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Pim VIII   RH

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plástico, que possibilita a utilização do produto até a última gota. 
 
O principal canal de distribuição se seus produtos e feita através de vendas 
diretas, efetuada por suas mais de 1,8 milhões de consultoras. 
 
3.5 Modelo de Negócio 
 
A base do modelo de negócio da Natura e o poder das relações. A empresa 
busca desenvolver tecnologias para que seu impacto ambiental seja positivo em 
todas as etapas do seu ciclo produtivo. 
Busca o comércio ético e justo para obter suas matérias, visam oportunidades 
de negócios mais inclusivas e sustentáveis. A empresa procura se relaciona com as 
comunidades onde atuam, e incentivam cadeias produtivas de conservação florestal, 
e ao mesmo tempo busca gerar recursos para as mesmas. 
Possui um modelo de inovação aberta, com parcerias nacionais e globais 
compartilham conhecimento tradicional, ciência e design no desenvolvimento de 
novas linhas. 
Atuam em conjunto com os fornecedores para reduzir o impacto de sua 
produção, e foi uma das primeiras empresas a desenvolver a cadeia de uso de 
materiais reciclados como pet e vidro. 
O canal exclusivo de vendas direta que é feita por suas consultoras, dão 
potência ao alcance de seus produtos e conceitos. 
 3.6 Planejamento Estratégico Natura 
 
 O desempenho econômico da Natura em 2016 foi influenciado pela queda de 
receita no Brasil, especialmente no terceiro trimestre, desta forma o principal foco da 
Natura é acelerar a implantação da estratégia em 2017. 
 A Natura foca em seis direcionamentos estratégicos, quatro deles são 
dedicados a recuperar sua presença de mercado no Brasil: 
1º Revitalização da Venda Direta: a venda por relações, que sempre 
diferenciou a Natura e é a principal fortaleza da empresa, deve ser potencializada 
em favor da experiência das consumidoras com sua marca. Ao longo de 2016, 
construíram uma nova proposta de valor para as consultoras. Ela inclui a valorização 
da progressão de seu negócio (gerando retornos em renda, benefícios, 
reconhecimento e desenvolvimento pessoal) e a segmentação em diferentes perfis 
de atuação. 
 2º Reposicionamento da Marca Natura: o lançamento da campanha Viva 
sua Beleza Viva, ocorreu em 2016, foi o primeiro grande passo para aumentar o 
reconhecimento da Natura como especialista em beleza e reaproximá-la das 
consumidoras. Pretendem prosseguir nessa direção, para construir a percepção de 
uma marca vibrante e afeita ao diálogo. 
3º Revisão Estratégica da Arquitetura das Marcas: querem que a Natura 
siga oferecendo inovações relevantes ao mercado – como o relançamento das 
linhas Ekos e Chronos, em 2016. Para tanto, integraram uma área de inovação, 
sustentabilidade e marketing na mesma vice-presidência. Buscam, assim, gerar 
produtos que unam alta tecnologia, uso sustentável da biodiversidade e conceitos 
disruptivos. 
 4º Experiência de Compra Multicanal: começamos em 2016 a 
compreender as sinergias e complementaridades da Venda por Relações com os 
canais digitais e o varejo, com esse processo está revisando seu portfólio e as 
estratégias comerciais. Com isso, buscam está mais presente na jornada de compra 
das consumidoras, oferecendo o nível desejado de assistência, conveniência e 
experimentação. 
 
 
 
Dois direcionadores são dedicados a nossa atuação internacional: 
 
