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02. REGIME JURÍDICO DA ADMINISTRAÇÃO

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na Constituição Federal: LICITAÇÃO e CONCURSO PÚBLICO. O administrador escolherá a melhor proposta ou o melhor candidato para a administração, não importando quem é a pessoa beneficiada ou se haverá vontade do administrador.
Princípio da impessoalidade é a AUSÊNCIA DE INTERESSE PESSSOAL na CONDUTA DO ADMINISTRADOR. É a ausência da subjetividade.
Os atos administrativos devem ser impessoais, não são atos da pessoa do agente, são na verdade atos da pessoa jurídica. O agente apenas é o condutor para a realização do ato. Ele age impessoalmente.
	Para Celso Antonio Bandeira de Mello o princípio da impessoalidade expõe que devem ser tratados os administrados sem favoritismos ou perseguições e também sem discriminações benéficas ou detrimentosas.
	(MP/MG) O princípio da impessoalidade está ligado ao princípio da isonomia, enquanto o princípio da moralidade está ligado à lealdade e à boa-fé. VERDADEIRO o enunciado.
Observação: NEPOTISMO. Trata a súmula vinculante nº13 sobre o nepotismo na administração pública. Também presente a disposição nas Resoluções do CNJ nº07 e nº09; CNMP as resoluções nº04 e nº07.
 
A proibição para o nepotismo hoje representa a aplicação de qual princípio constitucional? É aplicação do princípio da isonomia, impessoalidade, eficiência e isonomia. Supremo já decidiu que estão estes princípios aplicados no combate ao nepotismo. 
Foi proibido inclusive o nepotismo cruzado, quando uma autoridade dá função para os parentes de outra autoridade, e esta segunda dá função para os parentes da primeira.
O início do combate ao nepotismo se deu com a resolução do CNJ, retirando os parentes dos Tribunais do judiciário. Com a insatisfação quanto à medida e questionando a competência do Conselho, a matéria foi levada ao Supremo através da ADC nº12. 
INFORMATIVO Nº 416 - ADC e Vedação ao Nepotismo 
O Tribunal, por maioria, concedeu pedido de liminar formulado em ação declaratória de constitucionalidade proposta pela Associação dos Magistrados do Brasil - AMB, para, com efeito vinculante e erga omnes, suspender, até o exame de mérito da ação, o julgamento dos processos que tenham por objeto questionar a constitucionalidade da Resolução 7/2005, do Conselho Nacional de Justiça; impedir que juízes e tribunais venham a proferir decisões que impeçam ou afastem a aplicabilidade da mesma resolução; e suspender, com eficácia ex tunc, os efeitos das decisões já proferidas, no sentido de afastar ou impedir a sobredita aplicação. Inicialmente, não se conheceu da ação quanto ao art. 3º da aludida resolução, tendo em vista a alteração de redação introduzida pela Resolução 9/2005. ADC 12 MC/DF, rel. Min. Carlos Britto, 16.2.2006. (ADC-12)
 Em seguida, asseverou-se que o Conselho Nacional de Justiça - CNJ, como órgão central de controle da atuação administrativa e financeira do Poder Judiciário, detém competência para dispor, primariamente, sobre as matérias de que trata o inciso II do § 4º do art. 103-B da CF, já que “a competência para zelar pela observância do art. 37 da CF e de baixar os atos de sanação de condutas eventualmente contrárias à legalidade é poder que traz consigo a dimensão da normatividade em abstrato.”. Ressaltou-se que a Resolução 7/2005 está em sintonia com os princípios constantes do art. 37, em especial os da impessoalidade, da eficiência e da igualdade, não havendo que se falar em ofensa à liberdade de nomeação e exoneração dos cargos em comissão e funções de confiança, visto que as restrições por ela impostas são as mesmas previstas na CF, as quais, extraídas dos citados princípios, vedam a prática do nepotismo. Afirmou-se, também, não estar a resolução examinada a violar nem o princípio da separação dos Poderes, nem o princípio federativo, porquanto o CNJ, não usurpou o campo de atuação do Poder Legislativo, limitando-se a exercer as competências que lhe foram constitucionalmente reservadas. Vencido o Min. Marco Aurélio, que indeferia a liminar, ao fundamento de que o CNJ, por não possuir poder normativo, extrapolou as competências constitucionais que lhe foram outorgadas ao editar a resolução impugnada. ADC 12 MC/DF, rel. Min. Carlos Britto, 16.2.2006. (ADC-12)
O Supremo então decide que o CNJ possui competência e pode através de ato normativo (a edição de uma resolução) criar a regra sobre o banimento do nepotismo, pois tal iniciativa é Constitucional por resultar na aplicação de quatro princípios constitucionais: IMPESSOALIDADE, MORALIDADE, EFICIÊNCIA E ISONOMIA.
SÚMULA VINCULANTE Nº 13, STF
A NOMEAÇÃO DE CÔNJUGE, COMPANHEIRO OU PARENTE EM LINHA RETA, COLATERAL OU POR AFINIDADE, ATÉ O TERCEIRO GRAU, INCLUSIVE, DA AUTORIDADE NOMEANTE OU DE SERVIDOR DA MESMA PESSOA JURÍDICA INVESTIDO EM CARGO DE DIREÇÃO, CHEFIA OU ASSESSORAMENTO, PARA O EXERCÍCIO DE CARGO EM COMISSÃO OU DE CONFIANÇA OU, AINDA, DE FUNÇÃO GRATIFICADA NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA DIRETA E INDIRETA EM QUALQUER DOS PODERES DA UNIÃO, DOS ESTADOS, DO DISTRITO FEDERAL E DOS MUNICÍPIOS, COMPREENDIDO O AJUSTE MEDIANTE DESIGNAÇÕES RECÍPROCAS (nepotismo cruzado), VIOLA A CONSTITUIÇÃO FEDERAL.
 
