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Resumos Patologia Geral Veterinária - UESC

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quanto da intrínseca. 
_ Em animal com insuficiência hepática é frequente encontrar hemorragia, inclusive diátese hemorrágica 
(hemorragia generalizada = em vários locais simultaneamente). 
_ Trombose é quando há solidificação do sangue de forma anormal dentro do sistema cardiovascular. 
_ Choque séptico acompanha pessoas com infecção generalizada (bactérias gram negativas) pode desencadear 
trombose disseminada (coagulação intravascular disseminada). 
 
2. Coagulação intravascular disseminada (CID): 
_ Quando o indivíduo está vivo com choque séptico e nos vasos sanguíneos (geralmente nos capilares) são 
formados trombos em vários locais, simultaneamente. 
_ Quando o indivíduo tem coagulação intravascular disseminada ativa a cascata de coagulação, logo consome os 
fatores de coagulação. 
_ Esse consumo dos fatores em determinado local ocasiona a falta de fatores de coagulação em outro local. 
_ Paradoxalmente o indivíduo que sofre choque séptico, vai ter coagulação intravascular dissemina e hemorragia 
(trombo e ao mesmo tempo hemorragia) = coagulopatia de consumo. 
 
3. Excesso de substâncias anticoagulantes (endógenas ou exógenas): 
_ Alguns anti-inflamatórios, como a aspirina, quando utilizados de forma indiscriminada podem inibir a síntese 
de tromboxana-2, inibindo a coagulação sanguínea e gerar hemorragia. 
_ Pacientes que ficam hospitalizados tem tendência para ter trombose e sofrem heparinização (heparina, 
anticoagulante utilizado em hospitais para pacientes que ficam internados). 
_ O warfarin (raticida) inibe a coagulação sanguínea (anticoagulante), causa hemorragia e o indivíduo entra no 
quadro de diátese hemorrágica. Solução utilizar substâncias proagulantes no paciente, por exemplo, carvão. 
 
Hemorragias por alterações quantitativas ou qualitativas de plaquetas: 
_ Trombocitopenia: 
 
 
* Pode interferir na coagulação sanguínea. 
* Corresponde à diminuição de plaquetas na coagulação sanguínea, por exemplo, em pacientes com dengue 
hemorrágica. 
* Muito comum em animais com erliquiose. 
* Pode levar a hemorragias do tipo petequias ou púrpuras (hemorragias ligadas ao distúrbio de plaquetas). 
* Alguns medicamentos podem levar a ruptura ou destruição excessiva de trombócitos, levando a 
trombocitopenia. 
* Trombocitopenia autoimune – quando o indivíduo tem uma doença autoimune que se formam anticorpos 
causando destruição rápida das plaquetas na circulação sanguínea. 
_ Trombocitopatia: 
* Número normal de plaquetas, porém a função plaquetária está diminuída. 
* Também pode levar a hemorragias do tipo petequias ou púrpuras (hemorragias ligadas ao distúrbio de 
plaquetas). 
* Acontece acompanhando o uso de anti-inflamatórios não estereoidais, dentre eles, aspirina, dipirona, que 
inibem a ciclo-oxigenase, inibindo a produção de tromboxona II, que por sua vez, inibe a ativação e agregação 
plaquetária. 
 
Consequências: depende do volume sanguíneo e do local afetado. 
_ Grave: com perda de volume sanguíneo circulante grande, o animal tem hemoperitônio, ou seja, sangue 
extravasado para a cavidade abdominal pode matar o animal por choque hipovolêmico ou hipovolemia. 
_ Moderada: inspira cuidados, mas por si só não indica ainda risco de vida. 
_ Leve: não interfere significativamente na vida do indivíduo. 
 
Macroscopia: avermelhamento vivo ou arroxeado na área atingida e/ou fluxo sanguíneo. 
 
Microscopia: hemácias fora de vasos (livres, aglomeradas em coágulos ou fagocitadas por macrófagos). Com a 
evolução, a hemólise e a metabolização da hemoglobina leva ao aparecimento de hemossiderina e 
hemossiderófagos (macrófagos carregados pela hemossiderina). 
 
