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Apostila de Aparelho Digestório - Anatomia Humana

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na corrente
sanguínea. A icterícia ocorre quando a
função hepática foi bloqueada por
obstrução dos condutos biliares ou por
danos causados pela hepatite. Tanto a
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Hepatite A, B e C podem causar danos ao
fígado. A cirrose hepática comumente
ocorre nos alcoólatras, que colocam o
fígado em uma situação de estresse devido
a grande quantidade de álcool que necessita
ser processado.
O Pâncreas
O pâncreas produz o suco
pancreático, que neutraliza o quimo. Elimina
esse suco através do ducto pancreático ao
intestino delgado.
O Intestino Grosso
O intestino grosso é constituído por
cólon, ceco, apêndice e reto. Seu conteúdo
é geralmente constituído por resíduos de
material não digerível e líquidos.
Movimenta-se através de contrações
involuntárias, que leva o conteúdo
intestinal para frente e para trás, bem
como por contrações propelentes que
carregam esse material ao longo do
intestino grosso.
As secreções presentes no
intestino grosso são um muco alcalino que
protege os tecidos epiteliais e neutralizam
os ácidos produzidos pelo metabolismo
bacteriano. Água, sais e vitaminas são
absorvidos e o material remanescente do
conteúdo intestinal acaba por formar as
fezes (constituídas especialmente por
celulose, bactérias e bilirrubina). As
bactérias presentes no intestino grosso,
tais como a E. coli, produzem vitaminas
(incluindo a vitamina K), que são
absorvidas.
Regulação do Apetite
O hipotálamo, no cérebro, tem
dois centros de controle da fome. Um
deles é o centro do apetite e o outro é o
centro da saciedade.
Hormônios como a gastrina, a
secretina e a colecistocinina, são
responsáveis pela regulação dos estágios
da digestão. As proteínas, no estômago,
estimulam a secreção de gastrina, que
causa um aumento na secreção ácida do
estômago e na motilidade do trato
digestivo, movimentando os alimentos.
Quando o bolo alimentar chega no
duodeno, ocorre um aumento da produção
de secretina que, por sua vez, promove a
liberação de secreções alcalinas pelo
pâncreas que impede a passagem posterior
de alimentos para o intestino enquanto os
ácidos não são neutralizados. A
colecistocinina (CCK) é liberada pelo
epitélio intestinal em resposta à presença
de gorduras, provocando a liberação de
bile da vesícula biliar e de lípase (uma
enzima que digere gordura) no pâncreas.
O Metabolismo da Glicose
Os níveis de glicose no sangue
permanecem moderadamente estáveis. O
fígado absorve glicose do sangue e o
armazena como glicogênio, um tipo de
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polissacarídeo. Os níveis sanguíneos de
glicose são mantidos, nos intervalos entre
as refeições, pela liberação de glicose a
partir do glicogênio.
Nutrição
A nutrição depende da composição
dos alimentos, do seu conteúdo energético
e da síntese lenta (ou não total) de
moléculas orgânicas. Os organismos ditos
quimiotróficos (geralmente bactérias)
obtém sua energia à partir de reações
químicas inorgânicas. Os organismo
fototróficos convertem a energia solar em
açúcar e outras moléculas orgânicas. Os
organismo heterotróficos comem para
obter energia a partir da quebra das
moléculas orgânicas que compõe os
alimentos.
De macronutrientes são chamados
os alimentos que necessitamos em larga
escala todos os dias. Estes incluem
carboidratos, lipídios e aminoácidos. A
água é essencial e o correto balanço
hídrico é indispensável para o correto
funcionamento do corpo.
Aproximadamente 60% da dieta
deve ser constituída por carboidratos, tais
como os contidos no leite, carne, vegetais
e nos grãos e seus derivados. Uma dieta
diária normal deve conter pelo menos 100
gramas de carboidratos.
As proteínas são polímeros
compostos de aminoácidos. Encontramos
proteínas nas carnes vermelhas, leite,
aves, peixes, grãos de cereais e feijões.
Elas são necessárias para o crescimento e
reparação celular. Vinte aminoácidos são
encontrados nas proteínas, dos quais os
seres humanos conseguem sintetizar onze.
Os nove restantes são aminoácidos
essenciais que devem ser providos pela
dieta ingerida. Normalmente, as proteínas
não são utilizadas para produzir energia,
entretanto, durante inanição as proteínas
musculares poderão ser processadas para
obtenção de energia. O excesso de
proteínas poderá ser usado para obtenção
de energia ou serão convertidas em
gorduras.
Os lipídios e gorduras são
responsáveis pela maior parte da produção
energética, assim muitos animais e plantas
armazenam energia como gordura. Lipídios
e gorduras são encontrados em óleos,
carnes, manteiga e plantas (tais como o
abacate e o amendoim). Alguns ácidos
graxos, tais como o ácido linoleico, são
essenciais e devem ser incluídos na dieta
normal. Quando presentes no intestino, as
gorduras promovem a obtenção de
vitaminas A, D, E e K.
As vitaminas são moléculas
orgânicas e são utilizadas para promover
as reações metabólicas. Elas usualmente
não podem ser fabricadas pelo organismo,
sendo necessárias em quantidades
infinitesimais. As vitaminas podem agir
como co-fatores enzimáticos (chamadas
então de coenzimas). Algumas vitaminas
são solúveis em óleo, outras em água.
Quantidades muito pequenas de
elementos minerais são, também,
necessárias durante o processo normal de
metabolismo, atuando como componentes
de células e tecidos, bem como na
condução do estímulo nervoso e na
contração muscular. Apenas podem ser
obtidos na dieta. Ferro (para a
hemoglobina), Iodo (para a tiroxina),
Cálcio (para os ossos) e Sódio (para a
transmissão do estímulo nervoso) são
exemplos de minerais que utilizamos em
nosso organismo.
Há uma relação quantitativa entre
nutrientes e saúde. Desequilíbrios podem
causar doenças. Muitos estudos
comprovaram que a nutrição é um fator
primordial nas doenças cardiovasculares,
hipertensão e câncer.
Fontes de textos e figuras:
Online Biology Book
© The Online Biology Book is hosted by Estrella Mountain
Community College, in sunny Avondale, Arizona. Text ©1992,
1994, 1997, 1998, 1999, 2000, 2001, 2002, M.J. Farabee, all rights
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