QUESTOES E RESPOSTAS-PROVA-DIREITO PENAL I
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QUESTOES E RESPOSTAS-PROVA-DIREITO PENAL I

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CAPÍTULO 01 – PRINCÍPIOS DO DIREITO PENAL

1. (CESPE / Analista Judiciário - TRE - BA / 2010) Para a doutrina e

jurisprudência majoritária, o princípio da insignificância, quando possível sua

aplicação, exclui o crime, afastando a antijuridicidade.

Errado. O princípio da insignificância ou da bagatela, conforme vêm admitindo a

doutrina e a jurisprudência majoritária, exclui a tipicidade penal e não a antijuridicidade.

2. (CESPE / OAB / 2009.1) O princípio da intervenção mínima, que estabelece a

atuação do direito penal como ultima ratio, orienta e limita o poder incriminador

do Estado, preconizando que a criminalização de uma conduta só se legitima se

constituir meio necessário para a proteção de determinado bem jurídico.

Correto. O princípio da intervenção mínima afirma que o Direito Penal deve intervir o

menos possível na sociedade, atuando como ultima ratio, ou seja, somente quando as

outras formas de sanção ou controle social forem insuficientes para a sua proteção. O

Estado deve tutelar apenas os bens jurídicos mais importantes, deixando para os outros

ramos do Direito as demais medidas protetoras para o indivíduo e a coletividade.

3. (CESPE / OAB / 2009.1) De acordo com o princípio da fragmentariedade, o

poder punitivo estatal não pode aplicar sanções que atinjam a dignidade da pessoa

humana ou que lesionem a constituição físico-psíquica dos condenados por

sentença transitada em julgado.

Errado. A questão faz menção ao princípio da humanidade, preconizado pela Lei Maior,

em seu art. 1°, III, que é um dos fundamentos do Estado Democrático de Direito. O

princípio da

fragmentariedade mostra que apenas uma pequena parcela de bens jurídicos, aqueles

mais importantes e necessários ao convívio em sociedade, será protegida pelo Direito

Penal. Aí aparece o caráter fragmentário da intervenção penal, tutelando apenas os casos

de lesões de maior gravidade.

4. (CESPE / Procurador - FPH - SE / 2009) Acerca da jurisprudência do STJ

quanto ao princípio da insignificância, julgue o item a seguir. O crime de

responsabilidade praticado por prefeito não comporta aplicação do princípio da

insignificância, pois desse agente público exige-se comportamento ético e moral.

Correto. Este foi o entendimento do Superior Tribunal de Justiça acerca de crimes

praticados por prefeitos. Pronunciou-se o STJ pela não aplicação do princípio da

insignificância se o bem atingido for a Administração Pública. Segundo o julgado,

busca-se resguardar não somente o ajuste patrimonial, mas a moral administrativa, ainda

que o valor da lesão seja considerado ínfimo. Nesse sentido, atente-se ao HC

132.021/PB.

5. (CESPE / OAB / 2009.1) Segundo o princípio da culpabilidade, o direito penal

deve limitar-se a punir as ações mais graves praticadas contra os bens jurídicos

mais importantes, ocupando-se somente de uma parte dos bens protegidos pela

ordem jurídica.

Errado. A questão define com exatidão o princípio da fragmentariedade. No princípio da

culpabilidade, o dolo ou a culpa devem estar na conduta do agente, afastando-se assim a

responsabilidade objetiva.

6. (CESPE / Juiz - TRF 1ª Região / 2009) Ainda que seja a nota falsificada de

pequeno valor, descabe, em princípio, aplicar ao crime de moeda falsa o princípio

da insignificância, pois, tratando-se de delito contra a fé pública, é inviável a

afirmação do desinteresse estatal na sua repressão.

Correto. A preocupação do legislador neste tipo penal é a confiança que a sociedade

deposita na moeda. Mesmo que a menor quantidade ou o menor valor das notas

represente, de forma matemática, um menor prejuízo, não se pode quantificar o dano

causado à sociedade. Assim, sendo o crime de moeda falsa um crime contra a fé

pública, não se admite a aplicação do princípio da insignificância.

