Protocolo Sisvan
33 pág.

Protocolo Sisvan

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9 7 8 8 5 3 3 4 1 5 3 6 2
ISBN 978-85-334-1536-2
MINISTÉRIO DA SAÚDE
Protocolos do Sistema de Vigilância Alimentar e 
Nutricional \u2013 SISVAN na assistência à saúde
Brasília \u2013 DF
2008
MINISTÉRIO DA SAÚDE
Secretaria de Atenção à Saúde 
Departamento de Atenção Básica 
Protocolos do Sistema de Vigilância Alimentar e 
Nutricional \u2013 SISVAN na assistência à saúde
Série B. Textos Básicos de Saúde
Brasília \u2013 DF
2008
5© 2008 Ministério da Saúde.
Todos os direitos reservados. É permitida a reprodução parcial ou total desta obra, desde que citada a fonte e que não seja para venda ou qualquer 
fim comercial.
A responsabilidade pelos direitos autorais de textos e imagens desta obra é da área técnica.
A coleção institucional do Ministério da Saúde pode ser acessada, na íntegra, na Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde: http://www.
saude.gov.br/bvs
Série B. Textos Básicos de Saúde
Tiragem: 1ª edição - 2008 - 5.000 exemplares
Elaboração, distribuição e informações:
MINISTÉRIO DA SAÚDE 
Secretaria de Atenção à Saúde 
Departamento de Atenção Básica 
Coordenação-Geral da Política de Alimentação e Nutrição
SAF Sul, Quadra 2 Lote 5/6, Bloco II \u2013 Sala 8 - Auditório, Edifício Premium
CEP: 70070 - 600, Brasília-DF
Tel.: (61) 3306-8012
E-mail: sisvan@saude.gov.br
Home page: www.saude.gov.br/nutricao 
Supervisão geral: 
Ana Beatriz Vasconcellos (CGPAN/ DAB/ SAS/ MS)
Equipe de elaboração: 
Janine Giuberti Coutinho (CGPAN/ DAB/ SAS/ MS)
Kathleen Sousa Oliveira (CGPAN/ DAB/ SAS/ MS)
Natacha Toral (CGPAN/ DAB/ SAS/ MS)
Patrícia Chaves Gentil (CGPAN/ DAB/ SAS/ MS)
Célio Luiz Cunha (CGPAN/ DAB/ SAS/ MS)
tAntônio Fagundes (CGPAN/ DAB/ SAS/ MS)
Colaboradores especiais:
Andréa Bonilha Bordin (SESA/ Paraná)
Elyne Engstrom (CECAN- Sudeste)
Maria Alice Lantmann (CEAN \u2013 RS)
Maria Teresa Gomes de Oliveira Ribas (PUCPR/ FESAN-PR /CECAN-Sul)
Patrícia Sens (SESA/ Paraná)
Regina Maria Ferreira Lang (UFPR/CECAN-Sul)
Renilsa S. Amorim Souza (CMAN- Vitória/ ES)
Sílvia Maria Bittar (CECAN-Sul)
Sílvia Saldiva (Instituto de Saúde/ SP)
Sônia Francisca Costa (SESA/ BA)
Projeto gráfico e capa: 
Alexandre Soares de Brito (CGPAN/ DAB/ SAS/ MS)
Impresso no Brasil / Printed in Brazil
Ficha Catalográfica
Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica.
Protocolos do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional \u2013 SISVAN na assistência à saúde / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde. 
Departamento de Atenção Básica.\u2013 Brasília : Ministério da Saúde, 2008.
61 p. : il. \u2013 (Série B. Textos Básicos de Saúde)
ISBN 978-85-334-1536-2
1. Sistema de Informações sobre Vigilância Alimentar e Nutricional. 2. Vigilância nutricional. 3. Administração de serviços de saúde. 4. Gestão do 
SUS. I. Título. II. Série.
CDU 35:614
Catalogação na fonte \u2013 Coordenação-Geral de Documentação e Informação \u2013 Editora MS \u2013 OS 2008/0996
Títulos para indexação:
Em inglês: Protocols of Feeding and Nutritional Surveillance System \u2013 SISVAN in health care (Brazil)
Em espanhol: Protocolo del Sistema de Vigilancia Alimentaria y Nutricional \u2013 SISVAN en la atención a la salud (Brasil)
SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO
2. MARCOS LEGAIS DA ATENÇÃO BÁSICA
3. ABRANGÊNCIA DOS PROTOCOLOS DO SISVAN
4. PROTOCOLOS DO SISVAN POR FASE DA VIDA
REFERÊNCIAS
ANEXOS
APÊNDICE
6 7
1. INTRODUÇÃO
Nos últimos anos, têm-se observado uma mudança na orientação dos serviços de saúde, 
rompendo com a hegemonia do cuidado curativo centrado na atenção hospitalar e redirecionando 
o atendimento para a atenção básica. Dessa forma, são cada vez mais valorizadas as estratégias de 
promoção e de prevenção em saúde, visando alcançar um grau de resolubilidade de ações para evitar 
o agravamento de situações mórbidas e reduzindo a evolução de agravos que possam demandar uma 
atenção de maior complexidade.
O Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN) foi regulamentado como atribuição do 
Sistema Único de Saúde (SUS), por meio da Portaria nº 080-P, de 16 de outubro de 1990, do Ministério 
da Saúde e da Lei nº 8080/ 1990, capítulo I, artigo 6º, inciso IV \u2013 Lei Orgânica da Saúde. Antes desse 
momento, existiam inúmeras experiências locais em diversas partes do País, sem uma articulação 
estadual e nacional.
Além do exposto e baseado na terceira diretriz da Política Nacional de Alimentação e Nutrição, 
que se refere à avaliação e ao monitoramento da situação alimentar e nutricional da população brasileira, 
faz-se necessário destacar que as ações de vigilância alimentar e nutricional realizadas com os usuários 
do SUS devem ser incorporadas às rotinas de atendimento na rede básica de saúde. O objetivo é a 
detecção precoce de situações de risco nutricional e à prescrição de ações que possibilitem prevenir 
agravos à saúde e reverter ao quadro de normalidade quando possível. 
Mais recentemente, com o movimento nacional em direção à discussão da temática da Segurança 
Alimentar e Nutricional (SAN) na gestão pública, o fortalecimento das ações de alimentação e nutrição em 
todos os níveis de atenção à saúde tem constituído o elenco de diretrizes estratégicas para a consolidação 
dessa política. Nesse campo, a ampliação da cobertura do SISVAN para grupos populacionais específicos, 
a capacitação de profissionais para as ações de VAN, bem como a disponibilização dos indicadores 
nutricionais como base para a formulação e implementação de políticas públicas de SAN figuram entre 
as principais exigências para o cumprimento dessa diretriz (BRASIL 2007a).
Para tanto, é necessário a padronização dos indicadores de diagnóstico do estado nutricional 
em diferentes fases da vida, bem como as rotinas de monitoramento nutricional com base em critérios 
epidemiológicos. Dessa forma, visa-se sistematizar, por meio de protocolos, a avaliação do estado 
nutricional do público que busca atendimento na rede básica de saúde. Por último este material 
destina-se principalmente aos profissionais de saúde que fazem parte da atenção básica e da média 
complexidade ambulatorial; portanto, não constitui um protocolo de atendimento em nível hospitalar, 
seja de média ou alta complexidade hospitalar. 
São apresentados os protocolos de atendimento que devem ser aplicados em cada situação 
nutricional diagnosticada dentro das competências dos profissionais de saúde, incluindo o nutricionista, 
que atuam na atenção básica. Os protocolos do SISVAN fundamentam-se na nova lógica da Programação 
Pactuada e Integrada (PPI) da Assistência à Saúde (BRASIL 2006a). Trata-se de um material elaborado 
coletivamente pelo Grupo de Trabalho do SISVAN, estabelecido pela Coordenação-Geral da Política 
de Alimentação e Nutrição em parceria com Coordenações Estaduais e Municipais de Alimentação e 
Nutrição e Centros Colaboradores de Alimentação e Nutrição. 
2. MARCOS LEGAIS DA ATENÇÃO BÁSICA
Os marcos legais da atenção básica são os arcabouços teóricos que dão sustentação às ações 
de vigilância alimentar e nutricional, incluindo aquelas previstas nos protocolos de assistência à saúde. 
Dentre os principais espaços da atenção básica que compõem esse embasamento, destacam-se as leis 
e portarias relacionadas às ações da referida vigilância.
2.1. Leis:
\u2022 Lei nº 8.080, de 19 de setembro de 1999:
Lei Orgânica do SUS: dispõe sobre as condições para a promoção, proteção 
e recuperação da saúde, a organização e o funcionamento dos serviços 
correspondentes. Define-se como campo de atuação do Sistema Único de 
Saúde \u2013 SUS a vigilância nutricional e a orientação alimentar.
\u2022 Lei nº 11.346, de 15 de setembro de 2006:
Lei Orgânica de Segurança alimentar e Nutricional (LOSAN): cria o Sistema Nacional de Segurança 
Alimentar e Nutricional - SISAN com vistas em assegurar o direito humano à alimentação adequada. 
Destaca-se que o SISAN tem como base, entre outras diretrizes,