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09. SERVIÇOS PÚBLICOS

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delegação de função; mas o CNJ fixou prazo para a realização e regularização da situação de oficial de cartório através de concurso público. A remuneração do serviço será feita por remuneração de taxa ou tarifa, a depender do sistema adotado em cada estado-membro.
Parceria Público-Privada
O PROBLEMA DO CONTRATO DE CONCESSÃO ESPECIAL DA PPP 
	O parceiro privado, isto é, o empresário privado investidor não coloca seu dinheiro facilmente à disposição do Poder Público. A Administração não é bem vista quando responsável por grandes investimentos. Piora esta situação com a corrente troca de mandatos e a não manutenção dos acordos firmados em um mandato com o próximo (mesmo com as tentativas realizadas pela lei de responsabilidade civil).
	Também, culturalmente, o parceiro privado não confia plenamente na Administração. O jogo da iniciativa privada é dado visando o lucro apenas. Grande empecilho que se mostra no requerimento para o oferecimento das garantias do contrato para o investidor privado pelo parceiro público.
CONCEITO DO CONTRATO DE PPP
	A Parceria Público-Privada (PPP) nada mais é que um contrato administrativo que veicula vontades e interesses divergentes (se afastando do conceito real de parceria). O investidor não adere à “parceria” se não houver garantido o seu lucro.
OBJETIVOS DA PPP
Buscar na iniciativa privada o investimento
O Poder Público percebeu que a iniciativa e os recursos deveriam ser buscados junto aos investidores privados, para que fossem concretizadas as grandes obras públicas que ele almeja.
Eficiência da iniciativa privada
É comum pensar-se, e neste caso não foi diferente, que o serviço prestado pelo particular é mais eficiente e melhor que o prestado pelo Estado. 
Professora Fernanda Marinela diz que nem sempre esta afirmação é uma regra e questiona, por exemplo, o serviço de telefonia, que apesar de democratizado não é tão eficiente, mesmo que prestado por uma empresa privada. 
Desta forma, este fundamento da eficiência das atividades desempenhadas pela iniciativa privada não é visto pela professora Fernanda Marinela como um objetivo/ fundamento para a realização do contrato especial de concessão da PPP.
MODALIDADES DA CONCESSÃO ESPECIAL DA PPP
CONCESSÃO ESPECIAL PATROCINADA
Nada mais é que uma concessão comum, que é remunerada além da tarifa do usuário, pois receberá o parceiro privado também uma quantia derivada de recurso público, de forma obrigatória. Diferentemente da concessão comum em que o pagamento do recurso público, como já visto anteriormente, é facultativo pelo Poder Público.
Exemplo: projetos da construção da quarta linha de metrô de São Paulo; projeto da criação de várias rodovias com a cobrança do pedágio, com o pagamento de recurso público pelo Estado; etc.
CONCESSÃO ESPECIAL ADMINISTRATIVA
A concessão especial administrativa nada mais é que uma concessão comum em que a Administração aparece como usuária do serviço contratado, de forma direta ou indireta quanto a este serviço.
Exemplo: projetos em sede de concessão administrativa para a construção de presídios. Quem é o usuário de forma direta é o preso; mas quem tem de prestar o serviço presidiário é a Administração. Torna-se, então, a Administração como a usuária indireta deste serviço.
Este exemplo é quase igual à contratação para a construção de uma escola, ou qualquer outra obra que deve o Estado providenciar para a sociedade.
A doutrina critica muito esta espécie de concessão especial administrativa porque para ela, não é na verdade uma concessão, não há deslocamento da responsabilidade, mas este contrato é mais parecido com um contrato administrativo simples (artigo 6º, lei 8666/1993).
Se o prédio público/obra pública for mal construída, quem responderá, será uma pessoa, a depender do contrato:
Se assinado contrato simples: responderá a Administração por sua conta e risco sobre a obra/ prédio público mal construído;
Se for realizado o contrato de concessão especial administrativa: responderá o parceiro privado por sua conta e risco por quaisquer danos causados na construção mal realizada.
