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Anotações de STN  - Secretaria do Tesouro Nacional - Direito UFRJ

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O Imposto de Renda é o mais representativo tributo direto da União. É progressivo, na medida em que há alíquotas diferenciadas. Incide sobre a renda ou os proventos de qualquer natureza.
A contribuição de intervenção no domínio econômico é exigida como contraprestação à atuação estatal exercida em favor de determinado grupo ou coletividade.
Pela não-cumulatividade, o comerciante varejista, por exemplo, deduz, do ICMS devido pela venda de um produto, o ICMS que lhe foi cobrado pelo fabricante na ocasião da compra.
5.3 – Contribuição de Melhoria
A Contribuição de Melhoria é um tributo que decorre de atuação estatal indiretamente relacionada com o contribuinte. Sua cobrança é possível sempre que, em decorrência de realização de obra pública, for beneficiada a propriedade imobiliária. 
Pode ocorrer que, em relação a uma mesma obra pública, o contribuinte esteja sujeito a pagar contribuição de melhoria às três esferas (União, Estados e Municípios), na hipótese de ela ter sido realizada conjuntamente, com cada nível estatal utilizando-se de seus próprios recursos orçamentários.
5.4 – Outras Espécies Tributárias 
5.4.1 – Empréstimo Compulsório
Somente à União cabe instituir empréstimos compulsórios, que poderão ser exigidos:
nas hipóteses de despesas extraordinárias decorrentes de calamidade pública, de guerra externa ou de sua iminência, sem que seja observado o princípio da anterioridade da lei;
para investimento público de caráter urgente e de relevante interesse nacional, observando-se nesse caso o princípio da anterioridade.
 
A contribuição de melhoria pode ser instituída e cobrada por quaisquer dos entes tributantes, desde que realizada a obra pública que dá sustentação ao fato gerador desse tributo.
contribuinte: 
o importador ou quem a lei a ele equiparar;
o industrial ou quem a lei a ele equiparar;
o comerciante de produtos sujeitos ao imposto;
o arrematante de produtos apreendidos ou abandonados;
base de cálculo: 
o valor da operação, acrescido do imposto de importação e demais despesas; 
o valor da operação de que decorrer a saída da mercadoria do estabelecimento importador, industrial ou arrematante; na falta desse valor, o preço corrente da mercadoria ou sua similar no mercado atacadista da praça do remetente; 
o preço da arrematação de produtos apreendidos ou abandonados;
alíquotas: variam em função da essencialidade dos produtos;
não-cumulatividade: ao final de cada período de apuração, o contribuinte, por mecanismo de débito e crédito, deduz do imposto referente aos produtos saídos o imposto pago relativamente aos produto entrados.
O empréstimo compulsório é restituível; deve ser devolvido ao contribuinte.
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5.4.2.2 – Contribuição de Interesse de Categorias Profissionais
São contribuições instituídas no interesse de categorias profissionais com profissões legalmente regulamentadas, destinadas a custear as atividades de controle, fiscalização e disciplina do exercício profissional.
Classificam-se aqui as anuidades cobradas pelos Conselhos Federais, por meio dos Conselhos Regionais, de categorias profissionais como: advogados, engenheiros, contabilistas, assistentes sociais, médicos, corretores de imóveis e outros.
5.4.2.3 – Contribuições de Interesse de Categorias Econômicas
Trata-se de contribuições compulsórias cobradas de empregadores e empregados para entrega a órgãos de defesa de seus interesses, como sindicatos e entidades de ensino ou de serviço social - SESI, SENAI, SESC, SENAC, SENAR, SEBRAE.
û5.4.2 – Outras Contribuições
Outras contribuições, exigidas compulsoriamente da sociedade, classificam-se em:
contribuições sociais;
contribuições de interesse de categorias profissionais;
contribuições de interesse de categorias econômicas.
5.4.2.1 – Contribuições Sociais
A contribuição social é a fonte de financiamento do sistema de seguridade social, responsável pelos serviços prestados pelo Estado em decorrência dos direitos sociais inseridos na Constituição Federal. 
Entre as contribuições sociais existentes no País, encontram-se: FGTS, PIS, PASEP, FUNRURAL, COFINS (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social), CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido), etc. 
Livros, jornais, periódicos e papel destinado à sua impressão têm imunidade constitucional, que não se estende aos que os fabricam ou comercializam. ¼
A imunidade prevista na Constituição Federal refere-se somente a impostos, não, aos demais tributos.
	
A competência para instituição de contribuições sociais ou parafiscais é exclusiva da União, ressalvada a possibilidade de Estados e Municípios instituírem contribuição social, descontada de seus servidores, para custeio de sistemas de previdência e assistência social. 
7 – DESONERAÇÃO TRIBUTÁRIA
Algumas situações, em que determinado fato jurídico não está alcançado pela tributação, constituem as chamadas hipóteses de desoneração tributária:
a) não-incidência: ocorre quando algum elemento essencial a que o fato gerador se configure está ausente; por exemplo, a prestação de serviço de transporte no âmbito intermunicipal, que é fato gerador do ICMS, não está no campo de incidência do ISS porque não consta na “Lista de Serviços” publicada em lei complementar; 
b) imunidade: a Constituição Federal expressamente enumera as hipóteses de imunidade, que é uma espécie de não-incidência artificial; trata-se de situações ou fatos que em princípio ensejariam a ocorrência do fato gerador, mas que, por razões várias, foram retiradas pelo legislador constituinte do campo de abrangência do tributo; 
c) isenção: é a dispensa legal do tributo devido, por parte do ente que detém o poder de instituí-lo; ocorre o fato gerador, mas, mediante lei específica, o ente tributante dispensa o pagamento que seria devido;
d) suspensão: ocorre o fato gerador; o pagamento do imposto não é dispensado, mas adiado para momento posterior e a responsabilidade por esse pagamento continua com o mesmo contribuinte;
e) diferimento: ocorre o fato gerador; o imposto não tem o pagamento dispensado, mas, sim, adiado para momento posterior, com transferência de responsabilidade.
Os documentos exigidos pela legislação do ICMS também são utilizados pela legislação do IPI. 
Os documentos exigidos pelo ICMS e pelo ISS servem de base para a apuração de tributos federais que tomam por base o faturamento (PIS e COFINS), assim como para a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido e para o Imposto de Renda, pois estes dois últimos, embora não incidindo diretamente sobre o faturamento, têm nele o ponto de partida, tanto quando o recolhimento é feito com base no lucro real, como na hipótese de pagamento com base no lucro presumido.
5.1.3.3 – Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (não compreendidos na área de incidência do ICMS) - ISS
Possui as seguintes características:
fato gerador: é a prestação de serviços que não estejam compreendidos na área de incidência do ICMS;
 contribuinte: é o prestador do serviço;
base de cálculo: é o valor do serviço prestado;
alíquotas: são fixadas pela legislação municipal. 
5.2 - Taxas
A taxa é um tributo que exige a atuação estatal direta em relação ao contribuinte; seu pagamento representa a contrapartida de determinado serviço prestado pelo poder público.
Taxas podem ser cobradas pela União, pelos Estados e pelos Municípios. Classificam-se em:
taxas de polícia, quando decorrem do exercício do poder de polícia pelo ente estatal ( ex.: fornecimento de alvará de licença de localização e funcionamento, alvará de construção, etc.);
 taxas de serviços, quando decorrem de serviço público específico e divisível utilizado pelo contribuinte ou posto à sua