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7 - ESTATUTO DOS SERVIDORES PÚBLICOS FEDERAIS (8.112)

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gastos do servidor que utiliza meio de transporte próprio para realizar serviço externo.
 Auxílio moradia:
Visa ressarcir os gastos do servidor com aluguel e com hospedagem em hotel (para o caso de servidor que mora fora da sede).
Somente possuem direito ao auxílio moradia os cargos de Ministro ou equivalentes, dentre outros (artigo 60-B, Lei 8112/90 – requisitos para o auxílio moradia).
GRATIFICAÇÕES
Gratificação de função:
Retribuição pelo exercício de função, direção, chefia e assessoramento (artigo 37, V, CF).
É benefício do detentor de cargo efetivo (quem prestou concurso público). É um acréscimo à remuneração de quem já exerce cargo efetivo.
Gratificação natalina:
1/12 da remuneração a que o servidor fizer jus no mês de dezembro, proporcional aos meses trabalhados durante o ano.
Se o servidor trabalhar por 15 dias já equivale a um mês.
A gratificação natalina é calculada com base no mês da exoneração. 
Gratificação por encargo de curso ou concurso:
Paga ao servidor que atua como instrutor em curso de formação ou participa de banca examinadora de vestibular e concurso público.
Esta gratificação apenas pode ser paga caso as atividades exercidas pelo servidor não sejam comprometidas (possibilidade de utilização do regime de compensação de horas).
ADICIONAIS
Adicional de insalubridade, periculosidade e atividade penosa:
Insalubridade: serviço prejudicial à saúde.
Periculosidade: serviço que cria risco para a vida do servidor.
Atividade penosa: atividade realizada em zona de fronteira ou em localidade cujas condições justifiquem o pagamento do adicional.
Observação: de acordo com a Lei 8112/90, não pode o servidor, que atua em condições insalubres e perigosas ao mesmo tempo, acumular adicionais de insalubridade e de periculosidade.
Por força do Princípio da Legalidade não se pode afirmar que, por não haver proibição legal, o adicional de atividade penosa poderia ser cumulado com outro adicional. Demais da impossibilidade por força do Princípio da Legalidade, há que se mencionar que o Decreto 493/92, em seu artigo 4, proíbe a acumulação de adicional de atividade penosa com qualquer outro semelhante.
Percentual do adicional:
A Lei 8270/91, em seu artigo 12, determina os percentuais dos adicionais.
No caso da insalubridade, há de se verificar o nível de prejuízo à saúde para fixação do percentual dentre os previstos na lei (5, 10 ou 20%). No caso de gratificação em virtude de substâncias radioativas, o percentual do adicional será de 10%.
O percentual do adicional de periculosidade é se 10%.
O artigo 17 da Lei 8270/91 traz o percentual do adicional para as atividades penosas: - 15% se a atividade penosa ocorrer em capitais; - 30% se a atividade penosa ocorrer em outras localidades. 
Observação.: empregada gestante ou lactante desempenhará suas atividades em outro local, que não seja insalubre, perigoso ou penoso.
Adicional de serviço extraordinário:
Acréscimo de 50% em relação ao valor pago pela hora normal.
Situações excepcionais, de forma temporária e com, no máximo, duas horas a mais por jornada.
Adicional por serviço noturno:
Acréscimo de 25% em relação ao valor pago pela hora normal.
Período noturno é aquele que compreende o interregno compreendido entre as 22 horas e as 5 horas do dia seguinte.
A hora, no período noturno, equivale a 52 minutos e 30 segundos.
Observação.: é possível acumular adicional por serviço extraordinário com adicional por serviço noturno (aumenta-se 50% e, do resultado, aumenta-se 25%).
Adicional de férias:
O adicional de férias será de 1/3 da remuneração do servidor no período de férias.
Este adicional deverá ser pago em até 2 dias antes do início das férias.
Se o servidor parcelar as férias, o adicional será pago no primeiro período.
FÉRIAS
Regra: 30 dias por ano trabalhado.
O primeiro período aquisitivo surge apenas após 12 meses trabalhados.
A partir do segundo período aquisitivo as férias são tiradas por exercício.
