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1 - IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA

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em julgado.
	E) Multa civil – até 3x o valor do acrescido
	E) Multa civil – até 2x o valor do acrescido
	E) Multa civil – até 100x o valor da remuneração do agente.
	F) Proibição de contratar com o Poder Público e de receber benefício/incentivos fiscais – 10 anos
Obs: a proibição é de 10 anos, e não até 10 anos, impossibilitando que o juiz determine prazo inferior.
	F) Proibição de contratar com o Poder Público e de receber benefício/incentivos fiscais – 5 anos
Obs: a proibição é de 5 anos, e não até 5 anos, impossibilitando que o juiz determine prazo inferior.
	F) Proibição de contratar com o Poder Público e de receber benefício/incentivos fiscais – 3 anos
Obs: a proibição é de 3 anos, e não até 3 anos, impossibilitando que o juiz determine prazo inferior.
P: Servidor Público praticou ato de improbidade administrativa e estava sendo processado administrativamente (PAD). Poderá ser aplicada pena de perda de função?
R: A pena de perda de função decorrente da prática de ato de improbidade administrativa deve ser aplicada pelo juiz em ação de improbidade administrativa (decisão judicial). A perda de função em decorrência do PAD deve ser prevista no estatuto próprio do servidor, que elencará as condutas vedadas e as sanções respectivas.
Em outras palavras, a decisão do PAD não pode aplicar as penalidades da Lei 8429, tendo em vista serem sanções a serem aplicadas judicialmente. Não se deve confundir a instância civil (ação de improbidade administrativa) com a instância administrativa (PAD), sendo possível a concomitância das tramitações.
AÇÃO DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA
LEGITIMIDADE DE PARTE
É majoritário o entendimento de que a natureza da AIA é de Ação Civil Pública especial. Entretanto, os legitimados ativos para ingressar com a AIA não constam da Lei da Ação Civil Públicas, mas da lei 8.429 (art. 1).
Assim, é parte legítima para ingressar com AIA as pessoas elencadas no art. 1, consideradas sujeito passivo do ato de improbidade administrativa.
Atenção: Quando o servidor ímprobo ainda se encontra em exercício (Prefeito que pratica improbidade administrativa), logicamente, ele não ingressara com a AIA, cabendo ao MP essa função.
Atenção: Quando MP ingressa com a ação, a pessoa jurídica lesada deve ser chamada a participar, podendo ocorrer algumas situações:
Permanecer silente: quando o administrador ímprobo for o representante legal da pessoa jurídica lesada (ex: prefeito)
Auxiliar o MP: quando o administrador ímprobo já foi sucedido.
Quando a pessoa jurídica lesada ingressa com a AIA, deve haver a intimação do MP para atuar como “custus legis”.
COMPETÊNCIA PARA JULGAMENTO
A competência para processar e julgar a AIA é do primeiro grau de jurisdição, apesar do julgamento da corte especial do STJ no fim de 2009, em relação ao governador de SC.
TRANSAÇÃO NA AIA
Por expressa disposição legal é vedada qualquer transação em AIA.
Art. 17. A ação principal, que terá o rito ordinário, será proposta pelo Ministério Público ou pela pessoa jurídica interessada, dentro de trinta dias da efetivação da medida cautelar.
§ 1º É vedada a transação, acordo ou conciliação nas ações de que trata o caput.
DESTINAÇÃO DOS VALORES ARRECADADOS
A destinação dos valores da AIA é diverso da Ação Civil Pública. Segundo a LACP, deve ser constituído um fundo.
Na AIA, o valor arrecadado em decorrência das ações de ressarcimento, é devolvido à pessoa jurídica lesada.
PRESCRIÇÃO NA AÇÃO DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA
Da Prescrição
Art. 23. As ações destinadas a levar a efeitos as sanções previstas nesta lei podem ser propostas:
I - até cinco anos após o término do exercício de mandato, de cargo em comissão ou de função de confiança;
II - dentro do prazo prescricional previsto em lei específica para faltas disciplinares puníveis com demissão a bem do serviço público, nos casos de exercício de cargo efetivo ou emprego.
O prazo de prescrição para pretensão de ressarcimento ao erário é imprescritível, conforme art. 37, §5, CF.
Art. 37, § 5º - A lei estabelecerá os prazos de prescrição para ilícitos praticados por qualquer agente, servidor ou não, que causem prejuízos ao erário, ressalvadas as respectivas ações de ressarcimento.
	
