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permitiram a prática de preços mais competitivos, 
tornando os carros acessíveis a um maior número de pessoas.
•	 Produção em massa (ou produção em série) - tornada possível com a organização 
eficiente do trabalho, que consistia na divisão do produto em partes, bem como na 
fragmentação do processo em etapas.
•	 Elevação da produtividade – o aumento da intensidade de produção tornou 
possível obter economia máxima de material e de tempo. O automóvel era fabricado 
em 84 minutos e vendido antes do pagamento dos salários e dos insumos nele 
utilizados.
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18 Laureate- International Universities
Ebook - Modelos de Administração
Tornou-se histórica a frase de que o consumidor poderia pedir qualquer carro Ford, 
desde que fosse um Thunderbird preto (modelo T ), conhecido como “Ford Bigode”. 
Você sabe o que quer dizer essa frase? Ela refletia as características da linha de 
produção, que não oferecia muita flexibilidade, não permitindo um número maior 
de opções aos consumidores. Muito tempo se passou e a linha de montagem das 
indústrias automobilísticas incorporou o conceito de flexibilidade, que varia conforme 
a planta. A fábrica da GM, em São Caetano do Sul, é considerada uma das mais 
flexíveis do mundo, produzindo na mesma linha de montagem diferentes modelos de 
automóveis e uma cartela de cores ampliada. Por outro lado, o Tucson, da Hyundai, 
fabricado no Brasil desde 2005 e sucesso de vendas devido ao preço competitivo na 
categoria, conta com apenas duas opções de cores disponíveis: bege e preto.
NÓS QUEREMOS SABER!
Ford remunerava seu pessoal com elevados salários e se preocupava com problemas que 
eles, eventualmente, apresentavam. Por esse motivo é considerado o precursor da Escola de 
Relações Humanas. Mas, afinal, os conceitos de Ford eram diferentes dos conceitos de Taylor? 
Não. Os conceitos se integraram e, embora Taylor seja considerado o principal representante 
da Administração Científica, Ford exerceu um papel preponderante em um conjunto de 
perspectivas gerenciais válido até hoje. Analogamente, pode-se afirmar que Taylor abriu um 
caminho e Ford o percorreu com maestria.
O casal Frank (1868 – 1924) e Lillian Gilbreth (1878 – 1972) também contribuiu para a 
Administração Científica, ao prover conceitos sobre a redução do desperdício e a fadiga do 
trabalho. Frank Gilbreth propôs a eliminação dos desperdícios como forma de aumentar a 
produtividade. Os desperdícios relacionam-se, sobretudo, ao estudo dos movimentos. Esse 
trabalho colaborou com o de Taylor, que se dedicou, sobretudo, à questão dos tempos.
Lillian Gilbreth, oriunda da área de Letras, voltou-se para a Psicologia, desenvolvendo a tese 
intitulada The Psychology of Management. Ela contribuiu nos estudos do marido, dedicando-se 
à redução da fadiga desnecessária. Assim, a autora deu origem a um dos primeiros estudos 
acerca da condição humana na indústria, detalhado na obra Estudo da Fadiga, de 1916.
Henry Gantt (1861 – 1919) também contribuiu para a Administração Científica, sobretudo com 
a criação do Gráfico de Gantt, que permite determinar com eficiência a operacionalização 
das atividades, o tempo de execução, os custos e as metas. O gráfico permite controlar o 
desempenho em relação ao planejado, relacionando-o ao tempo e a outros insumos previstos. 
Os pressupostos do gráfico evidenciam as principais preocupações de Gantt: planejamento, 
tempo, custo e controle. O gráfico de Gantt ainda serviu de base para técnicas modernas de 
Planejamento e Controle de Produção (PCP).
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Figura 5 – Exemplo de gráficos de Gantt.
Fonte: <http://www.papoempreendedorismo.com.br/2011/09/diagrama-de-gantt.html>.
