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Capítulo 1 - Terminologia básica dos movimentos

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cabeça fica superior ao tronco, o tronco fica superior à coxa, e assim por 
diante. O trocânter maior fica localizado na parte superior do fêmur, enquanto o 
epicôndilo medial do úmero fica localizado na extremidade inferior do úmero. 
 A localização de um objeto ou um movimento com relação à parte da 
frente ou de trás é denominada anterior e posterior, respectivamente. Assim, o 
quadríceps fica localizado na parte anterior da coxa, enquanto os isquio-tibiais 
ficam localizados na parte posterior da coxa. Anterior é também sinônimo do 
termo ventral quando descreve uma localização no corpo humano, enquanto 
posterior refere-se à superfície ou posição dorsal do corpo humano. 
 Para descrever atividade ou localização de um segmento ou referência 
posicionado no mesmo lado que um ponto de referência particular, usa-se o 
termo ipsolateral. Ações, posições ou pontos de referência no lado oposto 
podem ser denominados com o termo contralateral. Assim, quando uma 
pessoa levanta sua perna direita para frente, ocorre atividade muscular 
extensora no músculo iliopsoas da mesma perna, a perna ipsolateral, e ocorre 
também atividade extensora no glúteo médio da perna contralateral para 
manter o equilíbrio e suporte. Na caminhada, enquanto o membro inferior 
ipsolateral desloca-se para frente, o outro membro, o contralateral, está 
empurrando o solo para impulsionar a pessoa para frente. 
Descrição dos Movimentos 
 Movimentos Básicos Existem seis movimentos básicos que ocorrem em 
combinações variáveis nas articulações do corpo. Os dois primeiros 
movimentos, flexão e extensão, são encontrados em quase todas as 
articulações sinoviais, ou completamente móveis, do corpo, incluindo os 
artelhos, tornozelo, joelho, quadril, tronco, ombro, cotovelo, punho e dedos. A 
flexão é o movimento de curvar-se em que o ângulo relativo entre dois 
segmentos adjacentes diminui. Extensão é o movimento de endireitamento em 
que o ângulo relativo entre dois segmentos adjacentes aumenta à medida que 
a articulação retorna para a posição zero, anatômica. Na FIGURA 1-7 existem 
vários exemplos de flexão e extensão. Uma pessoa pode também fazer 
hiperflexão se o movimento de flexão for além dos 180 graus ou além da 
metade de um círculo. Isso pode somente acontecer quando o braço move-se 
para frente e para cima em flexão de 180 graus até ficar ao lado da cabeça, e, 
então, faz uma hiperflexão quando continua a mover-se além da cabeça em 
direção às costas. A hiperextensão pode ocorrer em muitas articulações 
diferentes à medida que o movimento de extensão continua além da posição 
zero original. É comum ver movimentos de hiperextensão no tronco, braço, 
coxa e mão. 
 No movimento de tocar os dedos do pé com as mãos, ocorre flexão nas 
articulações vertebrais, nos ombros e quadris. O retorno à posição ereta 
envolve movimentos opostos de extensão vertebral, extensão de quadril e 
extensão de ombro. A fase de potência de um "jump" no basquetebol é 
produzida pela cadência homogênea dos movimentos dos membros inferiores 
de extensão do quadril, extensão de joelho e extensão de tornozelo 
coordenados com os movimentos de flexão de ombro, extensão de cotovelo e 
flexão de punho no membro que está fazendo o arremesso. Este exemplo 
ilustra a importância dos movimentos de extensão dos membros inferiores na 
produção de potência. 
 
[13] 
 
Nota de revisor: a seguir apresenta-se a FIGURA 1-7 cuja legenda é: 
Movimentos de flexão e extensão. Os movimentos de flexão e extensão 
ocorrem em muitas articulações do corpo incluindo: as vertebrais, as do ombro, 
as do cotovelo, as do punho, as metacarpofalângicas, as interfalângicas, as do 
quadril, as do joelho e as metatarsofalângicas. 
 
