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5 RESPONSABILIDADE SOCIAL NAS EMPRESAS
5.1 Responsabilidade social com o público 
interno
O Instituto Ethos afirma que a empresa socialmente 
responsável não se limita a respeitar os direitos dos trabalhadores, 
consolidados na legislação trabalhista e nos padrões da OIT 
(Organização Internacional do Trabalho), ainda que esse seja 
um pressuposto indispensável. A empresa deve ir além e investir 
no desenvolvimento pessoal e profissional de seus empregados, 
bem como na melhoria das condições de trabalho e no 
estreitamento de suas relações com os empregados. Também 
deve estar atenta para o respeito às culturas locais, revelado 
por um relacionamento ético e responsável com as minorias e 
instituições que representam seus interesses.
A empresa Votorantin comenta em seu site:
O trabalho com o público interno é central na 
gestão socialmente responsável. O guia Práticas de 
Responsabilidade Social, publicado pelo Instituto Ethos, 
estimula a empresa a envolver a equipe na melhoria 
dos processos internos e eleger representantes de 
empregados em comitês de gestão estratégia.
Segundo a publicação, a companhia ética deve ter 
dois compromissos fundamentais: o futuro dos 
jovens e adolescentes e a valorização da diversidade. 
O respeito e até a superação da lei em questões de 
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saúde, segurança e condições de trabalho é também 
fundamental. Assim como as políticas qualidade de 
vida e a orientação e a preparação dos funcionários 
que vão se aposentar, com o aconselhamento e 
planejamento financeiro, auxílio psicológico e os 
programas de previdência complementar.
Conforme Melo e Froes (2001):
Como agentes sociais, empregados e seus dependentes 
desempenham papéis dentro e fora da empresa. São 
promotores da responsabilidade social corporativa 
ao trabalharem como voluntários em programas 
sociais, ao difundirem valores éticos em suas relações 
com os diversos públicos da empresa, ao assumirem 
comportamentos sociais responsáveis em seu 
cotidiano de vida e de trabalho.
As atividades e comportamentos deles imprimem ao 
ambiente de trabalho uma renovada energia, um novo 
astral, em decorrência da oportunidade de aprendizado 
natural de atitudes, até mesmo de clarificação de 
novos valores de trabalho e de vida. Sob motivação 
do treinamento recebido e de exemplos vivenciados 
de ação social, tornam-se mais sociáveis, tolerantes, 
cooperativos, altruístas, participativos, motivados 
e seguros. Portanto, agem como promotores da 
melhoria da qualidade de vida no trabalho.
São também porta-vozes da empresa na sociedade e 
na comunidade. Divulgam suas ações sociais e sentem 
seus benefícios junto a seus familiares e vizinhos. 
Tornam-se os verdadeiros promotores do marketing 
social da organização onde trabalham. Eles contribuem 
para a promoção da cidadania internamente, junto 
aos demais empregados e parceiros da empresa, e 
externamente, junto ao público em geral.
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O aumento da produtividade é o maior retorno obtido pela 
empresa em todo este processo de gestão dos investimentos 
sociais no seu público interno. A produtividade do trabalho 
aumenta como decorrência da maior satisfação, motivação e 
capacitação dos seus empregados.
Além do retorno do investimento pelo aumento de 
produtividade, a empresa socialmente responsável alcança 
diversos outros tipos de retorno, como, por exemplo:
• retenção de talentos;
• melhoria da qualidade de vida de seus empregados, com 
reflexos positivos na família, na vizinhança;
• melhoria da qualidade de vida no trabalho;
• maior integração social do empregado e sua família e de 
ambos com a comunidade;
• diminuição dos gastos com saúde e assistência social dos 
empregados, pois estes se tornam mais imunes às doenças 
profissionais, em especial, ao estresse;
• redução dos custos com tratamento médico-hospitalar;
• redução do índice de abstenção;
• redução de custos com ações na justiça do trabalho;
• maior criatividade e inovação no trabalho;
• aumento da autoestima dos empregados;
• melhoria do clima organizacional;
• consolidação de uma nova cultura empresarial; retorno, 
sob a forma de cidadania profissional (transformação dos 
empregados em empregados-cidadãos).
Melo e Froes (2001) falam que são sete as áreas de avaliação 
dos exercícios da responsabilidade social interna: gestão do 
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trabalho, gestão do ambiente de trabalho, gestão do trabalho 
e espaço total de vida, gestão da relevância social da vida no 
trabalho, gestão do crescimento e desenvolvimento pessoal dos 
empregados, gestão dos direitos dos empregados e gestão de 
benefícios e remuneração.
5.2 Responsabilidade social com fornecedores
O relacionamento de uma empresa com parceiros e 
fornecedores exige critérios, que devem ser pautados pela 
transparência e pelo incentivo para que juntos assumam 
compromissos socialmente responsáveis.
Como consumidores, as empresas devem fazer valer seu 
código de ética em relação aos produtos e serviços adquiridos. 
Respeito aos direitos humanos, cidadania e conservação da 
natureza influenciam e sustentam essa rede de relações. Por 
isso, é essencial que fornecedores e parceiros estejam alinhados 
aos princípios da responsabilidade social da empresa.
Para exprimir responsabilidade social para com os seus 
fornecedores, a empresa deve considerar os fatos abaixo:
1. Critérios de seleção e avaliação de fornecedores
A empresa deve incentivar seus fornecedores e parceiros a 
aderirem aos compromissos que ela adota perante a sociedade. 
Também deve utilizar critérios voltados à responsabilidade social 
na escolha de seus fornecedores, exigindo, por exemplo, certos 
padrões de conduta nas relações com os trabalhadores ou com 
o meio ambiente.
2. Trabalho infantil na cadeia produtiva
Especificamente sobre a questão do trabalho infantil, 
a empresa deve incentivar seus fornecedores e parceiros a 
aderirem ao movimento de erradicação da exploração do 
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trabalho de crianças e adolescentes. Primeiramente há o 
atendimento à legislação, evoluindo até posturas mais pró-
ativas como a mobilização de todo o setor produtivo. Além 
de critérios para a contratação dos serviços de fornecedores, 
terceiros e parceiros, é preciso monitorar e verificar o seu 
cumprimento.
3. Trabalho forçado (ou análogo ao escravo) na cadeia 
produtiva
A empresa deve estar atenta quanto à não existência 
de trabalho forçado (ou análogo ao escravo) em sua cadeia 
produtiva e, além de incluir a respectiva proibição em seus 
contratos, deve realizar pesquisa, verificação e avaliação, e exigir 
documentação comprobatória de seus fornecedores. A empresa 
pode também articular, isoladamente ou em conjunto com o 
governo ou outras organizações, programas e atividades que 
visem erradicar o trabalho forçado de forma geral.
4. Apoio ao desenvolvimento de fornecedores
A empresa pode auxiliar no desenvolvimento de pequenas e 
micro empresas, priorizando-as na escolha de seus fornecedores 
e auxiliando-as a desenvolverem seus processos produtivos
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