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Sistema Urinário

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no capilares glomerulares.
A TFG está sujeita à autorregulação
O rim mantém uma TFG relativamente constante mediante as flutuações normais de pressão arterial.
Função: proteger as barreiras de filtração da pressão arterial alta que pode danificá-las.
Resposta miogênica: está relacionada à habilidade do musculo liso vascular de responder às variações de pressão. A vasoconstrição aumenta a resistência ao fluxo e leva a uma redução no fluxo sanguíneo através das arteríolas. A redução do fluxo sanguíneo diminui a pressão de filtração no glomérulo.
A retroalimentação (ou feedback) tubuloglomerular: é um mecanismo de sinalização parácrina pela qual mudanças no fluxo de líquido na Alça de Henle alteram a TFG. 
A porção modificada do epitélio tubular é formada por uma placa de células, chamada de mácula densa. A parede da arteríola aferente adjacente a ela possui células musculares lisas especializadas, chamadas de células granulares (também conhecidas como células justaglomerulares ou células JG). As células granulares secretam renina, uma enzima envolvida no balanço do sal e da água. Quando o NaCl que passa pela mácula densa aumenta, como resultado da TFG aumentada, as células da mácula densa enviam sinais parácrinos à arteríola aferente vizinha. A arteríola aferente se contrai, aumentando a resistência e diminuindo a TFG.
Reabsorção
Mais de 99% do filtrado é reabsorvido à medida que o líquido percorre os néfrons.
A maior parte dessa reabsorção ocorre no túbulo proximal.
Muitas substâncias exógenas não são reabsorvidas para o sangue e precisam ser descartadas.
Muitos nutrientes pequenos como a glicose são reabsorvidos com eficiência.
Se uma porção do filtrado que alcança o néfron distal não é necessária para manter a homeostasia, ela é eliminada na urina. Se for necessária, é reabsorvida.
A reabsorção pode ser ativa ou passiva
O transporte ativo do Na+ e de outros solutos cria gradientes de concentração para a reabsorção passiva de ureia e de outros solutos.
A glicose, os aminoácidos, os íons e vários metabólitos orgânicos são reabsorvidos por transporte ativo secundário associados à reabsorção do Na+.
A reabsorção exibe uma taxa de transporte máximo (Tm) quando os carreadores são saturados (Glicose na Urina)
Secreção
A secreção aumenta a excreção, removendo solutos dos capilares peritubulares. K+, H+ e uma grande variedade de compostos orgânicos são secretados.
Moléculas que competem pelos mesmos transportadores renais reduzem a secreção de outra molécula.
Excreção
A taxa de excreção de um soluto depende de (1) sua carga filtrada e (2) de se ele é reabsorvido ou secretado à medida que passa pelo néfron.
2) Relacionar o Sistema Renal com o Equilíbrio Hidroeletrolítico 
A água e os eletrólitos estão associados com o volume do líquido extracelular e a osmolaridade.
Alterações no equilíbrio do K+ podem causar sérios problemas nas funções cardíaca e muscular devido alterações no potencial de membrana das células excitáveis.
O íons H+ e HCO3- determinam o Ph corporal.
A Osmolalidade afeta o volume celular
Se o LEC diminui devido alta ingestão de água, a célula incha.
Se LEC aumenta devido a alta ingestão de sal, a célula encolhe.
A manutenção da pressão arterial, do volume sanguíneo e da osmolalidade do LEC formam uma rede interligada de vias de controle.
equilíbrio Hídrico
A ingestão e a excreção diária de água são equilibradas
Os rins conservam a água: uma vez que os líquidos são filtrados, eles passam a fazer parte do meio externo e, a não ser que sejam reabsorvidos, serão excretados na urina.
A medula renal produz urina concentrada
A remoção do excesso de água pela urina é chamada de diurese. Fármaco que estimulam a produção de urina são chamados de diuréticos.
Os rins controlam a concentração da urina variando a quantidade de água e Na+ reabsorvidos no néfron distal (túbulo distal + ducto coletor).
Para produzir urina diluída: o rim precisa reabsorver solutos sem que a água os siga por osmose. Basta remover todos os poros de água da membrana apical da célula. 
Para produzir urina concentrada: tornar as células do ducto coletor e do líquido intersticial mais concentrados do que o líquido que flui dentro do túbulo. 
A medula renal apresenta uma alta concentração osmótica em suas células e no líquido intersticial. Essa alta osmolalidade intersticial medular permite que a urina seja concentrada à medida que fui pelo ducto coletor.
A Vasopressina controla a reabsorção da água (ADH)
As células do túbulo distal e ducto coletor alteram a sua permeabilidade à água, adicionando ou removendo aquaporinas, sob estímulo de da vasopressina, um hormônio liberado pela neuro-hipófise. 
3) Descrever o Mecanismo da Sede
A osmolaridade plasmática que regula o movimento da água no nosso organismo
O aumento da sensação da sede é um dos mecanismos de conservação da água induzidos pelo aumento da osmolaridade plasmática. 
Aumento da osmolaridade do LEC (ex. refeição hipersalina) conduz a uma transferência de água do espaço intracelular, ocorrendo assim uma desidratação intracelular.
Neurônios do Sistema Nervoso Central que detectam esse aumento na osmolaridade, os Osmorreceptores alertam outras zonas do cérebro para iniciarem a procura de água.
No caso de a água não ser rapidamente encontrada, os osmorreceptores estimulam neurônios nos núcleos supraóptico e paraventricular do hipotálamo de modo a ser liberado o ADH para a corrente sanguínea. 
ADH: hormônio responsável pela acumulação de aquaporinas na membrana exterior do ducto coletor facilitando a reabsorção de água.
A sede pode ter uma “origem” extracelular (ex. hemorragia) com consequente diminuição do volume sanguíneo. Os barroceptores aórtico e do seio carotídeo detectam a diminuição do volume sanguíneo, e sinalizam o centro da sede no cérebro para iniciar a procura por água e liberação do ADH. Dando início ao sistema R-A-A.