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Apostila AnaliseCriminal

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Olá! Seja bem-vindo(a) ao curso de “Análise Criminal”.
A seguir, veja a apresentação do tema proposto, os objetivos esperados, a importância da análise 
criminal e como ela é fundamental para que se obtenham resultados efetivos no âmbito da segurança pú-
blica.
Bons estudos!
Segundo alguns autores há três tipos de mentiras sobre a estatística: as mentiras, as mentiras sérias 
e as estatísticas. Veja algumas delas:
 
“Os números não mentem, mas os mentirosos forjam os números.”
“Se torturarmos os dados por bastante tempo, eles acabam por admitir qualquer coisa.”
O historiador Andrew Lang disse que algumas pessoas usam a estatística “como um bêbado utiliza 
um poste de iluminação – para servir de apoio e não para iluminar”.
Quais são as razões para que esta visão persista?
Por que fazer análise criminal?
Estas são algumas das perguntas que servirão de base para os seus estudos sobre o tema em ques-
tão.
As principais razões para a produção de impressões distorcidas da realidade a partir das estatísticas 
são:
• O uso de pequenas amostras
• Distorções deliberadas
• Perguntas tendenciosas
• A elaboração de gráficos enganosos
• Pressões políticas
Este curso tem como propósito a construção de um alicerce que amplie a formação de analistas 
criminais no Brasil. Dessa forma, a perspectiva é contribuir para que novos conteúdos relacionados às mo-
dernas técnicas de análise sejam agregados em futuro próximo.
Aqui você estudará os conceitos básicos da análise estatística que fundamentam o processo de 
análise criminal.
Objetivos do Curso
 
Ao finalizar o curso, você será capaz de:
• Reconhecer a importância da análise criminal;
• Descrever os principais conceitos e aplicações da estatística criminal;
• Identificar as técnicas e instrumentos que possibilitam a coleta de informações;
• Aplicar os conceitos básicos relacionados à estatística para compreender melhor as técnicas 
utilizadas na análise criminal; Identificar os diferentes tipos de mapas, relacionando-os às suas 
informações; Compreender os elementos conceituais e metodológicos necessários para a ope-
racionalização da análise criminal.
APRESENTAÇÃO
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• Identificar os diferentes tipos de mapas relacionando às informações que reúnem; 
• Compreender os elementos conceituais e metodológicos necessários para a operacionalização 
da análise criminal.
Estrutura do Curso
 
O curso está dividido nos seguintes módulos:
 
• Módulo 1 – Por que fazer análise criminal?
• Módulo 2 – Coleta de informações
• Módulo 3 – Análise Estatística Criminal
• Módulo 4 – Sistemas de Informação Geográfica
• Módulo 5 – Operacionalização da análise criminal
Bom curso!
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Apresentação
Seja bem-vindo(a) ao primeiro módulo deste curso!
 Neste módulo, você estudará a importância da análise criminal frente à nova perspectiva de 
policiamento e a sua contribuição para a gestão das ações de segurança pública.
Objetivos do módulo
 
Ao final do módulo, você deverá ser capaz de:
 
• Definir análise criminal e identificar as contribuições para a gestão da segurança pública;
• Compreender os aspectos relacionados à nova perspectiva de policiamento e a importância 
do foco nas ações de análise criminal; e
• Classificar a produção de conhecimento em segurança pública de acordo com as vertentes 
utilizadas.
Estrutura do módulo
O conteúdo deste módulo está dividido nas seguintes aulas:
 
• Aula 1 – A análise criminal e seu campo de aplicação
• Aula 2 – A análise criminal frente à nova perspectiva de policiamento
• Aula 3 – Análise criminal X alocação de recursos
• Aula 4 – Focalização das ações da análise criminal
• Aula 5 – Vertentes básicas
E então, você está preparado para iniciar a primeira aula? 
Nesta aula, você aprenderá mais sobre a análise criminal e o seu campo de aplicação. Vamos lá!
Aula 1: A análise criminal e seu campo de aplicação
1.1 Dimensões do campo de aplicação
 