Frank Gilbreth (1880 – 1949) desenvolveu essa perspectiva dando origem, posteriormente, à 
Escola de Relações Humanas. Acompanhe um exemplo: para construir uma parede de tijolos, 
os trabalhadores se abaixavam para apanhá-los. Ao propor a introdução de uma mesa para 
apoiar os tijolos, mantendo-os na altura dos operários, a fadiga dos empregados diminuiu e a 
produtividade aumentou.
Joseph Wharton (1826 – 1909) era um dos grandes acionistas da Bethlehem Steel e foi ele 
quem contratou Taylor para trabalhar na empresa. Fundou, em 1881, a primeira escola de 
Administração, a Wharton School, pertencente à University of Pensylvania e até hoje uma das 
instituições com maior destaque no ensino de Administração.
1.2.3 Reflexões e legado da Administração Científica
Alguns aspectos da Administração Científica são passíveis de reflexão e crítica. Por exemplo, 
a mecanização proposta por Taylor não considerava o aspecto humano e desestimulava a 
iniciativa pessoal. Também o estudo dos tempos e movimentos, levado à última instância, 
conduz ao esgotamento físico do operário. Outro ponto crítico consiste na visão estreita de que 
aspectos relacionados à motivação circunscrevem-se a incentivos salariais.
De toda forma, Taylor contribuiu enormemente para o desenvolvimento da ciência 
administrativa e a grande maioria dos seus conceitos ainda é válida atualmente. Depois 
da Administração Científica, outras abordagens e teorias se seguiram, agregando novas 
perspectivas aos estudos da Administração e garantindo seu desenvolvimento.
Taylor chegou a ser chamado para depor no Congresso para explicar por que um aumento de 
300% na eficiência de um pedreiro correspondeu a aumento salarial de apenas 30%. Ele contra-
argumentou que o dispêndio de energia do pedreiro passou a corresponder a 33% da energia 
despendida anteriormente. O veredicto proibiu o uso de cronômetros e incentivos financeiros.
O estudioso deixou seu legado também no Brasil. Na década de 1930, foi fundado, em São 
Paulo, o Instituto de Organização Racional do Trabalho (Idort) motivado pelas ideias de Taylor. 
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Você sabia que a influência da Revolução Industrial não se limita às organizações e à 
administração? Seus aspectos de repetição dos movimentos e mecanização da produção 
impactaram também as artes, mais especificamente o movimento neoimpressionista. Georges 
Seurat, pintor francês, é um dos fundadores do movimento, do final do século XIX, e pioneiro 
no pontilhismo, técnica de pintura a partir de diversos e repetidos pontos de tinta na tela. Outro 
pintor relevante foi Camille Pissarro. Os neoimpressionistas compunham um grupo distinto 
dos impressionistas – que evocam impressões da luz do Sol, cores e sombras –, por serem 
menos preocupados em pintar espontaneamente e mais focados na preparação e nos aspectos 
técnicos de formas e design.
1.2.4 A Teoria Clássica
A intenção dos autores da Teoria Clássica era criar uma teoria da administração calcada na 
divisão de trabalho, especialização, coordenação e atividades baseadas em níveis hierárquicos 
(linha e staff). Essa teoria concebe a organização como se fosse uma estrutura, provavelmente 
influenciada por concepções antigas (militar e eclesiástica) com formatação rígida e 
hierarquizada.
Henri Fayol, engenheiro francês, lançou a obra Administration Industrielle et Générale, 
em 1916, que serviu de base ao que se intitulou Teoria Clássica da Administração. Ele 
estava alinhado com o pensamento de Taylor, porém com foco na gestão, sobretudo a alta 
administração.
Com a globalização, as informações percorrem longas distâncias em segundos, e um fato 
isolado imediatamente se torna de domínio mundial. Naquela época, porém, essa troca 
de informações não ocorria com facilidade. Ainda assim, os europeus tiveram acesso aos 
princípios de Administração Científica. Já os americanos conheceram a obra de Fayol apenas 
em 1949.
Fayol definiu 14 princípios básicos que, combinados com os conceitos de Administração 
Científica, constituem as bases da Teoria Clássica.