 5º Fortalecer Nossa Posição na América Latina: ao sustentar seu forte 
crescimento anual, vislumbram estar entre os quatro principais fabricantes de 
cosméticos, fragrâncias e produtos de higiene em todos os mercados em que atuam 
até 2021. Para tanto, tem acelerado a adaptação das evoluções desenvolvidas no 
Brasil para as demais operações, como a digitalização e a segmentação da Venda 
por Relações. 
 6º Expansão para Mercados Desenvolvidos e em Desenvolvimento: 
Planejam levar a marca Natura e sua proposta de valor para mercados maduros da 
Europa, Ásia e América do Norte. Efetuaram transformações em suas operações na 
França e nos Estados Unidos, e tem identificado as linhas mais atraentes para 
países com esse perfil, a exemplo de Ekos, Chronos e Mamãe e Bebê. 
A experiência com a expansão da Aesop também forneceu relevantes 
aprendizados. Sua estratégia apoia-se ainda em processos habilitadores, 
responsáveis por assegurar as bases para a evolução de seus negócios. Em 2016, 
tiveram importantes ganhos de eficiência e produtividade, tanto na alocação de 
recursos financeiros quanto nas práticas de operação e logística. Deram 
continuidade a transformação digital, modernizando a Venda por Relações e 
inaugurando o e-commerce. Buscam também intensificar a inovação, num ambiente 
de trabalho mais ágil e flexível. Suas ações convergem para o alcance da Visão de 
Sustentabilidade 2050, que expressa o compromisso de longo prazo da Natura com 
a geração de impacto positivo em quatro níveis: econômico, social, ambiental e 
cultural. 
 
3.7. Monitoramento dos Riscos 
 
A equipe de monitoramento de risco da Natura e acompanhada pelo Comitê 
Executivo através dos Comitês de apoio ao conselho de Administração. 
O mapeamento dos riscos inclui diferentes fontes de informação: análise de 
fatores internos e externos, mapeamento da cadeia de valor da Natura (Sistema de 
Gestão Natura – SGN), auto avaliação de riscos, indicadores de perda e fraude, 
relatórios de auditoria interna, controles decorrentes da certificação SOx (baseada 
na lei norte--americana Sarbanes-Oxley) e denúncias recebidas pela Ouvidoria. 
 A Natura revisa anualmente o seu Plano Estratégico e as metas de curto, 
médio e longo prazos, incluindo as nossas decisões de investimento em aquisições 
e participações, além da entrada em novos mercados. Esta é uma atividade que 
conta com o envolvimento de todas as unidades de negócio. As estratégias e as 
suas revisões são apresentadas e debatidas no Comitê Executivo e aprovadas pelo 
Conselho de Administração. 
 
 
4. SISTEMAS PARA OPERAÇÕES DE RECURSOS HUMANOS 
 
4.1 Setor de Recursos Humanos 
 
Segundo Chiavenato (2008), a gestão de pessoas é uma das áreas que mais 
tem sofrido mudanças e transformações nestes últimos anos. A visão que se tem 
hoje da área é totalmente diferente de sua tradicional configuração, quando recebia 
o nome de Administração de Recursos Humanos (ARH). 
 
Segundo Mariano (2011) [...] além de promover e entender o papel 
do capital intelectual em quaisquer tipos de organização empresarial 
evidencia-se o alto custo de algumas rotinas para a gestão financeira, 
levando a empresa a gastos desnecessários caso tais rotinas sejam 
executadas de forma indevida ou até mesmo sem um planejamento 
adequado. Assim, o gestor de Recursos Humanos, como outros gestores da 
empresa (financeiro, administrativo, contábil etc.) passa também a participar 
da obtenção do resultado da empresa, uma vez que, conhecendo os gastos 
oriundos de suas rotinas, poderá planejá-los de forma satisfatória. 
(MARIANO, 2011, p. 9). 
 
Evidenciado que o custo proveniente com a gestão de recursos humanos 
impacta diretamente na gestão financeira de qualquer empresa, o presente capítulo 
vem, portanto, fechar o projeto de pesquisa ora apresentado, complementando os 
tópicos anteriores, incluindo-o dentro da importância aportada às técnicas de 
negociação e planejamento estratégico. 
O clima organizacional global da Natura manteve-se estável em 72%, em 
2008. Nas operações internacionais, houve avanço na maioria dos países, com 
destaque para a Argentina, que teve alta de 11 pontos percentuais e alcançou 80%. 
No Brasil, o índice de favorabilidade entre os colaboradores voltou ao patamar de 
69%, influenciado pelo resultado na área operacional, apesar dos destaques 
positivos entre as áreas administrativas