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EXECELENTÍSSIMO SENHOR JUIZ DE DIREITO DA 4ª VARA DE FAMÍLIA DA COMARCA DE MANAUS/AM.
Processo nº 0642499-37.2015.8.04.0001
CARLOS MORAES DA SILVA NETO, MATHEUS LEONARDO PRADO MORAES, ANREIA PRADO MORAES, menores impúberes, neste ato representados por sua genitora LÚCIA RADIJIA MARTINS PRADO, brasileira, divorciada, autônoma, Cédula de Identidade nº 1494031-0 SSP/AM, inscrita no CPF sob o nº 660.175.302-59, endereço eletrônico lucia_radijia@hotmail.com, domiciliados e residentes na Rua Raul Antony Campos, nº 33 – Bairro Petrópolis – CEP: 69079-370 – Manaus/AM, por intermédio de seu advogado infra-assinado, conforme procuração anexa, com endereço profissional situado na Rua Major Gabriel número 768, Centro - CEP: 69.020-060, Manaus/Amazonas, onde receberá intimações e notificações, vem à presença de Vossa Excelência, com fulcro no art. 335 do CPC, apresentar 
CONTESTAÇÃO
à Ação Revisional de Alimentos, movida por CARLOS MORAES DA SILVA FILHO, devidamente qualificado nos autos, e o faz pelos motivos que passa abaixo a expor:
I - DA GRATUIDADE DA JUSTIÇA
Requer sejam deferidos os benefícios da justiça gratuita, com fulcro no disposto ao inciso LXXIV, do artigo 5º da Constituição Federal e na Lei nº 1.060/50, em virtude de ser pessoa pobre na acepção jurídica da palavra e sem condições de arcar com os encargos decorrentes do processo, sem prejuízo de seu próprio sustento e de sua família, conforme declaração em anexo.
II – DOS FATOS
No dia 22 de setembro de 2008, as partes em audiência de conciliação celebraram acordo no qual o requerente da presente ação, pagaria a seus filhos a título de alimentos a quantia equivalente a 40% (quarenta por cento) dos seus vencimentos brutos, descontados em folha de pagamento e depositado na conta bancária da genitora dos alimentados.
Conforme se depreende da inicial, o autor requer a revisão dos alimentos alegando modificação em sua situação financeira atual, não podendo desta forma, continuar a pagar os valores outrora acordados.
		Alega ainda, que no referido acordo, o mesmo ficara obrigado a pagar a quantia de R$ 271, 91 (duzentos e setenta e um reais e noventa e um centavos).
		Ocorre Excelência, que como já mencionado, o valor relativo ao pagamento da pensão alimentícia ficou determinado em percentual fixo sobre os vencimentos brutos dos alimentandos, e não na quantia de R$ 271,91 (duzentos e setenta e um reais e noventa e um centavos).
Importante frisar que, o valor dado pelo requerente a título de alimentos é destinado a garantir os recursos básicos para a criação das três crianças, todas em idade escolar, não tendo a genitora condições suficientes para arcar sozinha com todas as despesas decorrentes para a subsistência. Mostra-se desta forma, que os valores pagos atualmente aos alimentandos são de extrema necessidade.
Conforme comprovantes anexos, a requerida possui despesas com os 03 (três) menores que, se houver a redução nos valores da pensão, trará consequências significativas a subsistências das crianças.
III – DOS FUNDAMENTOS
		A obrigação de alimentos deve ser suportada pelos pais, obedecendo o que está disposto o art. 226, § 5º da Carta Magna, não sendo responsabilidade única e exclusiva de um dos cônjuges.
Art. 226. A família, base da sociedade, tem especial proteção do Estado.
§ 5º - Os direitos e deveres referentes à sociedade conjugal são exercidos
igualmente pelo homem e pela mulher.
Complementando o entendimento acima, dispõe o art. 1.696 do Código Civil:
Art. 1.696. O direito à prestação de alimentos é recíproco entre pais e filhos, e extensivo a todos os ascendentes, recaindo a obrigação nos mais próximos em grau, uns em falta de outros.
Com fundamento no art. 1.694, §1º do Código Civil, que transcrevemos abaixo:
§1º Os alimentos devem ser fixados na proporção das necessidades do reclamante e dos recursos da pessoa obrigada”.
A redução dos alimentos pagos às crianças poderá comprometer a subsistência dos alimentandos, não suprindo suas necessidades básicas.
Saliente-se que o requerente tenta induzir este Juízo ao erro ao afirmar, nas fls. 02, que recebeu após 1 mês inteiro de trabalho o valor líquido de R$ 161,98 (cento e sessenta e um reais e noventa e oito centavos). Esquece de informar que, neste mesmo mês, recebeu adiantamento salarial, conforme holerite de fls. 15, de R$ 420, 64 (quatrocentos e vinte reais e sessenta e quatro centavos).
Observa-se no holerite do requerente, juntado nas fls. 30-31, que este possui despesas com um cartão CONTROL LIFE (espécie de cartão de crédito, fornecido a trabalhadores, realizado em convênio com as empresas às quais está vinculado, no qual o funcionário poderá realizar compras diversas e ter o desconto em folha de pagamento), no importe de R$ 309,50 (trezentos e nove reais e cinquenta centavos), desta feita, verifica-se que existe uma má administração feita por parte do requerente, não significando assim, que o mesmo não receba nenhum vencimento após o desconto dos alimentos, pois boa parte do seu salário já fora adiantado. 
Com relação as afirmações contidas na petição de fls. 28, e documentos anexos de fls. 29-31, evidencia-se que o acordo foi realizado com base em 40% do salário BRUTO (fls.29). Não ocorreu nenhum erro no desconto, visto ser realizado COM BASE NO ACORDO HOMOLOGADO.
		No mais, referente a afirmação de que no período somente recebeu R$ 55,11 (cinquenta e cinco reais e onze centavos), novamente esquece de falar da antecipação de férias recebidas e de adiantamentos quinzenais. Ora, busca fazer entender sofrer uma redução brusca salarial, mas, no entanto, não menciona outros valores recebidos.
Também causa dúvida o requerente informar passar por dificuldades e contratar advogado particular na causa, diferentemente da parte requerida, que buscou este Núcleo de Práticas Jurídicas por não ter, REALMENTE, condições de arcar com as despesas de um processo, tão pouco com honorários advocatícios. Saliente-se que, o requerido, sequer juntou declaração de hipossuficiência ao processo.
IV – DOS PEDIDOS
Em face de todo exposto, requer:
1) Seja julgado improcedente o pedido revisional de alimentos, mantendo-se o pagamento a título de alimentos a 40% (quarenta por cento) dos seus vencimentos brutos, conforme acordado anteriormente;
2) A concessão do benefício da Justiça Gratuita, conforme permissivo legal da Lei nº 1.060/50, pois a Requerente é pobre na acepção jurídica do termo, não tendo condições financeiras de arcar com as custas processuais e honorários advocatícios, conforme declaração de residência e pobreza;
3) A total improcedência do pedido de abatimento, em meses posteriores, de valores de pensão alimentícia já descontados, visto que foram realizados CONFORME TERMO DE ACORDO HOMOLOGADO;
4) A condenação do requerente em custas e honorários de sucumbência.
Protesta por todos os meios de prova admitidos em Direito.
Nestes Termos,
Pede Deferimento.
Manaus (AM), 03 de março de 2016.
ERIVAN OLIVEIRA PASSOS
OAB/AM 7.864
JEFFERSON DA SILVA GONÇALVES
ESTAGIÁRIO
LIDYANNE SERRÃO FERREIRA
ESTAGIÁRIA
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