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PRESSUPOSTOS

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da sentença (querela nullitatis). 
 Só cabe essa ação se o réu não citado foi revel. 
OBS: Para Barbosa Moreira, os pressupostos extrínsecos devem ser considerados como condições da ação. Essa concepção não prevalece. 
 
CONSIDERAÇÕES SOBRE CAPACIDADE
 Capacidade processual (capacidade de estar em juízo ou legitimidade ad processum) – é a capacidade para praticar atos processuais. 
 É a mesma capacidade civil só que no processo. 
 Dica – capacidade de ser parte se relaciona com a personalidade, já a capacidade processual se relaciona com a capacidade civil. 
 Quem tem capacidade civil, tem capacidade processual. Essa regra comporta exceções. As pessoas casadas são civilmente capazes, só que sofrem algumas restrições na capacidade processual. Até a entrada em vigor do Código Civil de 2002, uma pessoa com 18 anos era relativamente incapaz e, não obstante poderia demandar nos Juizados Especiais sozinho. 
 Se o juiz constata a falta de capacidade processual, deve corrigir esse defeito. Se não houver correção, as conseqüências variarão conforme três situações: se o autor não tiver capacidade processual, o juiz mandará suprir, pena de extinção do processo; se o réu não tiver capacidade processual, o juiz mandará suprir, pena do processo prosseguir à revelia do réu; e se for um terceiro, o juiz mandará suprir, pena de expulsão do processo. (art. 13, CPC) 
 Capacidade processual das pessoas jurídicas – se você diz que as pessoas jurídicas são representadas, entende-se que elas são incapazes (Frederico Marques). As pessoas jurídicas não são incapazes, até porque rigorosamente não são representadas em juízo, são na verdade presentadas em juízo. 
 O que é presentar? Na representação há sempre dois sujeitos (representante e representado). Na presentação não há dois sujeitos, é um sujeito só, é uma relação orgânica (se a boca fala, quem fala é a pessoa; se a mão escreve, quem escreve é a pessoa – quando o Lula age, quem age é o Brasil – Lula é presidente e não represidente).
 Capacidade processual das pessoas casadas - peculiaridades 
	Pólo ativo (art. 10, caput, CPC)
	Pólo passivo (art. 10, §1º, CPC)
	Ações Possessórias (art. §2º, CPC) 
	- Se o autor for casado, só pode propor ação real imobiliária com o consentimento de seu cônjuge. (não se impõe um litisconsórcio necessário ativo, basta o consentimento). Um cônjuge pode pedir para o juiz suprir o consentimento do outro cônjuge. 
- Se o regime for de separação absoluta, não precisa do consentimento (art. 1.647 do CC)
	- Os cônjuges têm que ser citados em litisconsórcio passivo necessário.
- I e IV – ações reais imobiliárias contra uma pessoa casada, tem que citar o cônjuge 
- II e III – cuidam de obrigações solidárias entre os cônjuges – nas obrigações solidárias decorrentes de atos ilícitos, ambos devem ser citados; o inc. III deve ser interpretado de acordo com os arts. 1643/1644 do CC, que dizem que quando um cônjuge contrai dívida para a economia doméstica, o outro é solidário. 
	- Se aplica a ambos os pólos (ativo e passivo), seguindo a mesma metodologia. 
- Se se tratar de composse ou de ato praticado por ambos os cônjuges, se exige o consentimento (pólo ativo) ou o litisconsórcio passivo necessário (pólo passivo)
 
* As exigências do consentimento se aplicam às pessoas que vivem em união estável? Tem doutrina que diz que é possível estender as exigências às pessoas que convivam em união estável, a fim de proteger o patrimônio; e existe doutrina que entende que não deve ser estendido a norma à união estável por ela ser informal (porque não se sabe quando iniciou a união estável, geraria uma insegurança muito grande)
 Para o professor, se nos autos houver notícia da união estável, o juiz deve exigir o consentimento. 
* O art. 1.649 do CC diz que a nulidade do ato praticado sem consentimento só pode ser decretada a pedido do cônjuge preterido, o que significa dizer que o juiz não pode de oficio indeferir a petição inicial. 
 Curador Especial – representa a pessoa no processo. O juiz designa o curador especial para suprir uma incapacidade processual no processo, ou seja, terminado o processo o curador especial desaparece. 
 O curador especial pode ser designado por qualquer juiz, já o curador do interdito só pode ser designado por qualquer juiz. 
 Quem pode ser curador especial? Defensoria Pública – é uma função atípica, pois não está relacionada a questões financeiras. Se na localidade não houver defensoria pública, qualquer pessoa capaz pode ser curador especial (normalmente se nomeia Advogado)
 O curador especial pode praticar todos os atos de defesa do curatelado (recorrer, produzir prova, contestar etc). Até se entende que ele pode embargar a execução (Súmula 196 STJ), pode impetrar MS contra ato judicial e com cautelar incidental. 
 CUIDADO – o curador especial não pode reconvir 
 O curador especial não é parte, ele é representante da parte e por isso mesmo não pode dispor do direito discutido. Se o curador especial não fizer a defesa, será destituído pelo juiz e outro será nomeado. 
 Casos em que será nomeado: art. 9º do CPC
Quando o incapaz não tiver representante legal
Quando o incapaz está em litígio com o representante
Réu revel, citado por edital ou com hora certa.
Réu preso