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Resumo Disfunções Neurológicas

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do movimento.
Objetivos: Estimular que o paciente use a mão não afetada na AVD; Uso de texturas diferentes em superfícieis de suporte de peso ou onde se sustentam os aparelhos de uso habitual como xícaras, garfos e canetas. (TROMBLY, pág. 839)
Componentes Mecânicos e fisiológicos: Os fatores que podem interfirir no movimento e função do membro superior hemiplégico compreende as limitações na amplitude de movimento passivos, mau alinhamento articular, tônus muscular anormal e dor. No ombro, as aderências, tendinite e bursite são as complicações comuns da hemiparesia, todas podem resultar em limitação na amplitudade de movimentos. As limitações podem resultar em imobilizações súbitas e prolongadas das articulações em virtude de fraqueza ou espasticidade nos músculos.
Objetivos: O paciente precisa se concentra em reaprender o movimento sentindo e pensando nele (Trombly, 1989). Os métodos para ensinar a auto-amplitude de movimentos compreende atividades bilaterais, como solicitar que o paciente segurar as mãos enquanto se inclina para fente para alcançar o chão. (TROMBLY, pág. 843)
Movimento Voluntário: Determinar a quantidade e qualidade de movimentos voluntários que um paciente pode produzir é um dos primeiros passos na avaliação do potencial de movimento. Uma das maiores dificuldades após o AVE é atingir a capacidade e habilidade de isolar e controlar as ações de um único músculo, combinado-os então num padrão apropriado para a tarefa manual. 
Objetivos: Os pacientes com déficits funcionais e pelo menos algum controle voluntário sobre os movimentos do braço ou perna afetados deverão ser incentivados a usar o membro em tarefas funcionais, sendo oferecidos exercícios e treinamento funcional direcionados a melhorar a força e o controle motor, a reaprender as relações sensório-motoras e melhorar o desempenho funcional. (TROMBLY, pág. 825)
Força e Resistência: A fraqueza muscular, que vai desde uma força um pouco menor que a normal até a total incapacidade para ativar os músculos, é um fator limitante na reabilitação de pacientes com hemiplegia. A diminuição da resistência pode ser o resultado de fadiga física e/ou mental provocada pelo esforço necessário para movimentar membros enfraquecidos ou o resultado de comorbidades.
Objetivos: A força, resistência e coordenação podem ser graduadas em tarefas funcionais para aumentar o desempenho motor do membro superior afetado. A graduação das atividades motoras delicadas compreende progredir de movimentos gerais até às tarefas de manipulação precisa e tendo padrões mais difíceis de preensão e pinça. (TROMBLY, pág. 825)
Desempenho funcional: Embora avaliações de desempenho ocupacional identifiquem déficits em AVD e AIVD , elas não refletem de forma precisa a capacidade do paciente de usar o braço afetado nas tarefas. A recuperação da função em mais de uma metade dos pacientes com paresia significativa do membro superior só foi obtida com o uso compensatório do braço não afetado.
Objetivos: Deverá ser abordado o processo de aprendizagem para ajudar os pacientes a melhorar o desempenho de habilidades de vida diária. Nessa abordagem, os terapeutas podem dar melhor assistência aos pacientes, transmitindo técnicas de solução de problemas e ajudando-os a desenvolver susas prórpias estratégias de movimento eficaz para lidar com objetos e estruturas em seu ambiente. (TROMBLY, pág. 826)
Função Visual: O distúrbio visual mais comum associado ao AVE é a hemianopsia homônima, que é um defeito que afeta metade do campo visual.