As extensões dos membros inferiores geralmente servem para produzir 
impulsão para cima, trabalhando contra a tração da gravidade. É oposta na 
articulação do ombro em que os movimentos de flexão são usados 
primariamente para desenvolver impulsão para cima contra a gravidade de 
modo a levantar o membro. 
 O segundo par de movimentos, abdução e adução, não são tão comuns 
quanto a flexão e extensão, e ocorrem somente nas articulações 
metatarsofalângicas. do quadril, do ombro, do punho e metacarpofalângicas. 
Vários desses movimentos estão representados na FIGURA 1-8. Abdução é o 
movimento para longe da linha média do corpo ou do segmento. Um exemplo é 
levantar o braço ou perna para o lado ou separar os dedos da mão ou pé. A 
hiptrabdução pode ocorrer na articulação do ombro quando o braço move-se 
além de 180 graus lateralmente ultrapassando a cabeça. Adução é o 
movimento de retorno do segmento para a linha média do corpo ou do 
segmento. Conseqüentemente, trazer os braços de volta para o lado do tronco, 
unir as pernas ou unir os dedos e artelhos são exemplos de adução. A 
hiperadução ocorre freqüentemente no braço e coxa quando a adução continua 
além da posição zero, de modo que o membro cruza o corpo. Esses 
movimentos de um lado para outro são usados comumente para manter o 
equilíbrio e estabilidade em habilidades esportivas que utilizam membros 
inferior e superior. O controle ou impedimento de movimentos de abdução e 
adução da coxa são especialmente cruciais para a manutenção da estabilidade 
pélvica e dos membros durante a caminhada e a corrida. 
 Os dois últimos movimentos básicos são as rotações, ilustradas na 
FIGURA 1-9. As rotações podem ser tanto mediais, também chamadas de 
internas, quanto laterais, também chamadas de externas. As rotações são 
denominadas para a direita e para a esquerda somente para cabeça e tronco. 
Quando se parte da posição fundamental inicial, a rotação medial ou interna 
refere-se ao movimento de um segmento ao redor do eixo vertical que passa 
pelo segmento de modo que a superfície anterior do segmento move-se em 
direção à linha média do corpo enquanto a superfície posterior move-se para 
longe da linha média. 
 
[14] 
 
Nota de revisor: a seguir apresenta-se a FIGURA 1-8 cuja legenda é: 
Movimentos de abdução e adução. Os movimentos de abdução e adução 
ocorrem nas articulações esternoclavicular, do ombro, do punho, 
metacarpofalângicas, do quadril, intertársicas e metatarsofalângicas. 
 
 
[15] 
 
Nota de revisor: a seguir apresenta-se a FIGURA 1-9 cuja legenda é: 
Movimentos de rotação. A rotação ocorre nas articulações vertebrais, do 
ombro, do quadril e do joelho. 
 
Rotação lateral ou externa é o movimento oposto; a superfície anterior move-se 
para longe da linha média, e a superfície posterior do segmento move-se em 
direção à linha média. Como a linha média atravessa os segmentos do tronco e 
da cabeça, as rotações nesses segmentos são descritas para a esquerda ou 
direita a partir da perspectiva de quem as realiza. A rotação para a direita é o 
movimento da parte anterior do tronco de modo que ele fique para a direita, 
enquanto a parte posterior fica para a esquerda, e a rotação esquerda é o 
movimento oposto, em que a parte anterior do tronco volta-se para a esquerda 
e a posterior para a direita. As rotações ocorrem nas articulações das 
vértebras, ombro, quadril e joelho. As rotações são muito importantes para os 
esportes que mexem com o tronco, braço ou coxa. Para o arremesso, o braço 
que faz o arremesso gira lateralmente na fase preparatória e gira medialmente 
nas fases de potência e na de seguimento. O tronco complementa a ação do 
braço com rotação direita na fase preparatória (arremesso com a mão direita) e 
rotação esquerda na fase de potência e de seguimento. Do mesmo modo, a 
coxa direita gira lateralmente na fase preparatória e gira medialmente até que 
saia do solo na fase de potência. 
 
[16] 
 
 Termos Especializados para Descrever Movimentos 
 Existem nomes especializados que se referem a vários movimentos 
segmentares (FIGURA 1-10). Apesar de a maioria desses movimentos 
segmentares estar tecnicamente entre os seis movimentos