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Resumos Patologia Geral Veterinária - UESC

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da região, à medida que o tempo vai passando, o local volta ao normal). 
 
Microscopia: 
_ Dissociação de fibras e células. 
_ Distensão de vasos linfáticos. 
 
Edema pulmonar: único edema espumoso. 
_ Pneumócitos tipo II produzem surfactante pulmonar que impede o colapso alveolar. 
_ Quando tem liquido de edema misturado ao surfactante pulmonar, essa mistura gera espuma. 
 
 
 
HEMORRAGIA OU DERRAME 
 
_ Saída de sangue do compartimento vascular ou das câmaras cardíacas para o meio externo (hemorragia 
externa), para o interstício ou para as cavidades pré-formadas do organismo. 
 
Classificação quanto à origem: 
_ Hemorragia cardíaca: a mais grave. 
_ Hemorragia arterial: a segunda mais grave, devido a uma pressão elevada na circulação arterial. 
_ Hemorragia venosa e capilar: menos importantes. 
 
Classificação quanto à relação com o organismo: 
_ Hemorragias externas ou superficiais: por exemplo, quando corta o dedo na cozinha e o sangue escorre. 
_ Hemorragias internas com fluxo externo: 
* Utiliza-se o prefixo designativo do órgão afetado acrescido do sufixo “rragia”. 
* Ex.1: uma hemorragia no estômago e o animal vomita sangue. 
* Ex.2: quando o animal tem uma hemorragia interna no duodeno e o sangue é eliminado pelas fezes (melena = 
sangue digerido oculto nas fezes). 
_ Hemorragias ocultas (sem fluxo externo): 
* Viscerais (superficiais, parenquimatosas ou intersticiais) e ainda as cavitárias. 
* Utiliza-se o prefixo “hemo” ou “hemato” acrescido de termo designativo da cavidade afetada. 
 
Classificação quanto à idade do processo: 
_ Hemorragia recente: hemácias íntegras e perceptíveis nos cortes histológicos. 
_ Hemorragia antiga: quando a hemácia é extravasada ela é fagocitada, os fagócitos (macrófagos) vão degradar 
hemácia (hemólise) produzindo hemossiderina (pigmento marrom). 
 
Classificação quanto à morfologia: mais aplicável às vísceras e tegumentares. 
_ Petequias ou hemorragias puntiformes: 
* Hemorragias minúsculas, de 1 a 3 mm de diâmetro, esparsa (espalhadas). 
* Indicam defeitos qualitativos (disfunção plaquetária) ou quantitativos (trombocitopenia = pouca plaqueta na 
circulação de plaquetas). 
* Hemorragias muito comuns em vísceras ou na pele. 
 
 
_ Púrpuras: 
* Lesão superficial um pouco maior que as petequias, geralmente na pele, múltipla, plana ou discretamente 
elevada, podendo atingir até 1 cm de diâmetro. 
* Distúrbios plaquetários qualitativos ou quantitativos podem causar além de petequias, púrpuras. 
_ Equimoses (sufusões): 
* Hemorragia que aparece como mancha azulada ou arroxeada, mais extensa que a púrpura. 
* Pode provocar aumento discreto de volume local. 
* Frequentes em traumatismos. 
* Ex: batida na mesa, que erroneamente é chamada de hematoma. 
_ Hematoma (hematocisto): 
* Termo que se refere a uma tumoração (aumento de volume no local que existe sangue). 
* O órgão teve uma hemorragia, e o sangue ficou preso, formando uma bolsa. 
* Frequente após traumatismos (violência). 
* Geralmente ocorre em vísceras. 
 
