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01. NOÇÕES INTRODUTÓRIAS DO DIREITO ADMINISTRATIVO

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30 de janeiro de 2009
BIBLIOGRAFIA
	Celso Antônio Bandeira de Melo – Curso de Direito Administrativo – de linguagem complexa, mas excelente quanto aos argumentos para segunda fase.
	José Carvalho dos Santos – possui uma opinião mais tradicional, não tão analisada mais em concurso. É muito didático e organizado.
	Leitura Obrigatória: CONSTITUIÇÃO FEDERAL. Ideal é alcançar a meta de uma leitura da Carta por mês. E delimitar e assimilar os conceitos, como “competência privativa”; “leis delegadas”; etc.
NOÇÕES INTRODUTÓRIAS DO DIREITO ADMINISTRATIVO
DIREITO POSTO
	O direito é o conjunto de normas impostas pelo Estado coativamente e que vai permitir a coexistência pacífica dos indivíduos de uma sociedade. O conjunto de normas delimita até onde vai o direito de um até onde começa o direito do outro.
	O direito posto é o direito colocado/imposto para determinada sociedade e vigente por determinado momento da história. 
DIREITO PÚBLICO E PRIVADO
	Direito público é sinônimo de ordem pública? Primeiramente, para a resposta da questão, alguns conceitos têm de ser delimitados; de direito público, direito privado e de ordem pública:
	Exemplo: se o sujeito recebe salário tem de pagar imposto de renda. Regra de direito público (tributário) e de ordem pública (inafastável). O impedimento do filho de casar com a mãe, apesar de estar inserida dentro do direito privado, é uma regra de ordem pública também, inafastável pela vontade das partes.
	Em suma, toda regra de direito público é de ordem pública, mas não somente elas; existem regras de direito privado que são de ordem pública.
DIREITO INTERNO E EXTERNO
	O direito interno cuida das relações que acontecem dentro da Nação; e o direito externo analisa as relações entre os entes de direito internacional (Estados, órgãos internacionais e empresas estrangeiras).
DIREITO ADMINISTRATIVO
	Junto às classificações dadas acima, o Direito Administrativo se classifica como ramo do direito público e de atuação junto ao direito interno.
	Existem muitos conceitos, dados por diversos doutrinadores, na tentativa de conceituar o “direito administrativo”, em virtude da dificuldade de delimitar seu objeto.
	Aqui, serão analisadas as principais teorias e critérios mais incidentes em concurso, sendo apontado depois do estudo qual foi o adotado no Ordenamento Brasileiro.
Inicialmente surgiu a TEORIA EXEGÉTICA OU LEGALISTA. Para esta teoria, o Direito Administrativo era o estudo de lei seca somente. 
Esta teoria legalista fica superada, porque mais que aplicação de lei, mais que o estudo de lei seca, o Direito Administrativo faz a análise também de princípios que regula toda sua atuação. 
Com esta nova análise, novas escolas concentradas em outros objetos foram surgindo:
Escola do Serviço Público
Neste momento e para esta escola, o direito administrativo teria como objeto de estudo o SERVIÇO PÚBLICO. Tem como principal nome León Duguit.
O serviço Público era toda e qualquer atividade do Estado. Esta escola não é adotada na doutrina brasileira porque:
O direito administrativo não estuda todo e qualquer serviço do Estado;
A escolha ignora como serviço público o realizado por particular e consagrado através de um contrato civil;
Há estudo no direito administrativo brasileiro de outras atividades do poder público que não são serviços, como por exemplo, o poder de polícia.
Critério do Poder Executivo
Direito administrativo tem como objeto de estudo o poder executivo somente.
Mas no direito administrativo apenas este poder é estudado? Não, analisam-se as licitações para compra de materiais do legislativo; ou fiscalização de um concurso do poder judiciário. Há atividade administrativa nos outros poderes.
É muito importante a atuação do executivo administrativamente falando, mas no Brasil estuda-se toda a atividade administrativa dos três poderes. Deste modo, este critério não foi aceito pela doutrina brasileira.
