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Estatuto da cça e do adolente

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Art. 53. A criança e o adolescente têm direito à educação, visando ao pleno 
desenvolvimento de sua pessoa, preparo para o exercício da cidadania e 
qualificação para o trabalho, assegurando-se-lhes:
I – igualdade de condições para o acesso e permanência na escola;
II – direito de ser respeitado por seus educadores;
III – direito de contestar critérios avaliativos, podendo recorrer às instân-
cias escolares superiores;
IV – direito de organização e participação em entidades estudantis;
V – acesso à escola pública e gratuita próxima de sua residência.
Parágrafo único. É direito dos pais ou responsáveis ter ciência do processo 
pedagógico, bem como participar da definição das propostas educacionais.
Art. 54. É dever do Estado assegurar à criança e ao adolescente:
I – ensino fundamental, obrigatório e gratuito, inclusive para os que a ele 
não tiveram acesso na idade própria;
II – progressiva extensão da obrigatoriedade e gratuidade ao ensino médio;
III – atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência, 
preferencialmente na rede regular de ensino;
IV – atendimento em creche e pré-escola às crianças de zero a seis anos de 
idade;
V – acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e da criação 
artística, segundo a capacidade de cada um;
VI – oferta de ensino noturno regular, adequado às condições do adoles-
cente trabalhador;
VII – atendimento no ensino fundamental, através de programas suple-
mentares de material didático-escolar, transporte, alimentação e assistên-
cia à saúde.
§ 1º o acesso ao ensino obrigatório e gratuito é direito público subjetivo.
§ 2º o não oferecimento do ensino obrigatório pelo poder público ou sua 
oferta irregular importa responsabilidade da autoridade competente.
§ 3º Compete ao poder público recensear os educandos no ensino funda-
mental, fazer-lhes a chamada e zelar, junto aos pais ou responsável, pela 
frequência à escola.
Art. 55. os pais ou responsável têm a obrigação de matricular seus filhos 
ou pupilos na rede regular de ensino.
Série
Legislação32
Art. 56. os dirigentes de estabelecimentos de ensino fundamental comu-
nicarão ao conselho tutelar os casos de:
I – maus-tratos envolvendo seus alunos;
II – reiteração de faltas injustificadas e de evasão escolar, esgotados os re-
cursos escolares;
III – elevados níveis de repetência.
Art. 57. o poder público estimulará pesquisas, experiências e novas pro-
postas relativas a calendário, seriação, currículo, metodologia, didática e 
avaliação, com vistas à inserção de crianças e adolescentes excluídos do 
ensino fundamental obrigatório.
Art. 58. No processo educacional respeitar-se-ão os valores culturais, ar-
tísticos e históricos próprios do contexto social da criança e do adolescente, 
garantindo-se a estes a liberdade da criação e o acesso às fontes de cultura.
Art. 59. os municípios, com apoio dos estados e da união, estimularão e 
facilitarão a destinação de recursos e espaços para programações culturais, 
esportivas e de lazer voltadas para a infância e a juventude.
CAPítuLo V
Do DIrEIto à ProFISSIoNALIZAção E 
à ProtEção No trABALho
68Art. 60. É proibido qualquer trabalho a menores de quatorze anos de ida-
de, salvo na condição de aprendiz.
Art. 61. A proteção ao trabalho dos adolescentes é regulada por legislação 
especial, sem prejuízo do disposto nesta lei.
Art. 62. Considera-se aprendizagem a formação técnico-profissional mi-
nistrada segundo as diretrizes e bases da legislação de educação em vigor.
Art. 63. A formação técnico-profissional obedecerá aos seguintes princípios:
I – garantia de acesso e frequência obrigatória ao ensino regular;
II – atividade compatível com o desenvolvimento do adolescente;
III – horário especial para o exercício das atividades.
68 o art. 7º, inciso XXXIII, da Constituição, com redação dada pela Emenda Constitucional nº 20, 
de 16-12-1998, assim disciplina o trabalho de menores: “proibição de trabalho noturno, perigo-
so ou insalubre a menores de dezoito e de qualquer trabalho a menores de dezesseis anos, salvo 
na condição de aprendiz, a partir de quatorze anos”.