Hemorragias por alterações da parede vascular: 
_ Hemorragias por rexe (ruptura): 
* Pode ser em vasos mais ou menos calibrosos. 
* Tem origem de traumatismo mecânicos (atropelamento, chute). 
* Em muitos casos há associação do agente mecânico com defeitos na resistência vascular ou coagulação do 
sangue. 
* Ex: batida de perna na parede ou na mesa, normalmente a hemorragia é pequena, porém em outras pessoas será 
maior em relação ao trauma mecânico. Isso acontece porque aquela pessoa especificamente pode ter uma 
resistência vascular diminuída, vaso mais frágil ou distúrbio de coagulação sanguínea. 
* Diminuição da resistência vascular pode ser causada devido à deficiência funcional de cobre, que pode causar 
déficit da síntese de colágeno, causando fragilidade vascular. 
* Geralmente a dilatação ocorre na parede do vaso, devido à arterite (inflamação da ateria). Essa porção é 
obviamente enfraquecida, ou seja, quando um vaso sofre essa arterite haverá o aneurisma causando o vaso 
menos resistente. 
* O mesmo ocorre devido à deficiência de colágeno, ela pode estar ligada a deficiência de vitamina C ou de 
cobre que são elementos que participam da síntese de colágeno. 
* Em suínos é comum o diagnóstico de lesões vasculares por deficiência de colágeno em animais que não tem a 
quantidade adequada de cobre na dieta. 
 
 
_ Hemorragias por digestão ou erosão vascular: 
* Inflamações com supuração (pus exsudato amarelo, esverdeado, com uma grande quantidade de neutrófilos), 
granulomatosas ou necrosantes. 
* Nessas inflamações existem filtrados inflamatórios o qual pode levar a ligação de enzimas que vegetam os 
vasos sanguíneos. Ou seja, os vasos sanguíneos podem ser envolvidos secundariamente para formações 
importantes. 
* A inflamação granulomatosa é um tipo específico de inflamação crônica presente, por exemplo, na 
tuberculose. 
* Indivíduos que contém úlcera podem ter vômito com sangue, e na ulceração gástrica o indivíduo elimina 
sangue oculto nas fezes. 
* A úlcera é uma destruição do tecido do estômago, destruição profunda, podendo chegar em um vaso, causando 
o sangramento. 
* Ulcerações em mucosas de órgãos ocos. 
_ Hemorragias por diapedese: 
* Acontece quando tem hiperemia passiva. 
* Não há de fato uma lesão vascular. 
* Existe um endotélio preservado, porém existe um afastamento entre as células endoteliais do vaso, permitindo 
a passagem de hemácias de dentro do vaso para o interstício. Isso acontece geralmente quando há aumento da 
pressão intravascular. 
_ Hiperemia passiva pulmonar: 
* Associada à insuficiência cardíaca do lado esquerdo. 
* Uma célula da insuficiência cardíaca corresponde a macrófagos com hemácia ou macrófagos com 
hemossiderina proveniente da diapedese de hemácias. Esse mecanismo acontece toda vez que há congestão 
(aumento da pressão intravascular). 
 
Hemorragias por alterações na coagulação sanguínea: 
_ O sangue deve-se manter fluido dentro do sistema cardiovascular, mas eventualmente existem lesões nos vasos 
sanguíneos, principalmente capilares e vênulas que possuem parede fina. 
_ Esse sistema de coagulação impede que haja escape de quantidades significativas de sangue. 
_ A coagulação tem duas vias: via extrínseca e via intrínseca, convergendo para uma via comum, em que o 
fibrinogênio se transforma em fibrina (malha de proteína filamentosa onde se encaixam os elementos figurados 
do sangue para formar o tampão plaquetário, o qual impede a saída de sangue do sistema cardiovascular). 
_ Em geral, quando há distúrbio de coagulação sanguínea terá hemorragia espontânea. Ou seja, o indivíduo está 
sem trauma nenhum, de repente começa a surgir hemorragia como, por exemplo, na dengue hemorrágica. 
 
 
_ Quando tem um trauma pequeno a hemorragia é desproporcional, logo, esse distúrbio de coagulação aumenta a 
hemorragia quando existe um trauma mecânico leve. 
1. Deficiências congênitas ou adquiridas de fatores plasmáticos da coagulação: 
_ O indivíduo nasce com uma deficiência no fator específico de coagulação sanguínea, como acontece nas 
hemofilias A ou B. 
_ Nos distúrbios adquiridos há doenças carenciais que é a deficiência de vitamina K, co-fator que participa da 
síntese de fatores da coagulação. Portanto, na ausência de vitamina K o animal tem distúrbio de coagulação 
sanguínea, que seria passiva de correção se o animal tiver um suprimento dessa deficiência de vitamina K. 
_ Outras causas é a doença hepática, geralmente a crônica. O fígado sintetiza a maior parte dos fatores de 
coagulação (fator II, VII, IX, X, proteínas C e S), participa tanto da via extrínseca