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Resumos Patologia Geral Veterinária - UESC

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* Quando o fibroblasto chega produz matriz extracelular, eventualmente chegam gotas de células endoteliais, 
formando vaso sanguíneo. 
* Fibroplasia e neoangiogênese (formação de vasos sanguíneos), o trombo começa a se organizar ou sofrer 
conjuntivização, formando vasos sanguíneos na intimidade e no meio do trombo. 
* Reação inflamatória com formação de tecido de granulação. 
_ Calcificação (distrófica): trombo se torna mineralizado ou calcificado. 
* Calcificação metastática (elevação dos índices de cálcio no sangue) e distrófica (índices de cálcio no sangue 
normais, mas existe lesão tecidual). 
* Formação de concreções. 
* Mais comum nas veias dos membros inferiores (humanos), sendo chamados de flebólitos (cálculos dentro da 
veia = trombo que calcificou). 
_ Colonização bacteriana ou fúngica: pode levar à formação de aneurisma micótico que agrava o processo, 
causando contaminação daquela área e levando a uma inflamação secundária naquele órgão. 
_ Embolização (tromboembolismo): muito frequente. Decorre da fragmentação ou deslocamento de trombos 
inteiros. Ganha circulação podendo parar no pulmão. 
 
 
_ Quanto menor o trombo mais fácil sua dissolução. 
 
Consequências: 
_ Oclusão vascular parcial (semi-oclusivos) ou total (oclusivos). 
 
_ As consequências dependem: 
* Tipo de trombo: asséptico ou séptico = contaminado ou não contaminado. 
* Localização: por exemplo, infarto na pele não causa morte. 
* Tipo anatômico da circulação (terminal, dupla ou colateral). Um trombo obstruindo uma artéria brônquica 
pulmonar tem consequência pouco severa. Na artéria renal, se a artéria que chega é obstruída, não chega sangue 
ao rim e tem consequência grave. 
* Vulnerabilidade dos tecidos à hipóxia. Uma trombose no SNC é muito mais grave que uma trombose que afeta 
a musculatura esquelética. 
_ Em geral as consequências são: 
* Isquemia gera hipóxia que leva a degenerações, necrose, hipotrofias. 
* Uma veia também pode ser obstruída por um trombo, isso vai levar à hiperemia passiva, que também 
determina hipóxia levando a edema, degenerações, necrose, hipotrofias. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
EMBOLIA 
 
_ Obstrução de um vaso por um corpo sólido, líquido ou gasoso que não se mistura com o sangue. Um corpo 
estranho (êmbolo) na circulação sanguínea, que não se mistura com sangue e eventualmente vai obstruir o fluxo 
sanguíneo. 
 
Embolia direta: a mais frequente. 
_ Êmbolos se deslocam no sentido do fluxo sanguíneo. 
_ Êmbolos oriundos de artérias ou do lado esquerdo do coração resultam em embolia sistêmica, sendo o cérebro, 
as extremidades, os rins e o baço os alvos mais comuns. 
_ Êmbolos oriundos de veias ou do lado direito do coração resultam em embolia pulmonar. 
 
Embolia cruzada ou paradoxal: menos comum. 
_ Quando o êmbolo passa da circulação arterial para a venosa, ou vice-versa, sem atravessar a rede capilar, 
geralmente por comunicações interatrial ou interventricular (defeitos cardíacos), ou ainda de fístulas 
arteriovenosas (geralmente más formações). 
 
Embolia retrógrada: 
_ Êmbolos se deslocam no sentido contrário ao do fluxo sanguíneo. 
_ Parasitoses e metástases vertebrais de adenocarcinomas prostáticos. 
_ Comum na medicina humana, em neoplasia de próstata (aumenta de volume, dificuldade de urinar, defecar, 
pois a próstata aumentada comprime o reto e a uretra). 
_ Eventualmente, êmbolos neoplásicos provenientes da neoplasia prostática, podem cair na circulação sanguínea 
e irem contra o fluxo parando na coluna vertebral (metástase de tumor de próstata na vértebra). 
 
Êmbolos sólidos: mais frequentes. 
_ A grande maioria provém de trombos (tromboembolismo). 
_ Tecidos que podem formar êmbolos sólidos: medula óssea, células neoplásicas. 
 