Estatuto da Criança e do Adolescente
9ª edição 33
69Art. 64. Ao adolescente até quatorze anos de idade é assegurada bolsa de 
aprendizagem.
70Art. 65. Ao adolescente aprendiz, maior de quatorze anos, são assegura-
dos os direitos trabalhistas e previdenciários.
Art. 66. Ao adolescente portador de deficiência é assegurado trabalho 
protegido.
Art. 67. Ao adolescente empregado, aprendiz, em regime familiar de traba-
lho, aluno de escola técnica, assistido em entidade governamental ou não 
governamental, é vedado trabalho:
I – noturno, realizado entre as vinte e duas horas de um dia e as cinco horas 
do dia seguinte;
II – perigoso, insalubre ou penoso;
III – realizado em locais prejudiciais à sua formação e ao seu desenvolvi-
mento físico, psíquico, moral e social;
IV – realizado em horários e locais que não permitam a frequência à escola.
Art. 68. o programa social que tenha por base o trabalho educativo, sob 
responsabilidade de entidade governamental ou não governamental sem 
fins lucrativos, deverá assegurar ao adolescente que dele participe condi-
ções de capacitação para o exercício de atividade regular remunerada.
§ 1º Entende-se por trabalho educativo a atividade laboral em que as exi-
gências pedagógicas relativas ao desenvolvimento pessoal e social do edu-
cando prevalecem sobre o aspecto produtivo.
§ 2º A remuneração que o adolescente recebe pelo trabalho efetuado ou a 
participação na venda dos produtos de seu trabalho não desfigura o caráter 
educativo.
Art. 69. o adolescente tem direito à profissionalização e à proteção no tra-
balho, observados os seguintes aspectos, entre outros:
I – respeito à condição peculiar de pessoa em desenvolvimento;
II – capacitação profissional adequada ao mercado de trabalho.
69 o art. 7º, inciso XXXIII, da Constituição, com redação dada pela Emenda Constitucional nº 20, 
de 16-12-1998, assim disciplina o trabalho de menores: “proibição de trabalho noturno, perigo-
so ou insalubre a menores de dezoito e de qualquer trabalho a menores de dezesseis anos, salvo 
na condição de aprendiz, a partir de quatorze anos”.
70 Idem.
Série
Legislação34
títuLo III
DA PrEVENção
CAPítuLo I
DISPoSIçõES GErAIS
Art. 70. É dever de todos prevenir a ocorrência de ameaça ou violação dos 
direitos da criança e do adolescente.
Art. 71. A criança e o adolescente têm direito a informação, cultura, lazer, 
esportes, diversões, espetáculos e produtos e serviços que respeitem sua 
condição peculiar de pessoa em desenvolvimento.
Art. 72. As obrigações previstas nesta lei não excluem da prevenção espe-
cial outras decorrentes dos princípios por ela adotados.
Art. 73. A inobservância das normas de prevenção importará em responsa-
bilidade da pessoa física ou jurídica, nos termos desta lei.
CAPítuLo II
DA PrEVENção ESPECIAL
Seção I
Da Informação, Cultura, Lazer, Esportes, Diversões e Espetáculos
Art. 74. o poder público, através do órgão competente, regulará as diver-
sões e espetáculos públicos, informando sobre a natureza deles, as faixas 
etárias a que não se recomendem, locais e horários em que sua apresenta-
ção se mostre inadequada.
Parágrafo único. os responsáveis pelas diversões e espetáculos públicos de-
verão afixar, em lugar visível e de fácil acesso, à entrada do local de exibição, 
informação destacada sobre a natureza do espetáculo e a faixa etária espe-
cificada no certificado de classificação.
Art. 75. toda criança ou adolescente terá acesso às diversões e espetáculos 
públicos classificados como adequados à sua faixa etária.
Parágrafo único. As crianças menores de dez anos somente poderão ingres-
sar e permanecer nos locais de apresentação ou exibição quando acompa-
nhadas dos pais ou responsável.
Estatuto da Criança e do Adolescente
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Art. 76. As emissoras de rádio e