A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
7 pág.
Sistema Urinário

Pré-visualização | Página 1 de 2

Med 2 – 2018.1		Paula Gabriela – M4P1
Sistema Urinário
1) Caracterizar morfofuncionalmente o Sistema urinário
Anatomia do sistema urinário
Consiste em rins, ureter, bexiga urinária e uretra
Rins: local de produção da urina
Elementos Vasculares do Rim
Sistema Porta Renal: o sangue flui a partir da arteríola aferente para uma rede de capilares enovelada, conhecida como glomérulo, o sangue que deixa o glomérulo flui para uma arteríola eferente e depois para capilares peritubulares. Os capilares renais juntam-se para formar vênulas e pequenas veias, conduzindo o sangue para fora do rim pela veia renal.
Filtra líquido para fora do sangue e para dentro do lúmen do néfron nos capilares glomerulares e depois reabsorve líquido do túbulo de volta para o sangue nos capilares peritubulares.Sistema porta: região especializada da circulação que consiste em dois conjuntos distintos de capilares que estão diretamente conectados por um conjunto de vasos sanguíneos mais longos.
Capilares peritubulares: circundam o néfron e reabsorvem líquido do túbulo de volta para o sangue. Nos néfrons justamedulares são chamados de vasos retos.
Elementos Tubulares do Rim
Cápsula de Bowman: estrutura oca que circunda o glomérulo. O endotélio do glomérulo é fundido ao epitélio da cápsula de Bowman de modo que o líquido filtrado passa diretamente para dentro do lúmen do túbulo.
Corpúsculo renal: combinação de glomérulo e cápsula de Bowman.
Túbulo Contorcido Proximal
Alça de Henle, dividida em dois ramos: descendente fino e um ascendente com segmento fino e grosso
Túbulo Contorcido Distal
Ducto Coletor: o líquido passa do córtex para a medula e drenam na Pelve Renal.
Nétron distal: túbulo distal + ducto coletor
Aparelho Justaglomerular: o néfron se torce e se dobra sobre si mesmo de forma que a parte final do ramo ascendente da Alça de Henle passa entre as arteríolas aferente e eferente.
O néfron é a unidade funcional do rim: é dividido em segmentos e cada segmento é intimamente associado a vasos sanguíneos.
Funções
Regulação Homeostática da Água e do conteúdo Iônico do Sangue
Regulação do volume do líquido extracelular e da Pressão Sanguínea
Os rins trabalham de maneira integrada com o sistema circulatório para assegurar que tanto a pressão sanguínea e a perfusão tecidual se mantenham e uma faixa aceitável.
Regulação da Osmolaridade (Mecanismo da Sede)
Manutenção do Equilíbrio Iônico
Mantém a concentração de íons-chave dentro de uma faixa normal pelo balanço entre ingestão e perda urinária (Na+, K+ e Ca2+).
Regulação Osmótica do PH
Se o líquido extracelular se torna muito ácido, os rins removem H+ e conservam os íons bicarbonato.
Se o líquido extracelular se torna muito alcalino, os íons removem os íons bicarbonato e conservam H+.
Excreção de resíduos
Os rins removem subprodutos metabólicos e substâncias exógenas, como fármacos e toxinas ambientais.
Creatinina (metabolismo do músculos), subprodutos nitrogenados (Uréia e Ácido úrico), um metabólitos da hemoglobina (urobilinogênio) responsável por dar a cor amarelada.
Substâncias exógenas: Sacarina (adoçante artificial) e o ânion Benzoato (refrigerantes diet).Comunicação Parácrina: comunicação entre células vizinhas que não utiliza a circulação.
Produção de Hormônios
Síntese da Eritropoetina, que atua sobre a medula óssea e regula a formação dos eritrócitos em resposta a uma diminuição de oxigênio no sangue (usada para o tratamento da anemia em pacientes com doença renal terminal).
Liberam a Renina, enzima envolvida no controle da pressão arterial produzida nas células justaglomerulares, transforma o angiotensinogênio em angiotensina I.
Ajudam a converter a vitamina D3 em um hormônio ativo que regula o balanço de cálcio.
Os rins têm uma enorme capacidade de reserva
Você pode perder até ¾ da capacidade dos seus rins até que a homeostase seja afetada, o que permite viver só com um rim).