Objetivos: O objetivo da terapia é melhorar o processamento visuoperceptivo do paciente. Além de atuar na alteração do ambiente para melhorar o desempenho ocupacional, como posicionar todos os alimentos no campo visual intacto antes de uma refeição. (TROMBLY, pág. 830)
Fala e Linguagem: Os distúrbios na capacidade de se comunicar ou compreender as informações verbais ou escritas podem prejudicar significativamente a capacidade de reassumir ou reaprender as atividades habituais. A afasia é um distúrbio adquirido que pode provocar deficiência na audição, fala, leitura e escrita (Cherney, 1995). Já a disartria é um distúrbio da fala caracterizado por fala arrastada, com baba ou expressão facial diminuída causada por paralisia ou incoordenação da musculatura (Trombly, 1989)
Objetivos: O TO pode promover uma postura adequada que ajude na respiração e mantenha contato visual para a fala. Os terapeutas podem ajudar a salecionar e adaptar uma forma de comunicação não verbal, como escrever, desenhar ou até mesmo utilizar pranchas de comunicação. (TROMBLY, pág. 830)
Planejamento Motor: Déficits de planejamento motor, ou apraxia, são sequências prejudicadas de movimentos especializados, organizados, intencionais que não podem ser explicados por comprometimentos motores ou sensoriais. 
Objetivos: Ensinar habilidades compensatórias em vez de correção, tendo por objetivo o desempenho competente das atividades habituais desejadas ou novas. O terapeuta pode solicitar que o paciente diga passo-a-passo o que irá fazer. (TROMBLY, pág. 830)
Cognição: A disfunção cognitiva pode interferir na aprendizagem e obtenção dos objetivos da reabilitação. O comprometimento cognitivo pode ser determinado por avaliação e tratamento do desempenho ocupacional focalizando nas capacidades adaptativas de planejamento, julgamento, solução de problemas e início de uma atividade, que são muito importantes em cada rotina funcional como componentes físicos (Campbell e cols., 1991).
Objetivos: O tratamento dos problemas cognitivos engloba o retreinamento de componentes específicos das habilidades, ensinar técnicas de compensação ou substituição de capacidades íntegras e/ou adaptação do ambiente (Gresham e cols., 1995) (TROMBLY, pág. 831)
Esclerose Lateral Amiotrófica
Definição
A Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) é um doença neurodegenerativa de tadia instalação e fatal, dos neurônios motores superiores (NMS) e neurônios motores inferiores (NMI). Na ELA o controle muscular voluntário é afetado e as manifestações iniciais que indicam a doença NMS ou NMI variam com o local do processo original da doença.
Danos no NMS resultam em fraqueza geral, espasticidadee hiper-reflexiva. O envolvimento com o NMI resulta em fraqueza ou atrofia muscular dos membros, fraqueza do extensor cervical, fasciculações, cãibra muscular e perda de reflexos. A fonação, deglutição e respiração podem ser afetados por dano bulbar, sendo essa a forma mais agressiva da doença. 
Geralmente, individuos com ELA desenvolvem ambos os sintomas de NMS e NMI conforme a doença progride. O cognitivo, sensorial e olhos se mantém intactos durante o processo de adoecimento.
Por causa de sua progressão relativamente rápida, frequentemente envolvendo a função dos membros superiores e inferiores, e posssivelmente também da fala e deglutição, a doença afeta rapidamente a qualidade de vida e as capacidades para realizar AVD’s e AIVD’s.
Incidência
A ELA é a mais comum pertubação de neurônios motores, com 5 a 8 casos por 100 mil indivíduos (Mitsumoto e cols., 1998)
A média de idade para manifestação é de 58 anos, embora jovens de 20 anos já tenham sido diagnosticados. A incidência relacionada com a idade e os índiceis de motalidade em ELA aumentam até a oitava década, com um pico entre 55 e 75 anos.
Etiologia
A causa da doença ainda é desconhecida. Mas estudos apontam para uma ligação com o excesso de glutamato no organismo.
Principais sintomas
O início da doença varia de pessoa para pessoa. Algumas experimam fraquezas nos braços com dificuldade para levantar peso ou realizar tarefas motoras finas, ou nas penas, com dificuldade para deambular, ou nos músculos que contraloam a fala e a deglutição. Algumas experimentam também fadiga muscular generalizada.
As lesões nos neurônios motores inferiores (medula espinhas) levam a paralisia flácida, redução do tônus muscular e redução dos reflexos. Enquanto que as lesões nos neurônios motores superiores (no cérebro) levam à espasticidade e à hiper-reflexiva.