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Autoridade docente

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Nome: Vinicius Senna e Gutemberg Souza
Situação problema
Inversão de valores em sala de aula, ou seja, a perda de autoridade do professor no âmbito escolar, nos últimos 30 anos. Uma pesquisa feita pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) aponta que no Brasil o professor perde 20% do tempo de aula acalmando os alunos e colocando a classe em ordem para poder ensinar. Além disso, o estudo aponta que 60% dos professores brasileiros ouvidos têm mais de 10% de alunos-problemas em sua sala de aula, o maior índice entre os países participantes do estudo. O professor perde muito tempo com brigas e discursões, visto que estudo aponta que no Brasil o professor perde 20% do tempo para por a classe em ordem e acabar com a bagunça, 13% do tempo resolvendo problemas burocráticos e 67% dando conteúdo. É o país onde o professor mais perde tempo de aula, a diminuição da autoridade gerou um índice de autoritarismo na sala de aula, pois Intimidação verbal de professores, o Brasil é primeiro lugar com 12,5%.Em seguida vem a Estônia (11%).O construtivismo pode ser um fator de deturpação no papel de autoridade na relação professor aluno, pois com os olhares voltados para o aluno, o mesmo poderá pensar ser a autoridade em sala de aula oque gera essa rebeldia do mesmo, diminuindo cada vez mais a autoridade do professor gerando muitas vezes atitudes autoritárias. Por que mesmo com leis que afirmam que o professor é autoridade em sala de aula, há alunos que insistem em desobedecer ao professor e afirmarem que são autoridades?
Múltiplas indagações 
Do ponto de vista dos docentes quando perguntamos para os professores quais as causas do enfraquecimento da autoridade, as respostas remetem hegemonicamente a causas externas ao ambiente escolar: perda ou crise de valores falta de educação e de limites, a ausência da família na escola, a desestruturação da família e o Estatuto da Criança e do Adolescente (BRASIL, 1990), que é condescendente com o adolescente e não ensina que ele também tem deveres além de direitos. Eventualmente emerge a percepção do quanto cooperam para o modelo vigente de educação quando são confrontados com situações cotidianas nas quais eles mesmos têm dificuldades em colocar limites e serem firmes. A dificuldade dos próprios professores em colocar limites é uma questão muito comum no cotidiano das escolas e tem alguns fatores associados. O primeiro deles é que esse professor sofre uma pressão considerável por parte das instâncias superiores para não ser tão rígido com as notas e outros fatores. As escolas, atualmente, são bastante pressionadas pelas Secretarias de Educação para não reprovar alunos porque é necessário ter processos muito bem documentados para manter a reprovação, o que usualmente não é a cultura das escolas públicas e ainda há muita informalidade na forma como as coisas são feitas. Os pedagogos participantes da pesquisa relataram que nas reuniões com os núcleos de educação há certa reticência com a reprovação, por questões ideológicas ou porque os índices de reprovação assombram os órgãos gestores.
Do ponto de vista construtivista, o professor deixou de ser “o centro do palco” e tornou-se “um guia ao lado”, o que gera um egocentrismo em tordo do aluno.
Do ponto de vista histórico Independente da época, sempre houve questões na relação professor-aluno que poderiam remeter a uma maior ou menor autoridade do docente. Porém, o que se pode perceber é que, no passado a questão da autoridade não era algo estrutural, sentida por toda categoria profissional. Dessa forma cabe-se indagar que fatores estavam presentes no passado e que não estão na atualidade da relação professor-aluno.
 Em Educação e Sociologia, Durkheim (1978) postula que a educação é, acima de tudo, o meio pelo qual a sociedade renova perpetuamente as condições de sua própria existência. Nesta afirmativa, o referido teórico apresenta uma concepção sobre a educação próxima da realidade educacional do mundo ocidental. Entretanto, apesar de ser considerada essencial, a relação de ensino é uma das mais difíceis de ser exercida em nossa sociedade, Ricoeur (apud AQUINO, 1999, p. 140). Dentre outros fatores, ela pode ser qualificada desta forma por causa da diversidade de espaços em que se dá a ação educativa, bem como a complexidade que envolve a relação educador/educando. Na situação pedagógica, acontecem de maneira natural lugares de encontro e comunicação entre professor e aluno. Dentre os espaços educacionais em que esta relação se estabelece, a sala de aula pode ser considerada um lugar salutar. A partir desta realidade concreta, que envolve os sujeitos, é que se sobressai a questão da autoridade docente. No trabalho pedagógico, especialmente no que se refere aos moldes de relação Sandra Carla Caixeta “Autoridade docente em sala de aula” entre docente e discente, o professor exerce uma autoridade que é, ou deveria ser, fruto de qualidades intelectuais, morais e técnicas. De forma mais abrangente, “[...] a autoridade decorre da competência e da maturidade no vivenciar, propor e encaminhar ações” (LUCKESI, 1984, p. 5). Na dinâmica da autoridade, o professor dá ordens que se referem ao bom andamento do processo de ensino‐aprendizagem e o aluno as segue desde que elas sejam justas e se mostrem eficazes.   É válido destacarmos que existe nesta convivência uma disparidade. 
Perguntas
Será problema no professor sua perda de autoridade?
A falta do conhecimento por parte docente de seus direitos e deveres é um fator para a diminuição da autoridade?
O nível de desrespeito por parte dos alunos é causado por fatores externos? E apenas pelos mesmos?
As teorias construtivistas influenciam para a perda de autoridade? Ou o mau uso das mesmas?
Quais as saídas para o retorno da autoridade para o docente?
 Síntese 
Autoridade docente nos tempos contemporâneos é uma ilusão?
 Referências
http://g1.globo.com/educacao/noticia/2015/03/professor-no-brasil-perde-20-da-aula-com-bagunca-na-classe-diz-estudo.html
http://www.planetaeducacao.com.br/portal/artigo.asp?artigo=526
http://penta.ufrgs.br/~luis/Ativ1/SalaTradxConstr.html
http://docplayer.com.br/14495794-Construtivismo-no-ponto-de-inversao-resumo.html
http://pergaminho.unipam.edu.br/documents/43440/43863/autoridade_docente_em_sala_de_aula.pdf
http://www.scielo.br/pdf/ccedes/v19n47/v1947a02.pdf