O campo de aplicação da análise criminal pode ser descrito a partir de duas dimensões principais:
• Orientar os gestores quanto ao planejamento, execução e redirecionamento das ações do siste-
ma de segurança pública, contribuindo para a melhoria na distribuição dos recursos materiais 
e humanos; e
• Dar conhecimento à população e a outros órgãos governamentais e não-governamentais 
quanto à situação da segurança pública, auxiliando suas participações efetivas na gestão e execução 
das ações.
MÓDULO 
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POR QUÊ FAZER ANÁLISE CRIMINAL?
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1.2 Definição
 
• A definição de análise criminal abrange muito mais que um simples traçado de gráficos, tabelas 
e mapas. Constitui-se no uso de uma coleção de métodos para planejar ações e políticas de 
segurança pública, obter dados, organizá-los, analisá-los, interpretá-los e deles tirar CONCLU-
SÕES.
• A realização da análise criminal envolve, principalmente, o uso de métodos estatísticos, por 
meio dos quais tratam as informações para tentar conhecer as causas que determinam o fenô-
meno da segurança pública, buscando identificar, no resultado final, quais influências cabem a 
cada uma dessas causas.
Você concluiu a primeira aula! Vamos prosseguir?
Aula 2 – A análise criminal frente à nova perspectiva de policiamento
O modelo atual de alocação eficiente dos gastos públicos cria a necessidade de repensar a forma 
como a segurança pública é feita. Os profissionais dessa área devem se questionar sobre os resultados es-
perados de sua atividade profissional, assim como sobre a forma de agir para cumprirem essa expectativa: 
como fazer mais com menos recursos?
Para responder a questão levantada no slide anterior – como fazer mais com menos recursos? – é 
preciso passar da reação para a ação. Ao invés de apenas reagir diante de uma cadeia de incidentes, a 
principal estratégia para quebrar esse ciclo é a execução de ações preventivas para a criação de ambientes 
seguros.
Importante!
Essa é a nova perspectiva que contrasta com a forma tradicional de pensar policiamento. A atitude 
mais comum é o pronto atendimento à vítima, mas dessa forma, o alcance de resultados depende somente 
do aumento do efetivo e da compra de armas e viaturas.
2.1 Nova perspectiva
 
A nova perspectiva de policiamento requer que:
• A polícia examine de modo detalhado cada um dos problemas a serem abordados, identifica do 
suas causas;
• Leve em consideração um conjunto bastante amplo de opções para intervir sobre essas causas; 
e
• Escolha a opção a ser utilizada com base em uma relação de custo e benefício, pautada no al-
cance de resultados.
Observa-se uma mudança na lógica de gestão, pois o objetivo prioritário deixa de ser apenas a 
solução dos crimes que já ocorreram e passa a ser a manutenção de um ambiente social onde não ocorra 
nenhum crime, as pessoas possam andar nas ruas tranquilamente e a sensação de segurança seja com-
partilhada por todos e todas, independentemente de suas características culturais, econômicas e naturais.
2.2 O trabalho do analista criminal
 Atualmente, o trabalho do analista criminal está limitado à tabulação dos registros sobre os 
crimes. Em poucas situações, observa-se a análise dos padrões de vitimização, tendo como foco principal a 
identificação do perfil de quem deve ser preso e, em situações escassas, essa análise busca identificar fatores 
urbanos e populacionais associados aos padrões de incidência criminal.
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Essa situação fica ainda mais precária quando se questiona o uso das conclusões dessas análises na 
gestão das ações e políticas de segurança pública. Os processos de tomada de decisão baseados na rotina 
e na autoridade, marcados pela indiferença quanto aos resultados a serem alcançados em perspectiva sistê-
mica, ainda prevalecem.
 Uma das explicações para essa situação é a grande falta de analistas criminais bem treinados 
e compromissados