7. (CESPE/ OAB /2009.1) Segundo o princípio da ofensividade, no direito penal

somente se consideram típicas as condutas que tenham certa relevância social, pois

as consideradas socialmente adequadas não podem constituir delitos e, por isso,

não se revestem de tipicidade.

Errado. A questão mostra o princípio da adequação social. Concebida por Hans Welzel,

ela aduz que não pode ser considerada criminosa a conduta socialmente adequada ou

reconhecida, ainda que tipificada na lei. É o caso, por exemplo, dos trotes acadêmicos.

O princípio da ofensividade ou lesividade estabelece que não existe crime quando não

há, ao menos, perigo de lesão ao bem jurídico.

8. (CESPE / Procurador - FPH - SE / 2009) Acerca da jurisprudência do STJ

quanto ao princípio da insignificância, julgue o item a seguir. Não se aplica o

referido princípio às condutas judicialmente reconhecidas como ímprobas, pois

não existe ofensa insignificante ao princípio da moralidade.

Correto. Entendeu o Superior Tribunal de Justiça que o princípio da moralidade está

ligado ao conceito de boa administração, ao elemento ético, à honestidade, ao interesse

público e à noção de bem comum. Dessa forma, não se pode conceber que uma conduta

ofenda “só um pouco” a moralidade. Se o bem jurídico protegido pela Lei de
Improbidade é, por excelência, a moralidade administrativa, não há que se falar em

aplicação do princípio da insignificância às condutas imorais. O Estado-juiz não pode

concluir pela insignificância de uma conduta que atinge a moralidade e a probidade

administrativas, sob pena de ferir o texto constitucional. Vide o REsp 892.818-RS.

9. (CESPE / Analista - EMBASA - BA / 2009) Segundo o STJ, no caso de crime de

falsificação de moeda, a norma penal não busca resguardar somente o aspecto

patrimonial, mas também, e principalmente, a moral administrativa, que se vê

flagrantemente abalada com a circulação de moeda falsa. No entanto, a pequena

quantidade de notas ou o pequeno valor de seu somatório é suficiente para

quantificar como pequeno o prejuízo advindo do ilícito perpetrado, a ponto de

caracterizar a mínima ofensividade da conduta para fins de exclusão de sua

tipicidade.

Errado. A explicação da questão vai de encontro ao entendimento do STJ. O crime de

moeda falsa é delito contra a fé pública e, ainda que seja a nota falsificada de pequeno

valor, não cabe a aplicação do princípio da insignificância, causa supralegal de

exclusão de ilicitude. O delito contra a fé pública descaracteriza a mínima ofensividade

da conduta do agente.

10. (CESPE / OAB / 2009.1) Quem falsifica determinado documento

exclusivamente para o fim de praticar um único estelionato não responderá pelos

dois delitos, mas apenas pelo crime contra o patrimônio.

Correto. Por força do princípio da consunção, o crime-fim, estelionato, art.171 do CP,

crime contra o patrimônio, absorve o crimemeio, falsidade documental, arts. 297 e 298

do CP. O Superior Tribunal de Justiça, na Súmula 17, já pacificou o entendimento

dispondo que, quando o falso se exaure no estelionato, sem mais potencialidade lesiva,

é por este absorvido.

11. (CESPE / Estagiário - Defensoria - SP / 2008) O princípio da especialidade

consiste na aplicação da lei genérica em prejuízo da lei específica.

Errado. Contrariamente, o princípio da especialidade consiste na aplicação da norma

penal mais específica em relação à norma penal mais genérica. O infanticídio (art. 123

do CP), por exemplo, é norma especial em relação ao homicídio (art. 121 do CP), pois

acrescenta vários requisitos à norma geral.

12. (CESPE / Estagiário - Defensoria - SP / 2008) O princípio da subsidiariedade

consiste na aplicação da norma penal secundária em prejuízo da norma penal

principal aplicável ao caso concreto.

Errado. O princípio da subsidiariedade preceitua que o direito penal deve atuar quando

os outros ramos do
emilia fez um comentário
  • alguem pode me enviar por e mail esse arquivo?
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