Transparências - o lado monetário
3 pág.

Transparências - o lado monetário


DisciplinaEconomia Política5.727 materiais47.574 seguidores
Pré-visualização3 páginas
É o instrumento de maior eficência no mercado financeiro para ajustar a liquidez do mercado monetário .
Quando o Bacen compra títulos públicos do mercado ele injeta reais, elevando a liquidez da economia devido ao aumento da oferta de moeda.
Quando o Bacen vende títulos públicos do mercado ele retira reais, diminuindo a liquidez da economia devido à redução da oferta de moeda
Controle do Crédito: a Autoridade Monetária pode afetar a disposição dos bancos em conceder crédito ou tomar posições no mercado de títulos, de câmbio ou futuros de acordo com:
Regulação do crédito;
Persuasão moral;
Supervisão e Fiscalização bancária

*
ECONOMIA \u2013 Micro e Macro

*
Banco Central do Brasil: BACEN / BC

Órgão executivo central do SFN
Banco dos Bancos: Depósitos compulsórios, redescontos de liquidez;
Gestor do SFN: Normas / Autorizações / Fiscalização / Intervenção;
Executor de Política Monetária: Controle dos MP, Orçamento Monetário / Instrumentos de Política Monetária;
Banco Emissor: Emissão de meio circulante (papel moeda e moeda metálica, nas condições e limites autorizados pelo CMN);
Financiamento do Tesouro Nacional (via emissão de títulos);
Administração da dívida pública interna e externa do país;
Representante junto as IFs internacionais;

É por meio do BC que o Estado intervém diretamente no SFN e indiretamente na economia.
O Lado Monetário: BANCO CENTRAL

*
ECONOMIA \u2013 Micro e Macro

*
Modelo Keynesiando de Demanda por Moeda

Porque reter moeda, se existem alternativas de aplicação em ativos que produzem rendimentos ?

Segundo Keynes os motivos são :
Transações: necessidade de manter moeda para pagar compromissos. Descompasso entre recebimentos e pagamentos (relação direta com a renda);

Precaução: devido as incertezas quanto à datas de recebimentos e de pagamentos (relação direta com a renda);

Especulação ou Portfólio: para aproveitar oportunidades de investimento (títulos, imóveis, etc.) \u2013 Relação inversa com a taxa de juros. A moeda é um ativo que não rende juros, mas possui valor estável. Os \u201ctítulos\u201d pagam rendimento, mas seu valor oscila em função de mudanças da taxa de juros. Quando os juros sobem o preço dos títulos cai. Quando os juros estão baixos e um investidor espera (especula) que subirão logo, ele vende títulos e demanda moeda, visando preservar o valor de seu patrimônio.
O Lado Monetário: Política Monetária (Demanda de Moeda)

*
ECONOMIA \u2013 Micro e Macro

*
Assim, a demanda por moeda é função direta da renda e inversa da taxa de juros. A taxa de juros pode ser vista como o custo de oportunidade de reter moeda.

 Demanda por Moeda \uf0de Md = k.Y - h.i
onde:
 k = sensibilidade da demanda monetária em relação à uma variação na renda
 h = sensibilidade da demanda por moeda em relação à uma variação na taxa de juros
O Lado Monetário: Política Monetária (Demanda de Moeda)

*
ECONOMIA \u2013 Micro e Macro

*
Teoria Quantitativa da Moeda (TQM) \u2013 Modelo Clássico

A equação de trocas estabelece uma relação entre o lado monetário e o lado real da economia. Mostra como a política monetária afeta o nível de produto e a taxa de inflação.

O Lado Monetário: Política Monetária (Equilíbrio Monetário)
PIB Monetário Nominal (Y)

*
ECONOMIA \u2013 Micro e Macro

*
Teoria Quantitativa da Moeda (TQM) \u2013 Modelo Clássico

Para chegar-se a essa relação, parte-se do conceito de velocidade de circulação da moeda. É número de transações liquidadas com a mesma unidade monetária em um dado período. Ou seja, é o número de \u201cgiros\u201d que a moeda dá, passando de mãos em mãos, criando renda nacional (PIB).

Normalmente supõe-se a velocidade de circulação constante a curto prazo, pois depende de fatores como hábitos da coletividade (por exemplo, o uso de cartões de crédito), do grau de verticalização entre empresas,etc., que costumam mudar mais a longo prazo.