CAUTELAR EM AÇÃO DE IMPROBIDADE ADMINISTIVA
A lei 8429 traz medidas cautelares para a improbidade, dentre elas o afastamento. São possíveis as cautelares de: 
Afastamento do servidor, esse será sem prejuízo da remuneração e deverá ser imprescindível a instrução processual enquanto necessário no processo. 
Indisponibilidade de bens. 
Investigação das contas bancárias, bloqueio de contas inclusive internacionais. A investigação de contas bancárias pode ser tanto no Brasil como no exterior. 
Seqüestro de bens, se necessário. Muitos autores falam que o correto seria medida de arresto.
ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO
CAPÍTULO V
Do Procedimento Administrativo e do Processo Judicial
        
Art. 14. Qualquer pessoa poderá representar à autoridade administrativa competente para que seja instaurada investigação destinada a apurar a prática de ato de improbidade.
§ 1º A representação, que será escrita ou reduzida a termo e assinada, conterá a qualificação do representante, as informações sobre o fato e sua autoria e a indicação das provas de que tenha conhecimento.
§ 2º A autoridade administrativa rejeitará a representação, em despacho fundamentado, se esta não contiver as formalidades estabelecidas no § 1º deste artigo. A rejeição não impede a representação ao Ministério Público, nos termos do art. 22 desta lei.
§ 3º Atendidos os requisitos da representação, a autoridade determinará a imediata apuração dos fatos que, em se tratando de servidores federais, será processada na forma prevista nos arts. 148 a 182 da Lei nº 8.112, de 11 de dezembro de 1990 e, em se tratando de servidor militar, de acordo com os respectivos regulamentos disciplinares.
Art. 15. A comissão processante dará conhecimento ao Ministério Público e ao Tribunal ou Conselho de Contas da existência de procedimento administrativo para apurar a prática de ato de improbidade.
Parágrafo único. O Ministério Público ou Tribunal ou Conselho de Contas poderá, a requerimento, designar representante para acompanhar o procedimento administrativo.
Art. 16. Havendo fundados indícios de responsabilidade, a comissão representará ao Ministério Público ou à procuradoria do órgão para que requeira ao juízo competente a decretação do seqüestro dos bens do agente ou terceiro que tenha enriquecido ilicitamente ou causado dano ao patrimônio público.
§ 1º O pedido de seqüestro será processado de acordo com o disposto nos arts. 822 e 825 do Código de Processo Civil.(AÇÃO CAUTELAR DE SEQUESTRO)
§ 2° Quando for o caso, o pedido incluirá a investigação, o exame e o bloqueio de bens, contas bancárias e aplicações financeiras mantidas pelo indiciado no exterior, nos termos da lei e dos tratados internacionais.
Art. 17. A ação principal, que terá o rito ordinário, será proposta pelo Ministério Público ou pela pessoa jurídica interessada, dentro de trinta dias da efetivação da medida cautelar.
§ 1º É vedada a transação, acordo ou conciliação nas ações de que trata o caput.
§ 2º A Fazenda Pública, quando for o caso, promoverá as ações necessárias à complementação do ressarcimento do patrimônio público.
§ 3o  No caso de a ação principal ter sido proposta pelo Ministério Público, aplica-se, no que couber, o disposto no § 3o do art. 6o da Lei no 4.717, de 29 de junho de 1965. (Redação dada pela Lei nº 9.366, de 1996)
§ 4º O Ministério Público, se não intervir no processo como parte, atuará obrigatoriamente, como fiscal da lei, sob pena de nulidade.
§ 5o  A propositura da ação prevenirá a jurisdição do juízo para todas as ações posteriormente intentadas que possuam a mesma causa de pedir ou o mesmo objeto. (Incluído pela Medida provisória nº 2.180-35, de 2001)
§ 6o  A ação será instruída com documentos ou justificação que contenham indícios suficientes da existência do ato de improbidade