 
_ Massas bacterianas, larvas e ovos de parasitos, fragmentos de ateromas ulcerados (placas na artéria que podem 
se romper). 
 
Êmbolos líquidos: menos frequentes. 
_ Embolia amniótica, embolia lipídica ou gordurosa. 
_ Embolia gordurosa: ingestão intravenosa ou intramuscular de substâncias oleosas (tetraciclina), esmagamento 
do tecido adiposo ou medula óssea amarela, geralmente em acidente automobilístico. Ocorre lise de hepatócitos 
com esteatose acentuada. 
Êmbolos gasosos: são mais raros. 
_ Gases podem ocorrer na circulação nas seguintes situações: síndrome de descompressão (mergulhadores de 
grandes profundidades e escafandristas). 
_ Iatrogênica: procedimentos invasivos (inserção de agulhas e cateteres em vasos ou cavidades). 
 
Consequências: 
_ Dependem de: 
* Natureza e volume do êmbolo: séptico pode causar abscessos e neoplásicos podem causar metástases. 
* Local atingido: essencialidade, tipo de rede vascular, presença e eficiência de circulação colateral (quanto mais 
vaso tiver menos problema), vulnerabilidade à hipóxia. 
_ Em geral pode ter: 
* Isquemia, levando a degenerações e hipotrofia ou ao infarto isquêmico, quando intensa. 
* Hiperemia passiva, levando ao edema, a degenerações e a hipotrofia, ou ao infarto hemorrágico. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
INFLAMAÇÃO 
 
_ Representação da efetuação da resposta imunitária. 
_ Tem papel de defender o corpo contra uma agressão que pode ser por agentes biológicos, químicos, físicos. A 
inflamação é a resposta pra tentar conter ou controlar a agressão, sendo uma resposta benéfica. 
_ Embora seja benéfica pode produzir lesão, principalmente se a inflação se perpetuar por muito tempo, sendo 
necessária a utilização de mecanismos anti-inflamatórios. 
_ Conceito: reação dos tecidos a um agente agressor caracterizada morfologicamente pela saída de líquidos e de 
células do sangue para o interstício ou tecidos. 
_ Quando tem agressão no tecido acontecem fenômenos vasculares, dentre eles a vasodilatação e aumento da 
permeabilidade vascular, que permitem a saída de plasma e de células do vaso para os tecidos. No plasma tem 
elementos de defesa, por exemplo, fatores de complemento e do sistema de coagulação, e as primeiras células há 
saírem são os neutrófilos. 
 
Objetivos: 
_ Dominar, enclausurar, neutralizar, destruir ou quando possível eliminar a causa da agressão. 
_ Induzir a reparação tecidual, retirando os tecidos mortos e substituir por tecidos sadios, podendo ser por 
regeneração ou cicatrização. 
 
Causas ou agentes inflamatórios: 
_ Infecções e toxinas microbianas: bacteriana, viral, fúngica, parasitária. 
_ Qualquer necrose tecidual, por exemplo, infarto. 
_ Corpos estranhos, por exemplo, fios de sutura (principalmente fio de algodão), talco, gaze. 
_ Reações imunes: reações de hipersensibilidade, doenças autoimunes. 
 
Sinais da inflamação: rubor, tumor, calor, dor e perda de função. 
 
Nomenclatura: 
 
 
_ Termo designativo do órgão, tecido ou cavidade afetado + sufixo “ite”. 
 
Classificações: 
_ Quanto aos padrões de distribuição: focal (um ponto inflamado); multifocal (vários pontos); localmente 
extensivo (apenas um foco grande); difusa (atinge todo o órgão). 
_ Quanto à intensidade: leve, moderada ou intensa. Quanto mais intensa for, mais destruição tecidual e mais 
problemas sendo causados. 
_ Quanto ao tempo de evolução: hiperaguda (evolução muito rápida); aguda (alguns dias); subaguda (ainda não é 
crônico); crônica (pode sofrer reagudização, sendo chamada de crônica ativa). 
INFLAMAÇÃO AGUDA 
 
Classificações morfológicas: 
_ Exsudativas: serosas, fibrinosas ou hemorrágicas. 
_ Catarrais: descamação e muco. 
_ Pseudomembranosas: necrose e fibrina. 
_ Necrosantes: muita necrose. 
_ Purulentas: pústula, abscesso, abscesso frio, furúnculo ou fleimão.