Assim, supondo a velocidade de circulação constante a curto prazo, elevações na quantidade de moeda (M1), podem levar a aumentos dos nível do produto, ou de preços, ou de ambos, dependendo de que a economia esteja no seu produto potencial de pleno emprego, ou em desemprego
economia a pleno-emprego: eleva P
economia em desemprego: eleva y
O Lado Monetário: Política Monetária (Equilíbrio Monetário)

*
ECONOMIA \u2013 Micro e Macro

*
Teoria Quantitativa da Moeda (TQM)

Oferta de moeda:

Demanda de moeda:

Equilíbrio:

O Lado Monetário: Política Monetária (Equilíbrio Monetário)
Pleno emprego: \uf0adM \uf0de \uf0adP; (Y1 = P1Y0)
Desemprego: \uf0adM \uf0de \uf0adY sem necessariamente \uf0adP; (Y1 = P0Y1)

*
ECONOMIA \u2013 Micro e Macro

*
Modelo Keynesiano

Oferta de moeda:

Demanda de moeda:

Equilíbrio:

O Lado Monetário: Política Monetária (Equilíbrio Monetário)

*
ECONOMIA \u2013 Micro e Macro

*
Conclusões:

A Demanda de moeda de uma economia se eleva a medida que se produz mais renda, ou seja, quando a atividade produtiva agrega mais riqueza.

A Procura decresce quando os juros sobem, gerando maiores expectativas de lucros aos investidores.

A Procura diminui quando recrudesce o processo inflacionário, que destrói o poder de compra da moeda.

A oferta monetária é fixa em Ms, dada a base monetária (B) fixada pelo BC e os parâmetros comportamentais e regulatórios (D, R1, R2, R3).

 No lado da demanda monetária, os parâmetros k, h e o nível de renda a curto prazo (Y) são dados. Portanto, a interação entre oferta e demanda no mercado monetário determinará a taxa de juros de equilíbrio (i0).
O Lado Monetário: Política Monetária (Equilíbrio Monetário)

*
ECONOMIA \u2013 Micro e Macro

*
Definição: a taxa de juros representa o valor do dinheiro no tempo. É uma taxa de rentabilidade para os aplicadores, e o custo do empréstimo, para os tomadores. O BC, devido ao seu monopólio de emissão de moeda, influencia de maneira decisiva a taxa de juros.

Uma taxa de juros alta, gera como conseqüências:

Sobe o custo para os tomadores de fundos;

Aumenta o custo de oportunidade em estocar mercadorias dada a atratividade de aplicar no mercado financeiro;

Incentiva o ingresso de recursos de outros países;

Freia a atividade econômica, ao desestimular o consumo e o investimento, estimulando a especulação no mercado financeiro;

Aumenta o custo da dívida pública interna.
O Lado Monetário: Política Monetária (Taxa de Juros)

*
ECONOMIA \u2013 Micro e Macro

*
Taxa de Juros Nominal e Taxa de Juros Real: Paridade de Fisher

O equilíbrio do mercado monetário ilustrado nos gráficos anteriores refere-se à taxa de juros nominal, resultando entre uma demanda e uma oferta nominal de moeda. Entretanto, em diversas situações é preciso estabelecer a taxa real de juros. Esta é obtida descontando-se da taxa nominal a inflação do período. Assim, a equação de Fisher apresenta uma relação entre a taxa nominal de juros (i), a taxa de juros real (r) e a inflação esperada (\uf070e):

Essa relação permite esclarecer o mecanismo de transmissão da política monetária: \uf0e0 Juros nominais \uf0e0 dadas as expectativas de inflação \uf0e0 Juros reais \uf0e0 efeitos sobre consumo e investimento \uf0e0 efeitos sobre demanda agregada \uf0e0 Preços
O Lado Monetário: Política Monetária (Taxa de Juros)

*
ECONOMIA \u2013 Micro e Macro

*
Apêndice

Estrutura do Sistema Financeiro Nacional

Órgãos de Regulamentação e Fiscalização do Mercado

*
ECONOMIA \u2013 Micro e Macro

*
ESTRUTURA DO SFN \u2013 DIVISÃO NORMATIVA
B.B.
BNDES
CEF
Comissões
Consultivas
Responsável pelo
funcionamento do
mercado financeiro e
de suas instituições.

*
ECONOMIA \u2013 Micro e Macro

*
CMN: Conselho Monetário Nacional
Composição: Ministro da Fazenda, Ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão e Presidente do Banco Central.
Controlar o volume dos meios de pagamentos;
Controle do valor interno da moeda: inflação
Regular o valor externo da moeda e o BP;
Orientar a aplicação de recursos
Zelar pela liquidez e solvência das instituições financeiras (IFs);
Coordenar as políticas