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Alimentação e Nutrição em Paralisia Cerebral Um Guia Para os Pais e Cuidadores

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ali-
mentação, é imprescindível que os cuidadores administrem as refeições de 
forma calma, sem pressa, posicionando o indivíduo de forma correta e que 
tenham em atenção as necessidades e dificuldades da pessoa que está ao 
seu cuidado. Nem sempre os cuidadores dispõem da informação necessária 
para lidar com as condições e problemas de saúde específicos das pessoas 
com PC. Sempre que existirem dúvidas sobre qualquer questão, os cuidado-
res deverão consultar um profissional da área. 
VIVER EM INSTITUIÇÕES
Existem situações em que uma pessoa com PC, por viver numa institui-
ção com outras pessoas que também necessitam de cuidados especiais, 
poderá ter uma menor atenção individualizada por parte dos cuidadores. 
É importante assegurar nestes locais a existência de profissionais:
• Em número suficiente;
• Com a disponibilidade necessária para administrar refeições calma-
mente, em segurança e num ambiente tranquilo;
• Com formação em diversas áreas, nomeadamente na capacidade de 
comunicar e perceber as necessidades desta população tão específica.
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As dificuldades alimentares, tão frequentes na Paralisia Cerebral, são um importante fator preditor de um inadequado estado de saúde e 
nutrição e de uma má qualidade de vida. Todos estes aspetos provocam 
preocupação e angústia nos cuidadores de pessoas com PC.
Uma alimentação adequada e adaptada a cada caso em particular é im-
prescindível e deverá constituir um momento de prazer para o indivíduo 
e cuidadores. Dar orientações que ajudem os cuidadores a lidar melhor 
com todos os desafios relacionados com os problemas alimentares na PC 
levaram à criação deste manual. 
Esperamos que este seja uma mais-valia para todos os que dele usu-
fruam e que a alimentação possa ser um momento de diversão e celebra-
ção, apesar de todas as dificuldades comuns nesta população.
Conclusão
Anexos
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PEQUENO-ALMOÇO
1 chávena almoçadeira de leite meio gordo com 1 colher de chá 
de mel + 1 pão com queijo/fiambre/manteiga ou 6 bolachas Maria/
Torrada ou 4 tostas ou 8 bolachas redondas de água e sal 
ou 2 “mãos” de cereais não açucarados (tipo Corn Flakes). 
MERENDA DA MANHÃ
1 iogurte de aromas + 1 peça de fruta ou 3 bolachas Maria/Torrada 
ou 2 tostas ou 4 bolachas redondas de água e sal ou 1 “mão” 
de cereais não açucarados (tipo Corn Flakes).
ALMOÇO
Sopa de legumes [(quantidade por pessoa para duas refeições): 
3 chávenas almoçadeiras de legumes e hortaliças (300 g) em cru 
+ 1 batata média ou 1 mão de arroz ou massa ou feijão ou grão 
em cru + 2 colheres de chá de azeite em cru] + Prato Principal (carne 
ou peixe ou 1 ovo + arroz ou massa ou batata + legumes/hortaliças) 
+ Sobremesa: 1 peça de fruta. 
PRIMEIRA MERENDA DA TARDE
Idêntico ao pequeno-almoço, seguindo uma alimentação variada.
SEGUNDA MERENDA DA TARDE
1 iogurte de aromas.
JANTAR
Idêntico ao almoço, seguindo uma alimentação variada.
CEIA
1 chávena almoçadeira de leite meio gordo 
+ 1 colher de sobremesa de leite em pó. 
Observação: Em caso de dificuldade de mastigação, poderá triturar os alimentos 
anteriormente referidos.
Exemplo de um dia 
alimentar saudável
Anexo A
Anexo B
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Pequeno-almoço
1 chávena de leite meio gordo 
+ 50 g de cereais tipo açucarados 
e/ou com chocolate;
Merenda da manhã
1 bolo 
+ 1 sumo tipo “Ice Tea”;
Almoço
Bife com batatas fritas 
e arroz + 1 fatia de 
pudim + refrigerante; 
Primeira merenda da tarde
1 pão de leite + 1 sumo 
tipo “Ice Tea”; 
Segunda merenda da tarde
4 bolachas de chocolate; 
Jantar
Lasanha + 1 gelatina 
+ refrigerante;
Ceia
1 chávena de leite meio gordo com 
chocolate + açúcar. 