Critério das Relações Jurídicas
Este critério separa quais são as relações jurídicas do Estado e deixa o direito administrativo se preocupar com elas.
Se todas as relações jurídicas estão centradas no direito administrativo, para que servem os outros ramos do direito? Como cada ramo do direito tem sua importância em outras manifestações do Estado, então este critério não é totalmente aplicável. 
A doutrina diz que não se estudam TODAS as relações jurídicas (seria uma preocupação muito ampla para o direito administrativo), mas algumas delas serão analisadas pelo direito administrativo.
Importante ressaltar que também não foi adotada no Brasil porque o direito administrativo cuida de assuntos que não são ligados propriamente a relações jurídicas, como o estudo dos Bens Públicos, por exemplo.
Critério Teleológico
Para este critério, o direito administrativo é um conjunto harmônico de princípios.
Mas, não é somente isso. Então Oswaldo Aranha Bandeira de Mello diz que este conceito é aceito, mas é insuficiente. É necessária a complementação sobre o objeto do direito administrativo.
Critério Residual ou Negativo
O direito administrativo seria definido por exclusão. O direito administrativo não se preocupa com a atividade de legislar e nem com a função jurisdicional.
A doutrina também aceita este critério, mas ainda entende que seria necessário um complemento.
Critério de Distinção da Atividade Jurídica e Social do Estado
Quem define a melhor POLÍTICA PÚBLICA para um Estado? Quem estuda os resultados, as consequências das escolhas políticas, não é o direito administrativo. Ao direito administrativo interessa apenas o desdobramento jurídico da decisão tomada politicamente.
Este critério também é aceito no Brasil, mas diz a doutrina que ainda há necessidade de complementação.
Critério da Administração Pública
É o critério formulado por Hely Lopes Meirelles e foi aceito pela doutrina que estuda o direito administrativo.
DIREITO ADMINISTRATIVO é um conjunto harmônico de princípios e regras que disciplina os órgãos, os agentes e a atividade administrativa realizando de forma direta, concreta e imediata os fins desejados pelo Estado.
	FUNÇÃO DIRETA porque independe de provocação. Exemplo: Poder Público decide desapropriar o imóvel do José; pode o poder público apreender mercadoria sem nota fiscal diretamente, através de seus agentes fiscais.
	FUNÇÃO INDIRETA do Estado, que necessita de provocação, é função da Jurisdição. Desta forma, Direito administrativo não se importa com a função indireta, com a função jurisdicional.
	FUNÇÃO CONCRETA afasta a função abstrata do Estado. Exemplo: nomeação de indivíduo para determinado cargo. É manifestação concreta de seu ato.
	FUNÇÃO ABSTRATA é a função de determinar abstrações quanto às relações, isto é, a função de legislar. Esta função, por óbvio, não interessa ao direito administrativo.
	FUNÇÃO IMEDIATA é a função jurídica de que necessita o Estado. Distingue-se da FUNÇÃO MEDIATA que se correlaciona com a função social do Estado. Exemplo: escolha de políticas públicas, que não interessa ao direito administrativo. Mas a ele interessa de qual parte do orçamento sairá a verba necessária para o implemento desta política pública.
REGIME JURÍDICO ADMINISTRATIVO
	Este CONJUNTO HARMÔNICO DE PRINCÍPIOS E REGRAS é chamado de regime jurídico administrativo. Analisam-se os princípios e as regras próprias e serão os princípios estudados oportunamente, assim como as regras para cada matéria.
FONTES DO DIREITO ADMINISTRATIVO
	Fonte, nada mais é, que aquilo que gera e leva à criação uma regra de direito administrativo.
	Lei
	LEI muitas vezes é utilizada em sentido amplo, referindo-se a qualquer espécie normativa. “Lei” como Constituição Federal, como Medida Provisória, como Lei complementar ou ordinária, etc.
	Supremo diz que há uma ordem administrativa escalonada, de regras hierarquizadas, onde as normas inferiores deverão ser compatíveis com as normas superiores e todas elas deverão seguir a Constituição Federal:
	Nesta