A justificação da edição da lei da PPP é de que devem ser construídos investimentos muito grandes e o Estado sozinho não tem como arcar com os valores. As construções de presídios giram em torno de 56 milhões/70 milhões de reais. Desta forma é a possibilidade de se fazer um financiamento privado pelo poder público. Mas mesmo assim a doutrina critica muito.
CARACTERÍSTICAS DO CONTRATO DE CONCESSÃO ESPECIAL
Financiamento privado;
Pluralidade compensatória;
O Estado poderá pagar o financiamento de várias maneiras para o parceiro privado. Será possível que o Estado faça o pagamento do financiamento privado através: 
De dinheiro via ordem bancária; 
Poderá o Estado também pagar transferindo o uso de bens públicos através de atos de concessão, de permissão ou de autorização, que interessem ao parceiro privado;
Também o pagamento será efetuado na transferência de créditos não tributários;
Poderá realizar a Outorga de direitos, transferidos pelo Estado ao parceiro privado, em troca do valor do financiamento. 
Exemplo: no Estatuto da Cidade há uma situação específica para a construção dos edifícios coletivos. Quanto maior a população em uma região, maiores são os serviços que o Estado deverá prestar (escolas, hospitais, manutenção do asfalto, etc.). Deve haver um coeficiente para que seja realizada a construção de um edifício vertical. Para conseguir a licença para construir é preciso de uma outorga onerosa, das construções acima do coeficiente legal determinado no Estatuto da Cidade, quanto à construção para os andares permitidos em determinada região. Este exemplo da outorga onerosa é uma das espécies de outorga de direto que poderá o Estado efetuar para o parceiro privado se ele demonstrar interesse.
Observação: este rol da “pluralidade compensatória” é apenas exemplificativo; existem outras possibilidades de pagamento que o Estado poderá realizar para não se onerar muito com os valores do financiamento privado. Professora Fernanda Marinela entende que é complicado acompanhar a fiscalização sobre o pagamento, isto é, a forma escolhida pelo Estado que será utilizada para a realização do pagamento para o parceiro privado. Quanto mais pluralidade das formas de pagamento, mais difícil fica de fiscalizar as atitudes tomadas pelo Poder Público.
Compartilhamento dos riscos
Na constituição do projeto em parceria, caso venha ele a não dar certo, o Estado arcará também com os prejuízos decorrentes. Haverá a partilha, a divisão dos riscos do empreendimento da PPP, entre o parceiro público e o parceiro privado.
VEDAÇÕES DO CONTRATO DE CONCESSÃO ESPECIAL DE PPP
VALOR: a PPP não poderá ter valor inferior a 20 milhões de reais;
PRAZO: não poderá o contrato firmado ser inferior a 05 anos e nem superior a 35 anos;
OBJETO: o contrato administrativo normal poderá ter como objeto um serviço, uma obra ou um fornecimento. A lei da PPP fala que o contrato de concessão especial deverá conter pelo menos dois objetos/elementos, mostrando-se desta forma, diferente dos contratos simples do art. 6º, lei 8666/1993.
O Estado, junto com o parceiro privado, para gerir/administrar a parceria, vão constituir uma sociedade de propósitos específicos.
Contrato de Permissão de Serviço Público
Art. 2o, lei 8987/ 1995 - Para os fins do disposto nesta Lei, considera-se:
(...)        
IV - permissão de serviço público: a delegação, a título precário, mediante licitação, da prestação de serviços públicos, feita pelo poder concedente à pessoa física ou jurídica que demonstre capacidade para seu desempenho, por sua conta e risco.
CONCEITO
Permissão de serviço público é uma forma de delegação que transfere a execução do serviço público do poder concedente (ente político) para uma pessoa física ou uma pessoa jurídica. 
FORMALIZAÇÃO DO CONTRATO DE PERMISSÃO DE SERVIÇOS PÚBLICOS
NATUREZA JURÍDICA DA FORMALIZAÇÃO DA PERMISSÃO DE SERVIÇOS PÚBLICOS