ABBAS, A.K., LICHTMAN, A.H., PILLAI, S. Imunologia Celular e Molecular. 6ª ed. Elsevier, Rio de Janeiro, 2008. DELVES, P.J., MARTIN, 
S.J., BURTON, D.R., ROITT, I.M. Roitt: Fundamentos de Imunologia. 12ª ed. Guanabara Koogan, Rio de Janeiro, 2013. 
 
Existem duas classes de linfócitos: B e T. Ambos são produzidos na medula óssea, sendo que o linfócito B 
também sofre maturação na medula óssea, enquanto que o linfócito T passa por este processo de maturação no timo, por 
isso, medula óssea e timo são considerados órgãos linfoides primários, pois são locais de produção e maturação 
linfocitária. Após maduros, os linfócitos migram para os órgãos linfoides secundários, por exemplo, baço e linfonodos a 
fim de serem armazenados. 
A resposta imune adquirida possui dois componentes, a imunidade celular (RIC) e a imunidade humoral (RIH). A 
RIC, função dos linfócitos T, é o mecanismo de defesa contra microrganismos intracelulares e células tumorais, já a RIH 
depende da ativação dos linfócitos B e é responsável pela eliminação de microrganismos extracelulares e toxinas 
microbianas. 
Assim, apesar de morfologicamente indistinguíveis, os linfócitos B e T desempenham papéis diferentes na 
imunidade. Os linfócitos B são células produtoras de anticorpos, já os linfócitos T participam das respostas imunes 
celulares por meio da produção de citocinas ou da destruição de células infectadas. Dentro dos linfócitos T encontramos 
subpopulações linfocitárias que se distinguem pelos marcadores de superfície e também pelas funções que 
desempenham. Os linfócitos T auxiliares, ou helper, possuem em sua superfície uma molécula protéica denominada CD4, 
enquanto os linfócitos T citotóxicos ou citolíticos exibem a proteína CD8. 
As células T auxiliares são células produtoras de citocinas e atuam estimulando ou inibindo a função de outras 
células do sistema imune tais como os macrófagos, linfócitos B, células T citotóxicas, células dendríticas. Por sua vez, os 
linfócitos T citotóxicos são células produtoras de grânulos líticos que atuam destruindo de maneira específica células 
infectadas. Devido a esta diferença na função dos linfócitos podemos encontrar dentro da resposta imune adquirida dois 
tipos de imunidade ou dois componentes: a