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07. LICITAÇÃO

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fazer a reserva do recurso orçamentário para que honre o contrato administrativo que assinará posteriormente à licitação. Muitas vezes há desvio do orçamento e arrecadação irregular, causando problemas no tocante a honrar os contratos firmados para a realização de obras.
A fiscalização sobre o orçamento dos órgãos da Administração anda mais pesada com a lei de responsabilidade fiscal. A conduta do administrador em exagerar ou aumentar o orçamento para fazer licitações e contratos corresponde ao crime de falsidade ideológica.
Art. 7o, lei 8666/1993 - As licitações para a execução de obras e para a prestação de serviços obedecerão ao disposto neste artigo e, em particular, à seguinte seqüência:
I - projeto básico;
II - projeto executivo;
III - execução das obras e serviços.
§ 1o  A execução de cada etapa será obrigatoriamente precedida da conclusão e aprovação, pela autoridade competente, dos trabalhos relativos às etapas anteriores, à exceção do projeto executivo, o qual poderá ser desenvolvido concomitantemente com a execução das obras e serviços, desde que também autorizado pela Administração.
§ 2o  As obras e os serviços somente poderão ser licitados quando:
I - houver projeto básico aprovado pela autoridade competente e disponível para exame dos interessados em participar do processo licitatório;
II - existir orçamento detalhado em planilhas que expressem a composição de todos os seus custos unitários; 
III - houver previsão de recursos orçamentários que assegurem o pagamento das obrigações decorrentes de obras ou serviços a serem executadas no exercício financeiro em curso, de acordo com o respectivo cronograma;
IV - o produto dela esperado estiver contemplado nas metas estabelecidas no Plano Plurianual de que trata o art. 165 da Constituição Federal, quando for o caso.
§ 3o  É vedado incluir no objeto da licitação a obtenção de recursos financeiros para sua execução, qualquer que seja a sua origem, exceto nos casos de empreendimentos executados e explorados sob o regime de concessão, nos termos da legislação específica.
§ 4o  É vedada, ainda, a inclusão, no objeto da licitação, de fornecimento de materiais e serviços sem previsão de quantidades ou cujos quantitativos não correspondam às previsões reais do projeto básico ou executivo.
§ 5o  É vedada a realização de licitação cujo objeto inclua bens e serviços sem similaridade ou de marcas, características e especificações exclusivas, salvo nos casos em que for tecnicamente justificável, ou ainda quando o fornecimento de tais materiais e serviços for feito sob o regime de administração contratada, previsto e discriminado no ato convocatório.
§ 6o  A infringência do disposto neste artigo implica a nulidade dos atos ou contratos realizados e a responsabilidade de quem lhes tenha dado causa.
§ 7o  Não será ainda computado como valor da obra ou serviço, para fins de julgamento das propostas de preços, a atualização monetária das obrigações de pagamento, desde a data final de cada período de aferição até a do respectivo pagamento, que será calculada pelos mesmos critérios estabelecidos obrigatoriamente no ato convocatório.
§ 8o  Qualquer cidadão poderá requerer à Administração Pública os quantitativos das obras e preços unitários de determinada obra executada.
§ 9o  O disposto neste artigo aplica-se também, no que couber, aos casos de dispensa e de inexigibilidade de licitação.
Nomeação da comissão de licitação
Art. 51, lei 8666/1993 -  A habilitação preliminar, a inscrição em registro cadastral, a sua alteração ou cancelamento, e as propostas serão processadas e julgadas por comissão permanente ou especial de, no mínimo, 3 (três) membros, sendo pelo menos 2 (dois) deles servidores qualificados pertencentes aos quadros permanentes dos órgãos da Administração responsáveis pela licitação.
§ 1o  No caso de convite, a Comissão de licitação, excepcionalmente, nas pequenas unidades administrativas e em face da exigüidade de pessoal disponível, poderá ser substituída por servidor formalmente designado pela autoridade competente (como modalidade de licitação de pequeno vulto, um servidor basta para integrar a comissão). 
§ 2o  A Comissão para julgamento dos pedidos de inscrição em registro cadastral, sua alteração ou cancelamento, será integrada por profissionais legalmente habilitados no caso de obras, serviços ou aquisição de equipamentos.
§ 3o  Os membros das Comissões de licitação responderão solidariamente por todos os atos praticados pela Comissão, salvo se posição individual divergente estiver devidamente fundamentada e registrada em ata lavrada na reunião em que tiver sido tomada a decisão. 
§ 4o  A investidura dos membros das Comissões permanentes não excederá a 1 (um) ano, vedada a recondução da totalidade de seus membros para a mesma comissão no período subseqüente (poderá um mesmo servidor fazer parte novamente da comissão, mas não no mesmo cargo de sua composição interna).
§ 5o  No caso de concurso, o julgamento será feito por uma comissão especial integrada por pessoas de reputação ilibada e reconhecido conhecimento da matéria em exame, servidores públicos ou não.
Existem comissões permanentes (como regra, ficando pelo período de um ano depois de nomeada para esta função) e também as chamadas comissões temporárias (nomeadas para proceder somente junto a um procedimento licitatório).
Se um servidor for presidente da comissão em um ano, no próximo ano ele poderá fazer parte da comissão, mas não mais como presidente, poderá ser tesoureiro, por exemplo. Normalmente todos os servidores são reaproveitados e reconduzidos.
Elaboração do edital;
	E se o presidente da comissão não souber ou não entender nada sobre o funcionamento do objeto que deverá ser delimitado no edital? E nem nenhum outro servidor tem conhecimento para definir este objeto? Então será preciso definir um profissional para que determine e delimite o objeto do edital, e não qualquer servidor da repartição.
 
Esta contratação do profissional que compreende a limitação do objeto do edital precisará de uma licitação prévia? Será elaborado um PROJETO BÁSICO que, dependendo da complexidade deste projeto, deverá ser contratada pela Administração uma outra empresa para que realize este projeto. Esta contratação depende de uma nova licitação? Sim, a depender do valor que será cobrado para a elaboração do projeto básico será preciso que se faça uma licitação.
Toda licitação precisa de projeto básico? NÃO, vai depender da complexidade do serviço ou da obra que deverá ser realizada, e especificada no edital pelo projeto básico. 
Atenção: a empresa que elabora o projeto básico não poderá participar depois da licitação da obra ou do serviço propriamente dita, porque senão seria uma forma de manipulação do contrato e conseqüentemente da licitação que será realizada.
Art. 9o, lei 8666/1993 - Não poderá participar, direta ou indiretamente, da licitação ou da execução de obra ou serviço e do fornecimento de bens a eles necessários:
I - o autor do projeto, básico ou executivo, pessoa física ou jurídica;
(...)
22 de junho de 2009
	A elaboração do edital seguirá o regramento e os requisitos do artigo 40, 8666/1993. A minuta do contrato deverá vir em anexo ao edital. Deste modo, já se sabe de antemão o que constará do contrato que será posteriormente firmado pela parte vencedora.
Art. 40, lei 8666/1993 -  O edital conterá no preâmbulo o número de ordem em série anual, o nome da repartição interessada e de seu setor, a modalidade, o regime de execução e o tipo da licitação, a menção de que será regida por esta Lei, o local, dia e hora para recebimento da documentação e proposta, bem como para início da abertura dos envelopes, e indicará, obrigatoriamente, o seguinte:
I - objeto da licitação, em descrição sucinta e clara;
II - prazo e condições para assinatura do contrato ou retirada dos instrumentos, como previsto no art. 64 desta Lei, para execução do contrato e para entrega do objeto da licitação;
III - sanções para o caso de