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02. REGIME JURÍDICO DA ADMINISTRAÇÃO

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Constitucional nº 19, de 1998)
§ 1º O servidor público estável só perderá o cargo: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
I - em virtude de sentença judicial transitada em julgado; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
II - mediante processo administrativo em que lhe seja assegurada ampla defesa; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
III - mediante procedimento de avaliação periódica de desempenho, na forma de lei complementar, assegurada ampla defesa. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
05 de março de 2009
Racionalização da Máquina Administrativa
Para ser eficiente a Administração Pública, será necessário que se dê racionalização à máquina administrativa. A emenda constitucional 19/1998 também se preocupou com o quanto se gasta com o quadro de funcionários inseridos nos entes da administração pública.
Art. 169, CF - A despesa com pessoal ativo e inativo da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios não poderá exceder os limites estabelecidos em lei complementar (lei de responsabilidade fiscal – LC 101/2000 – limites previstos no art. 19). (...)
Art. 19, LC 101/2000 - Para os fins do disposto no caput do art. 169 da Constituição, a despesa total com pessoal, em cada período de apuração e em cada ente da Federação, não poderá exceder os percentuais da receita corrente líquida, a seguir discriminados:
        
I - União: 50% (cinqüenta por cento);
        
II - Estados: 60% (sessenta por cento);
        
III - Municípios: 60% (sessenta por cento).
        
§ 1o Na verificação do atendimento dos limites definidos neste artigo, não serão computadas as despesas:
        
I - de indenização por demissão de servidores ou empregados;
II - relativas a incentivos à demissão voluntária;
III - derivadas da aplicação do disposto no inciso II do § 6o do art. 57 da Constituição (convocação extraordinária do Congresso Nacional em caso de urgência ou interesse público relevante);
IV - decorrentes de decisão judicial e da competência de período anterior ao da apuração a que se refere o § 2o do art. 18;
V - com pessoal, do Distrito Federal e dos Estados do Amapá e Roraima, custeadas com recursos transferidos pela União na forma dos incisos XIII e XIV do art. 21 da Constituição (assistência financeira dos Estados e de suas instituições) e do art. 31 da Emenda Constitucional no 19;
VI - com inativos, ainda que por intermédio de fundo específico, custeadas por recursos provenientes:
        
a) da arrecadação de contribuições dos segurados;
b) da compensação financeira de que trata o § 9o do art. 201 da Constituição;
c) das demais receitas diretamente arrecadadas por fundo vinculado a tal finalidade, inclusive o produto da alienação de bens, direitos e ativos, bem como seu superávit financeiro.
        
§ 2o Observado o disposto no inciso IV do § 1o, as despesas com pessoal decorrentes de sentenças judiciais serão incluídas no limite do respectivo Poder ou órgão referido no art. 20.
Art. 169, CF
(...)
§ 1º A concessão de qualquer vantagem ou aumento de remuneração, a criação de cargos, empregos e funções ou alteração de estrutura de carreiras, bem como a admissão ou contratação de pessoal, a qualquer título, pelos órgãos e entidades da administração direta ou indireta, inclusive fundações instituídas e mantidas pelo poder público, só poderão ser feitas: (Renumerado do parágrafo único, pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
I - se houver prévia dotação orçamentária suficiente para atender às projeções de despesa de pessoal e aos acréscimos dela decorrentes; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
II - se houver autorização específica na lei de diretrizes orçamentárias, ressalvadas as empresas públicas e as sociedades de economia mista. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
§ 2º Decorrido o prazo estabelecido na lei complementar referida neste artigo para a adaptação aos parâmetros ali previstos, serão imediatamente suspensos todos os repasses de verbas federais ou estaduais aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios que não observarem os referidos limites. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
	A emenda, neste mesmo artigo 169, CF estabelece como serão cortados os cargos, para seja alcançado o limite estabelecido na lei de responsabilidade fiscal, a lei complementar 101/2000:
Art. 169, CF
(...)
§ 3º Para o cumprimento dos limites estabelecidos com base neste artigo, durante o prazo fixado na lei complementar referida no caput, a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios adotarão as seguintes providências:  (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
I - redução em pelo menos vinte por cento das despesas com cargos em comissão e funções de confiança;  (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
II - exoneração dos servidores não estáveis. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
	Não há limite estabelecido pela Constituição – serão exonerados os servidores não estáveis de acordo com a necessidade. A ideia é de que a administração exonere os funcionários que são dispensáveis, que tem função dispensável.
	Em última hipótese, os servidores estáveis serão atingidos, caso a administração não alcance o percentual que deva ser gasto com folha de pagamento. Só passarão os cortes para os estáveis depois que forem cortados os servidores em comissão e os não estáveis:
§ 4º Se as medidas adotadas com base no parágrafo anterior não forem suficientes para assegurar o cumprimento da determinação da lei complementar referida neste artigo, o servidor estável poderá perder o cargo, desde que ato normativo motivado de cada um dos Poderes especifique a atividade funcional, o órgão ou unidade administrativa objeto da redução de pessoal. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
	Demissão é pena, é dispensa por falta grave, decorrente de apuração de processo administrativo disciplinar. Desta forma o servidor estável, nos moldes do §4º, somente será dispensado através do instituto da EXONERAÇÃO.
	E depois da exoneração, somente o servidor estável tem o direito de receber indenização:
§ 5º O servidor que perder o cargo (somente o servidor estável) na forma do parágrafo anterior fará jus a indenização correspondente a um mês de remuneração por ano de serviço. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
	Caso o administrador exonere o servidor estável, o seu cargo obrigatoriamente será extinto. Não poderá o administrador colocar outro servidor em seu lugar. O cargo extinto somente poderá ser recriado, com funções idênticas ou assemelhadas, em quatro anos depois (necessariamente em outro mandato). 
É uma forma de vedar a possibilidade de o administrador utilizar este instrumento como forma de vingança contra o servidor estável.
§ 6º O cargo objeto da redução prevista nos parágrafos anteriores será considerado extinto, vedada a criação de cargo, emprego ou função com atribuições iguais ou assemelhadas pelo prazo de quatro anos. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
§ 7º Lei federal disporá sobre as normas gerais a serem obedecidas na efetivação do disposto no § 4º. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
	 O princípio da eficiência tem muita preocupação com os MEIOS e os FINS. É preciso que se gaste o menor valor possível, obtendo o melhor resultado possível.
Princípio da Eficiência
	A doutrina entende que este princípio é uma UTOPIA, que ainda não se implementou na administração, que não foi aplicado ainda o princípio da eficiência de forma efetiva.
PRINCÍPIO DA ISONOMIA
Isonomia é dar tratamento aos iguais de forma igual e aos desiguais de forma desigual, na medida de suas desigualdades. Apesar de ser um conceito muito bom, ele também é muito abrangente. Definir seu conteúdo não é tarefa fácil.
Para melhor entendimento do princípio da isonomia deve ser identificado seu FATOR DE DISCRIMINAÇÃO e posteriormente