É possível, de acordo com a Lei 8112/90, a acumulação das férias até dois períodos, desde que haja necessidade do serviço.
As férias podem ser parceladas em até 3 etapas, desde que haja requerimento do servidor (a Administração poderá, de acordo com seu interesse, deferir ou não o pedido de parcelamento de férias).
EXCEÇÃO: servidor que atua com raio-x ou com substâncias radioativas possui 20 dias consecutivos de férias por semestre, proibida a acumulação em qualquer hipótese.
STJ (REsp 494702): no caso de vacância em virtude da posse em cargo inacumulável, se não houver interrupção do serviço nem diversidade do vínculo, o servidor terá direito a transferir as férias não gozadas no cargo anterior para o novo cargo.
STF (AgR AI 594001): direito do servidor aposentado a indenização por férias e licença prêmio adquiridas e não gozadas. Fundamentos: vedação do enriquecimento sem causa da Administração e responsabilidade civil do Estado.
As férias podem ser interrompidas:
Calamidade pública
Comoção interna
Convocação para Júri, serviço militar ou trabalho eleitoral
Necessidade excepcional do serviço, declarada pelo chefe hierárquico imediatamente superior.
LICENÇA
LICENÇA POR MOTIVO DE DOENÇA EM PESSOA DA FAMÍLIA:
Família, para fins da Lei 8112/90, envolve cônjuge, companheiro, pais, filhos, padrasto, madrasta, enteados, dependentes que vivam às custas do servidor e que constem do assentamento funcional.
O servidor deve demonstrar que a sua ajuda é indispensável para o tratamento do familiar. Demais disso, o servidor deve demonstrar que a ajuda não pode ser prestada em conjunto com o trabalho nem em regime de compensação de horas.
Durante o período da licença é vedado o exercício de atividade remunerada.
Esta licença será por prazo máximo de 150 dias, contados da seguinte forma:
30 dias iniciais com remuneração, sendo que estes dias podem ser prorrogados por mais 30, também com remuneração.
90 dias finais sem remuneração.
Importante mencionar que apenas o período da licença remunerada será contado como tempo de serviço para fins de aposentadoria e de disponibilidade (artigo 103, II, Lei 8112/90).
Não será concedida nova licença em período inferior a 12 meses do término da licença anteriormente concedida.
Sem remuneração
Com remuneração
Seção II
Da Licença por Motivo de Doença em Pessoa da Família
Art. 83.  Poderá ser concedida licença ao servidor por motivo de doença do cônjuge ou companheiro, dos pais, dos filhos, do padrasto ou madrasta e enteado, ou dependente que viva a suas expensas e conste do seu assentamento funcional, mediante comprovação por perícia médica oficial. (Redação dada pela Lei nº 11.907, de 2009)
        § 1o  A licença somente será deferida se a assistência direta do servidor for indispensável e não puder ser prestada simultaneamente com o exercício do cargo ou mediante compensação de horário, na forma do disposto no inciso II do art. 44. (Redação dada pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)
§ 2o  A licença de que trata o caput, incluídas as prorrogações, poderá ser concedida a cada período de doze meses nas seguintes condições: (Redação dada pela Lei nº 12.269, de 2010)
I - por até 60 (sessenta) dias, consecutivos ou não, mantida a remuneração do servidor; e (Incluído pela Lei nº 12.269, de 2010)
II - por até 90 (noventa) dias, consecutivos ou não, sem remuneração.  (Incluído pela Lei nº 12.269, de 2010)
§ 3o  O início do interstício de 12 (doze) meses será contado a partir da data do deferimento da primeira licença concedida. (Incluído pela Lei nº 12.269, de 2010)
§ 4o  A soma das licenças remuneradas e das licenças não remuneradas, incluídas as respectivas prorrogações, concedidas em um mesmo período de 12 (doze) meses, observado o disposto no § 3o, não poderá ultrapassar os limites estabelecidos nos incisos I e II do § 2o. (Incluído pela Lei nº 12.269, de 2010)
LICENÇA EM RAZÃO DO AFASTAMENTO DO CÔNJUGE OU DO COMPANHEIRO:
Caso de o cônjuge ou companheiro ser deslocado para qualquer outro ponto do território