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Anotações de STN  - Secretaria do Tesouro Nacional - Direito UFRJ

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de direito tributário:
legalidade;
irretroatividade da lei;
anterioridade da lei;
isonomia;
uniformidade da tributação;
capacidade contributiva;
proibição de confisco;
não-cumulatividade;
imunidade recíproca.
A legislação tributária poderá ser aplicada retroativamente em algumas hipóteses previstas no Código Tributário Nacional. Por exemplo, quando for expressamente interpretativa ou quando, tratando-se de ato não definitivamente julgado, deixar de definir alguma falta como infração ou impuser penalidade menos severa que a vigente na época da ocorrência do fato gerador.
 
Se ficar constatado que o contribuinte, fiscalizado hoje, infringiu norma tributária há, por exemplo, três anos, a legislação aplicável ao caso é aquela que vigorava na época da infração.
3.3 - Princípios Gerais de Direito Tributário
Os princípios mencionados a seguir estão expressos na Constituição Federal, no Código Tributário Nacional ou em ambos.
 Princípio da legalidade. Tem por finalidade garantir os direitos e os deveres individuais e coletivos, uma vez que, nos Estados democráticos, não apenas os indivíduos são subordinados à lei, mas também a própria Administração Pública. 
Princípio da anterioridade da lei. Proíbe a exigência de tributo ou seu aumento no mesmo exercício em que publicada a lei, para evitar que o contribuinte seja surpreendido por tributação de última hora. Não se aplica a alguns impostos federais que têm finalidade reguladora, como IPI, Imposto de Importação, Imposto de Exportação, nem a Contribuições Sociais.
5.1.1.7 – Imposto sobre Grandes Fortunas - IGF
Apesar de autorizado constitucionalmente, esse imposto ainda não foi instituído pela União. Sua instituição depende de lei complementar.
5.1.1.8 – Outros impostos
A União poderá, ainda, instituir impostos extraordinários, em caso de guerra externa ou sua iminência, e impostos residuais, desde que sejam criados por lei complementar, sejam não- cumulativos e que não tenham fato gerador ou base de cálculo própria de quaisquer dos impostos já previstos na Constituição.
O ITCMD é um imposto sobre heranças, legados ou doações. Paga quem recebe a herança ou o legado e quem recebe a doação, e as alíquotas incidem sobre o valor venal dos bens ou direitos.
Exemplo de vigência extraterritorial da legislação tributária são as normas aplicáveis, no caso do ICMS, aos substitutos tributários (fabricantes, industriais, distribuidores, atacadistas) de produtos como cigarros, cerveja, chope, veículos, cimento, pneus, medicamentos, combustíveis e outros, por força de convênios firmados entre os Estados.
Empresas de outros Estados recolhem o imposto incidente nas operações praticadas com o Estado em cujo território a mercadoria é consumida.
Celebrado o convênio, cada unidade da federação decide aderir ou não a essa sistemática de tributação; aderindo, edita decreto para ratificar o convênio.
3.2 – Aplicação da Legislação Tributária
A incidência da legislação sobre os fatos concretos produz efeitos jurídicos, ou seja, direitos e obrigações para os envolvidos. A isso se chama aplicação da legislação, no caso, tributária.
Em matéria tributária, é fundamental o momento da ocorrência do fato gerador. Salvo alguma hipótese prevista no Código Tributário Nacional, uma norma tributária aplica-se a fatos geradores futuros ou que estejam pendentes. 
 
Os tributos devem ter eficiência e simplicidade. Devem servir para o custeio da máquina pública e para investimento, não, para complicar a vida do cidadão.
4.1 – Imposto
Imposto é a quantia em dinheiro, legalmente exigida pelo poder público, que a pessoa - física ou jurídica - deverá pagar para atender às despesas feitas no interesse comum, sem levar em conta vantagens de ordem pessoal ou particular. Destina-se a cobrir as necessidades públicas gerais.
4.2 – Taxa
Taxas são cobradas em razão de serviços públicos prestados ao contribuinte ou postos a sua disposição, para seu uso particular ou por interesse individual específico.
4.3 – Contribuição de Melhoria 
Contribuição de melhoria pode ser cobrada dos proprietários de imóveis beneficiados pela construção de obras públicas.
4.4 – Impostos Diretos ou Indiretos, Progressivos ou Regressivos
Imposto direto é aquele em que a pessoa que paga (contribuinte de fato) é a mesma que faz o recolhimento aos cofres públicos (contribuinte de direito). Por exemplo, Imposto de Renda, Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores, Imposto Predial e Territorial Urbano. 
Imposto indireto é aquele em que o contribuinte de fato não é o mesmo que o de direito. O exemplo clássico é o ICMS. É falsa a idéia de que o comerciante é sempre quem paga esse imposto; em geral, ele simplesmente recebe do consumidor e recolhe ao Estado o imposto que está embutido no preço da mercadoria vendida.
 
No Brasil, a carga tributária é constituída principalmente de impostos indiretos e regres�sivos, o que dificulta uma distribuição de renda socialmente justa.
Imposto progressivo é aquele cujo percentual vai aumentando conforme a capacidade econômica do contribuinte. O Imposto de Renda é o típico imposto direto e progressivo: existe uma faixa de rendimentos isentos, acima da qual as alíquotas aumentam à medida que os rendimentos ficam maiores.
Imposto regressivo é aquele que não considera o poder aquisitivo nem a capacidade econômica do contribuinte. Com isso, quem gasta praticamente tudo o que ganha no consumo de produtos, como é o caso de muitos assalariados, proporcionalmente contribui mais do que aqueles que têm possibilidade de poupar ou de investir.
O ICMS e o IPI são tributos indiretos e regressivos. Isso significa que, proporcionalmente, quem ganha menos paga mais. Independentemente da capacidade contributiva, todos pagam o mesmo imposto, que está embutido no preço de um produto. 
5 – TRIBUTOS DA UNIÃO, DOS ESTADOS E DOS MUNICÍPIOS
5.1 – Impostos
5.1.1 – Impostos da União
Cabem à União os seguintes impostos:
5.1.1.1 – Imposto sobre Importação de Produtos Estrangeiros – II
Possui as seguintes características:
fato gerador: é a entrada de produto estrangeiro em território nacional; 
contribuinte: é o importador ou o arrematante quando se tratar de produtos apreendidos ou abandonados; 
base de cálculo: é o preço normal do produto, quando da importação; 
alíquotas: podem ser alteradas a qualquer tempo, pelo Poder Executivo, desde que respeitados limites e condições fixados em lei.
 5.1.1.2 – Imposto sobre a Exportação, para o Exterior, de Produtos Nacionais ou Nacionalizados – IE
Possui as seguintes características:
fato gerador: é a saída de produtos do território nacional;
contribuinte: é o exportador; 
base de cálculo: é o preço normal do produto quando da exportação; 
alíquotas: podem ser alteradas a qualquer tempo, pelo Poder Executivo, desde que respeitados limites e condições fixados em lei. 
Os impostos diretos tributam o patrimônio e a renda. Em tese, quanto maior a riqueza, maior a tributação.
Os regulamentos dos impostos (Regulamento do ICMS – RICMS, Regulamento do Imposto de Renda – RIR, etc.) são baixados por decreto do chefe do Poder Executivo e têm a função de explicar a execução da lei que instituiu essa espécie tributária.
A carga tributária no Brasil nem está elevada para os padrões mundiais, como geralmente