VISão geral da função renal
Os rins filtram, reabsorvem e secretam
Filtração: movimento de líquido do sangue para o lúmen do néfron. Ocorre apenas no corpúsculo renal.
Uma vez que o líquido, chamado de filtrado, passe para dentro do lúmen do néfron, ele torna-se parte do meio externo. Qualquer substância filtrada para dentro do néfron é destinada a ser removida através da urina, a menos que seja reabsorvida para dentro do corpo.
Após o filtrado deixar a cápsula de Bowman, o mesmo é modificado por reabsorção e secreção.
Reabsorção: transporte de substâncias presentes no filtrado do lúmen do túbulo de volta para o sangue via capilares peritubulares.
Secreção: remove as moléculas específicas do sangue e as adiciona ao filtrado no lúmen do túbulo. A secreção é um processo mais seletivo que a filtração pois geralmente usa proteínas de membrana para transportar as moléculas através do epitélio tubular.Secreção x Excreção
Secreção: Os solutos separados se movem do plasma para o lúmen.
Excreção: remoção de uma substância do corpo.
O néfron modifica o volume e a osmolaridade do líquido
No túbulo proximal: Reabsorção de líquido isosmótico, ocorre quando as células transportam solutos para fora do lúmen e a água segue por osmose. O filtrado que deixa o túbulo proximal tem a mesma osmolaridade que aquele que entrou (cerca de 70% do volume de filtrado é reabsorvido).
Na Alça de Henle: local de produção de urina diluída. É reabsorvido mais soluto que água, e o filtrado torna-se hiposmótico com relação ao plasma.
No túbulo distal e ductor coletor: regulação fina do balanço de sal e de água sob o controle de vários hormônios.
filtração
Apenas 20% do volume de plasma é filtrado para dentro do túbulo (Fração de Filtração)
O plasma filtrado se move dos capilares glomerulares para dentro da Cápsula de Bowman
Células sanguíneas e proteínas plasmáticas permanecem no capilar, de modo que o filtrado é composto de água e soluto dissolvidos. 
O corpúsculo renal contém três barreiras de filtração: o endotélio do capilar glomerular, uma lâmina basal e o epitélio da cápsula de Bowman
Endotélio do Capilar Glomerular: capilares fenestrados que impedem a passagem de células sanguíneas
Células Mesangiais: são capazes de contrair e alterar o fluxo de sangue pelos capilares. Secretam citocinas associadas a processos inflamatórios e imunitários.
Epitélio da Cápsula de Bowman: consiste em células especializadas denominadas podócitos que possuem longas extensões citoplasmáticas chamadas pedicelos. Estes processos envolvem os capilares e se entrelaçam formando fendas de filtração fechadas por uma membrana semiporosa. A membrana da fenda de filtração contém proteínas como a nefrina e a podocina.
A pressão nos capilares causa a filtração
1) Pressão Hidrostática (PH) do sangue fluindo ao longo dos dos capilares glomerulares força o líquido através do endotélio permeável.
2) Pressão Coloidosmótica (π) dentro dos capilares glomerulares é maior que no líquido da Cápsula de Bowman. Ente gradiente de pressão é devido a presença de proteínas no plasma e favorece o movimento de líquido de volta para os capilares.
3) A presença de líquido na Cápsula cria uma pressão hidrostática do líquido capsular (Pcaps) que se opõe ao movimento de líquido para dentro da cápsula. 
O volume de líquido que é filtrado para dentro da cápsula de Bowman por unidade de tempo é a taxa de filtração glomerular (TFG). É influenciada pela pressão de filtração resultante e pelo coeficiente de filtração.
Coeficiente de filtração: depende da área de superfície dos capilares glomerulares disponível para filtração e a permeabilidade da interface entre capilar e Cápsula de Bowman.
A TFG é relativamente constante
A TFG é controlada primariamente pela regulação no fluxo sanguíneo nas arteríolas renais. Se a resistência nas arteríolas renais aumenta, o fluxo sanguíneo renal diminiu e o sangue é desviado para outros órgãos.
Se a resistência aumenta na arteríola aferente, a TFG diminui.
Se a resistência na arteríola eferente aumenta, o sangue acumula antes da constrição, aumentando a pressão hidrostática