O QUE COSTUMO COMER…
Pequeno-almoço
1 chávena de leite meio 
gordo + 30 g de cereais 
tipo Corn flakes;
Merenda da manhã
1 peça de fruta;
Almoço
Sopa de legumes + bife de peru 
grelhado com arroz de cenoura 
e salada de alface e tomate + 1 peça 
de fruta + água;
Primeira merenda da tarde
1 pão com queijo/fiambre/manteiga 
+ 1 sumo natural de laranja;
Segunda merenda da tarde
4 bolachas tipo Maria/Torradas;
Jantar
Sopa de legumes + robalo 
assado com batatas “a murro” 
e legumes salteados + 1 peça 
de fruta + água;
Ceia
1 chávena de leite meio gordo. 
E O QUE DEVERIA COMER?
O que costumo 
comer… E o que 
deveria comer?
Anexo C
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Exemplos de 
alimentos de textura 
mole e pastosa
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PEQUENO-ALMOÇO
200 ml de leite meio gordo com 1 pão triturado;
MEIO DA MANHÃ
100 ml de sumo natural de laranja com 3 bolachas tipo Maria trituradas;
ALMOÇO
200 ml de sopa enriquecida com carne/peixe/ovo 
+ 100 ml de fruta passada; 
PRIMEIRA MERENDA DA TARDE
200 ml de leite meio gordo com 30 g de cereais não açucarados 
tipo Corn Flakes triturados; 
SEGUNDA MERENDA DA TARDE
100 ml de fruta passada;
JANTAR
200 ml de sopa enriquecida com carne/peixe/ovo 
+ 100 ml de fruta passada;
CEIA
100 ml de leite meio gordo. 
Observação: Deverá dar-se entre as refeições cerca de 50 ml de água e verificar 
o resíduo gástrico antes de fornecer a refeição. 
Exemplo de um dia 
alimentar com PEG
Anexo D
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Alimentação saudável: padrão alimentar assente nas orientações da nova 
roda portuguesa dos alimentos, isto é, consiste numa alimentação equili-
brada, completa e variada. 
Alimentação Monótona: padrão alimentar com escassa variedade ali-
mentar ou pouco variado a nível organolético. 
Baixo Peso: peso inferior ao recomendado, para se ser saudável.
Disfagia: dificuldade para deglutir (engolir) alimentos sólidos/líquidos, 
desde o seu trajeto inicial na boca até a sua transição do esófago para o 
estômago.
Deglutição: ato de engolir alimentos sólidos e líquidos ou secreções. Pela 
deglutição, os alimentos presentes na boca chegam ao estômago, passan-
do pela faringe e pelo esófago.
Desnutrição: condição clínica decorrente de uma muito baixa ingestão ou 
absorção de nutrientes essenciais ao organismo humano.
Excesso de Peso: peso superior ao recomendado, para se ser saudável.
Flora Intestinal: diversidade bacteriana presente no intestino humano, 
responsável principalmente pelo bom funcionamento do sistema imunitá-
rio, tais como outras funções essenciais ao nosso organismo. 
Gastrostomia Endoscópica Percutânea: procedimento que consiste na 
introdução de uma sonda na cavidade gástrica através da parede abdomi-
nal, permitindo a administração direta de alimentos, líquidos e medicação 
através da sonda no estômago. 
Hipertonia: traduz-se por uma tonicidade muscular aumentada.
Hipotonia: traduz-se por uma tonicidade muscular diminuída.
Ingestão hídrica: ingestão de água ou líquidos cuja composição principal 
seja água (tisanas, chás).
Macronutrientes: nutrientes necessários ao organismo, tais como hidra-
tos de carbono, proteínas e gorduras, presentes nos alimentos. Fornecem 
energia e componentes fundamentais para o crescimento e manutenção 
do organismo. 
Micronutrientes: nutrientes necessários ao organismo, tais como vitami-
nas e minerais, presentes nos alimentos. Embora sejam requeridos dia-
riamente em pequenas quantidades, são imprescindíveis para se ter uma 
alimentação equilibrada e variada. 
Obstipação: vulgarmente, designada por prisão de ventre, é caracteriza-
da pela dificuldade constante de evacuação das fezes. Sintoma ou efeito 
de uma alimentação pobre em fibras e em líquidos, o que leva a que o 
organismo responda retendo as fezes no intestino por um período maior 
do que o normal.
Paralisia Cerebral: grupo de perturbações no desenvolvimento do con-
trolo motor e da postura, derivado de uma lesão não progressiva aquando 
do desenvolvimento do sistema nervoso central. 
Refluxo Gastroesofágico: processo no qual os alimentos e ácidos presen-
tes no estômago voltam para o esófago, em vez de seguir o fluxo normal 
da digestão. Esse refluxo pode causar

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