Tribunais Estaduais e a Magistratura - Resumo
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Tribunais e Juízes dos Estados
Varas Agrárias e os conitos fundiários
A competência da Justiça Estadual é residual, ou seja, tudo o que não for de compe-
tência das Justiças especiais ou especializadas, nem da Justiça Federal, é de compe-
tência da Justiça Estadual.
A Justiça Estadual se organiza em dois graus de jurisdição, ou seja, duas instâncias. O
primeiro grau de jurisdição é, em regra, monocrático, ou seja, o julgamento é reali-
zado por um só juiz. Isso tem algumas exceções como as Juntas Eleitorais, o Tribunal
do Júri e os Conselhos de Justiça Militares. O segundo grau de jurisdição é formado
normalmente por órgãos colegiados.
Existe possibilidade expressa de lei estadual, mediante proposta do Tribunal de Jus-
tiça, criar a Justiça Militar Estadual (art. 125, §§ 3.º, 4.º e 5.º).
Em busca da efetividade do processo e da adequada prestação jurisdicional, a Refor-
ma do Judiciário introduziu duas regras importantes, nos termos dos §§ 6.º e 7.º do
art. 125, CRFB/88.
Art. 126, CRFB/88: previsão expressa em relação aos conitos fundiários (“Para diri-
mir conitos fundiários, o Tribunal de Justiça proporá a criação de varas especializa-
das, com competência exclusiva para questões agrárias”).
Se, no caso, existirem fatos que atentem contra a ordem política e social ou em de-
trimento de bens, serviços e interesses da União ou de suas entidades autárquicas e
empresas públicas, ou ainda outras infrações que tenham repercussão interestadual
ou internacional e exijam repressão uniforme, a competência vai ser da Justiça Fede-
ral. A previsão é do art. 109, I, c/c o art. 144, § 1.º, I, CRFB/88.
Em relação aos conitos fundiários, as Varas especializadas existem também em âm-
bito federal, mas não foram implementadas na maioria dos Estados da Federação.
Então, se houver interesse da União, ou, ainda, do INCRA, que é uma autarquia fede-
ral), a competência vai ser da Justiça Federal.
Poder Judiciário: estrutura - Parte 6
Direito Constitucional II
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Tribunais e Juízes do Distrito Federal e Territórios
Princípio do Juiz Natural e convocação de juízes de primeiro grau para atuar em Tribunal
A Justiça do DF e dos Territórios é formada pelos Tribunais e Juízes do DF e dos Terri-
tórios e é organizada e mantida pela União, que também é responsável pela criação
dos Juizados Especiais e da Justiça de Paz.
Regulamentação: leis federais de iniciativa exclusiva do TJDFT, nos termos no art.
96, II, CRFB/88.
Nos termos do parágrafo único do art. 110, CRFB/88, em relação aos territórios, a
jurisdição e as atribuições dos juízes federais cabem aos juízes da justiça local, na
forma da lei.
Em relação ao DF, José Afonso da Silva explica que o Poder Judiciário não é do DF,
que, de acordo com o art. 21, XIII, CRFB/88, compete à União organizar e manter o PJ
do DF. Isso signica que o PJ do DF é da União, apesar de ser destinado ao DF, e isso
faz com que a autonomia do PJ do DF que diminuída.
O art. 53 da Lei Orgânica do DF, a Lei n. 11.697/2008, estabelece que o Executivo e o
Legislativo são Poderes do DF, independentes e harmônicos entre si. Ele não inclui
o Judiciário, que é mantido e organizado pela União.
Art. 98, I e II, CRFB/88: atribuíram à União a competência pra criar os Juizados Espe-
ciais e a Justiça de Paz no DF e nos territórios.
Reforma do Judiciário: foram estabelecidas metas de julgamento.
Juízes de primeiro grau tem sido chamados para compor órgão julgador de tribunal.
Essa medida tendo sido muito questionada, por supostamente estar afrontando o
princípio do juiz natural, e as regras:
Do art. 5.º, XXXVII e LIII.
Do art. 93, III.
Do art. 94.
Do art. 98, I.
O STF, com base na noção de efetividade e celeridade processual (art. 5.º, LXXVIII),
vem priorizando a agilidade, visto que as convocações estão sendo feitas com base
em lei.
O STF arma o princípio do juiz natural e o da segurança jurídica, que existem
várias decisões já proferidas por juízes convocados em 2.º grau, então prevalece a
segurança jurídica.