	Professora Fernanda Marinela critica a súmula nº13 porque a fiscalização de acordo com os moldes dela é inviável, impossível. Entende que é letra morta. Não há como cruzar todos os dados, de todas as pessoas jurídicas. Há inviabilidade prática.
	Também diz que a súmula não resultou de inúmeros debates, foi decidida com um único julgamento e possui redação intrincada, com conceitos muito misturados e deste modo, de pouca aplicação prática. 
	Princípio da Impessoalidade X Princípio da Finalidade: o princípio da impessoalidade é manifestação da ausência da subjetividade. O princípio da finalidade é conceituado por duas correntes:
1ª corrente
Corrente TRADICIONAL de HELY LOPES MEIRELLES, diz que o princípio da finalidade coincide com o princípio da impessoalidade, também chamado de princípio da imparcialidade. Diz que antes da CF/1988 era referido como princípio da finalidade/imparcialidade que ganhou novo nome com o advento da Constituição, como princípio da impessoalidade. O administrador não pode buscar interesses pessoais em seus atos. 
2ª corrente
Corrente da DOUTRINA MODERNA de CELSO ANTONIO BANDEIRA DE MELLO entende que não são sinônimos os princípios da finalidade e da impessoalidade. Impessoalidade é a ausência de discriminações, ausência de subjetividade. E o princípio da finalidade culmina na conduta do administrador em buscar a finalidade, o escopo, o espírito e a vontade maior da lei. Finalidade, para Celso Antonio, está embutido no princípio da legalidade e não da impessoalidade.
	        
Art. 2o, lei 9784/1999 - A Administração Pública obedecerá, dentre outros, aos princípios da legalidade, finalidade (princípio autônomo, esta lei adota a segunda corrente, da doutrina moderna, não coincide ao princípio da impessoalidade), motivação, razoabilidade, proporcionalidade, moralidade, ampla defesa, contraditório, segurança jurídica, interesse público e eficiência. (...)
Atenção: Jurisprudência só diz que se caracteriza a improbidade administrativa se constar em anuncio a promoção social do administrador. Se houver apenas menção ao nome do administrador, com as informações sobre a obra, não haverá improbidade administrativa.
PRINCÍPIO DA MORALIDADE
Princípio da moralidade tem como base a ideia de “honestidade”. Também está ligado à ideia de “lealdade” e também da “boa-fé” do administrador. O administrador agindo com moralidade, age com correção de atitudes.
	É importante perceber que todos os princípios estão interligados. Se for um bom administrador, agindo sempre buscando a boa administração, os requisitos de aplicabilidade dos princípios da moralidade e da eficiência estarão satisfeitos.
	O conceito do princípio da moralidade ainda é muito vago, não possui certeiramente um consenso doutrinário nem jurisprudencial. Por isso há dificuldade em aplicá-lo. 
Para a jurisprudência, a verificação da simples violação à moralidade fica difícil de ser verificada. Por essa maneira