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Educação politica Sociedade

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“Quero só que surjas em mim como a fé nos desesperados” “Eu deveria ter uma péssima impressão da vida, se não fosse à paixão que tenho pela arte de viver” 
Todos nós temos essa palavra que define quase tudo o que somos … Esperança! 
 Esperança em um mundo melhor, em conseguir algo que gostamos e ansiamos, naquilo que cremos e até em nós. No documentário “Pro dia nascer Feliz” percebe-se diferentes momentos na vida de várias pessoas e primordialmente em relação à Educação. Vemos aqueles que tiveram “oportunidades diferenciadas” e aqueles que não. É difícil ver algo assim? Claro que é! Afinal, pra onde estamos nos direcionando?! 
 Vivemos nossa vida e achamos que nossos problemas são tão “únicos” que egoísmo cruel! Só pelo fato de que eu posso e estou escrevendo esse relato, já prova que estou em situação melhor do que vários outros pelo mundo. Mas, o que mais impressiona no documentário é ver pessoas que estão dispostas, nesse caso, a estudar e imaginam, mesmo parecendo algo quase impossível, em um futuro. Pessoas que no fundo só querem ser consideradas e tornarem- se, de certo modo, aceitas. Até aqueles que dizem “Eu não estou nem ai para estudo” ou alguém que esteja sendo reprovado na escola pela 3°vez ou que tenha algum mau comportamento. Na verdade essa pessoa só esta gritando dentro de si por “Alguém me dê algum motivo pra ter esperança?! Porque sinceramente, essa vida é uma droga!” Eles se sentem confusos e reprimidos.
 Logo após, vemos também situações que nos mostra alguns estudantes em um dos colégios considerados uns dos melhores de São Paulo. Eles também têm seus conflitos, como qualquer outro. Podem ser que esses conflitos até, se comparado ao de outros, possam ser considerados “irrelevante”. Mas devemos julga-los por terem tido oportunidades diferentes e certamente terem rumos diferente na vida?! Eles realmente podem ser “julgados” por estarem em situação melhor? Ou podemos ver que existe um capitalismo que, ele sim, “prefere” mais uns dos que outros e dá oportunidades exclusivas para aquele a quem prefere. É claro que esperamos que, os estudantes desse colégio e de tantos outros, tenham a consciência de que existe um mundo diferente do que está sendo mostrado pra eles. Esse mundo em que existem pessoas em situação muito precária e que deve ser, com prioridade, ajudado.
 E tem um sentimento pior que esse, o esquecimento. Esquecimento de que, de fato esse documentário seja impactante a principio e realmente o é, mas depois vire somente uma lembrança de um mundo doente e que parece não ter cura. Poderíamos relacionar esses fatos com o “O mundo do internado” Em que essas pessoas passam por “ progressivas mudanças que ocorrem nas crenças que tem a seu respeito e a respeito dos outros que são significativos para ele.” Ou com o “ Vigiar e punir” Que nos mostra “Não é a primeira vez, certamente, que o corpo é objeto de investimentos tão imperiosos e urgentes; em qualquer sociedade, o corpo está preso no interior de poderes muito apertados, que lhe impõem limitações, proibições ou obrigações. “ Desse poder, como nas situações dos presos, de ter que se humilhar perante alguém. No caso do relato, as pessoas tende a se humilhar perante o capitalismo. Afinal, tudo em que acreditamos e nossos sonhos são modificados por um capitalismo que lista o que devemos ser ou até mesmo ter pra poder ser feliz! O que fazemos depois de analisar e ver uma realidade tão explicita dessa, é realmente o que vai definir o que somos, quem seremos e o que o mundo há de se tornar. 
Nome: Wendy Stefani RA: 609943