Resolução: 
_ Nas hemorragias menores: absorção do coágulo. 
_ Nas hemorragias mais amplas: organização e fibrose (invasão por fibroblastos). 
_ Aderências (folhetos parietal e visceral – hemoperitônio), encistamento (barreira de contenção da hemorragia), 
calcificação ou mineralização, ossificação (comum no otohematomas caninos), colonização bacterianas e 
supuração (pus). 
 
 
_ Optohematoma, muito frequente em cão que possui otite. Ao bater a unha causa trauma rompendo o vaso 
sanguíneo, aumento de volume no pavilhão auricular, criando hematoma, que deve ser drenado ou então, 
podendo sofrer calcificação ou ossificação. 
 
 
CHOQUE 
 
Choque, síndrome da insuficiência vascular periférica aguda ou colapso cardiovascular: distúrbio 
hemodinâmico agudo e sistêmico (corpo inteiro) caracterizado pela incapacidade do sistema circulatório de 
manter a pressão arterial em nível suficiente para garantir a perfusão sanguínea de órgãos vitais, o que resulta 
em hipóxia generalizada, podendo levar à morte. 
 
Importante: a pressão arterial vai está baixa, fazendo com que os tecidos não consigam realizar uma perfusão 
adequada. Pode ser influenciada por três fatores: coração (bomba cardíaca), volume sanguíneo e 
compartimento vascular. 
 
Choque cardiogênico: disfunção na bomba do miocárdio. 
_ Contratilidade do coração: infartos no miocárdio (morte celular ou necrose de coagulação gerada por hipóxia 
no miocárdio), miocardites (inflamação no miocárdio), insuficiência mitral, ICC em geral, arritmias 
(taquicardia paroxística ou fibrilação auricular, bradicardia grave). 
_ Sobrecarrega o coração do lado direito devido ao mau funcionamento do pulmão: embolia pulmonar grave, 
pneumotórax, tamponamento cardíaco (hidro e/ou hemopericardio), aneurisma aórtico dissecante (Medicina 
Humana). 
 
Choque hipovolêmico: pouco volume sanguíneo circulante. 
_ Causado por redução aguda e intensa do volume sanguíneo circulante (hemorragia): 
* Hemorragias graves (choque hemorrágico). 
* Queimaduras extensas (lesão tecidual e muita perda de líquido). 
* Intoxicação por diuréticos. 
* Diarreias e vômitos intensos. 
 
Choque neurogênico: tipo distributivo. 
_ Existem fatores neurogênicos que garantem o tônus vascular. 
_ Quando há desregulação neurogênica isso terá como resultado uma vasodilatação, perda do tônus vascular 
com diminuição do retorno venoso garantindo o choque neurogênico. 
_ Causado por: 
* Afecções agudas do sistema nervoso central: traumatismos (choque traumático), sangramento ou insolação. 
* Dor intensa. 
* Bloqueadores ganglionares e anti-hipertensivos. 
* Anestesia. 
 
 
* Estresse acentuado, por exemplo, coleta de sangue, captura de animais silvestres. Podendo levar à morte. 
 
Choque anafilático: 
_ Anafilaxia é uma resposta alérgica, sistêmica, mediada por anticorpos da classe IgE sofrendo desgranulação 
quando em contato com o antígeno correspondente. 
_ Mastócitos (tecido) e basófilos (sangue) possuem grânulos intracitoplasmáticos que contem substâncias 
como a histamina, serotonina, dentre outros. 
_ Quando uma pessoa é alérgica, ela é sensibilizada, produzindo anticorpos IgE que se fixam na membrana de 
basófilos e mastócitos (1º contato). Quando entrar no 2º contato com o alérgico haverá novamente o contato 
com o alergênico, se ligando na IgE correspondente. Quando tem essa ligação, há uma reação e esses grânulos 
serão exocitados, também chamada de desgranulação. 
_ A desgranulação libera histamina, dentre outras substâncias, gerando a vasodilatação, que pode gerar 
diminuição da pressão arterial, que por sua vez, pode gerar edema. 
_ A vasodilatação no choque anafilático serve para liberação de substâncias biologicamente ativas que são 
liberadas por mastócitos e basófilos. 
_ Essa vasodilatação pode ser tão grave a ponto de provocar queda da pressão arterial que pode matar por 
choque anafilático. 
 
Choque séptico: 
_ Geralmente acompanha infecções por bactéria gram-negativas. Embora também possa ter por bactéria gram-