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Resumo Disfunções Neurológicas

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Em geral os sintomas são fraqueza e atrofia muscular, fadiga, fasciculação, perda do controle emocional, difagia, disartria, comprometimento na respiração, sialorréia, câimbras noturas e perda de resistência e destreza.
Diagnóstico
Não existe nenhum exame comprobatório da doença, o disgnóstico é feito através de um cuidadoso sistema de exclusão de doenças similares, demora em média e 12 a 18 meses para fechar o diagnóstico.
Prognóstico
A ELA é considerada uma doença terminal, porém o prognóstico individual é melhor realizado por neurologista especializado em ELA. Não existe cura ou tratamento conhecidos para a ELA, embora estejam sendo conduzidas pesquisas com medicamentos.
A doença afeta apenas as vidas motoras; por conseguinte, o movimento ocular, as funlçõesintestinal e vesical, a cognição, a personalidade e a sensibilidade cutânea permanecem intactos.
Muitas pessoas com ELA morrem por falência respiratória. Noventa por cento das pessoas vivem de 3 a 5 anos após o início e apenas dez por cento sobrevivem mais que 10 anos.
Indivíduos frequentemente abandonam o emprego após o diagnóstico, e também têm que confrontar problemas econômicos devido à perda do emprego e possível seguro saúde.
Tratamento terapêutico ocupacional
A progressão da doença obriga que a reabilitação seja compensatória, centrando-se na adaptação às limitações e na prevenção de complicações secundárias. Os objetivos do tratamento concentram-se em conservar o indivíduo tão ativo e independente quanto possível, por quanto tempo seja possível.
Estratégias compensatórias com uso de equipamentos de adaptação e conservação de energia são focos comuns do tratamento para indivíduos com ELA.
Para Willard e Spackman dentro do plano terapêutico ocupacional deverá estar incluído medidas como:
Conservação de energia: escolher atividades mais importantes para o cliente.
Estratégias compensatórias, como uso de dispositivos de eliminação de gravidade.
Uso de equipamentos de adaptação, como modificação de cabos.
Evitar o descondicionamento dos músculos remanescentrs.
Masnter papéis de vida e ocupações significativas para fornecer uma sensção de realização.
Exercícios terapêuticos para conservação de força.
Amplitude de movimento passiva e amplitude de movimento ativa para evitar contraturas articulares.
Órteses para repouso de punhos e mãos.
Supórte de ombro para evitar a subluxação.
Facilitação da comunicação.
Suporte postural.
Modificações em casa.
Ao tratar pacientes com ELA, os terapeutas têm de ser sensíveis ao nível de tolerância a aparelhos, recursos financeiros, contexto social e cultural e para o tempo prolongado dedicado pelo acompanhante.
Conforme declina a função motora, a mobilidade e os cuidados pessoais tornam-se crescentemente difíceis, dessa forma, é importante uma avaliação /ou terapia no lar, e os objetivos passaram a focalizar também no cuidador, para que possa atuar com segurança e eficiência.
Por causa da progresão rápida da ELA, pode ser difícil para os cuidadores a adaptação à incapcidade de um ente querido de manter seus papéis de vida. Cuidar de um familiar com ELA pode ser física e psicologicamente desgastante e exaustivo. Os grupos de apoio ao cuidador podem ser benéficos para dar à família o suporte e as informações necessárias.
Esclerose Múltipla
Definição
A esclerose múltipla (EM) é a doença neurológica mais comumente diagnosticada em adultos jovens (Stolp-Smith e cols., 1997). A EM é uma doença progressiva que se caracteriza por placas de desmielinização nervosa em áreas do cérebro e da medula espinhal, o que resulta em distorção ou interrupção da transmissão dos impulsos nervosos para e a partir do cérebro (Beers & Berkow, 1999). Nos locais em que a mielina é perdida surgem áreas escleróticas no sistema nervoso central (SNC) que causam diferentes sintomas físicos e neurológicos (Reed, 2001).
A EM cria severa incapacitação em alguns indivíduos, como: fraqueza, modificações sensorais, distúrbios do equilíbrio, modificação visuais, perturbações intestinais e urinárias, modificações cognitivas, disartria e disfagia, tontura e vertigem, dor, marcha ataxica, tremor, depressão, espasticidade e fadiga. Embora esses sintomas, muitos continuam a levar uma vida ativa e produtiva e não ficam severamente incapacitados. 
 O curso da EM é imprevisível. É pontuado por episódios de exacerbação e remissão. Uma exarcebação pode ser um episódio tão pequeno quanto a fadiga e perda sensorial, ou tão gande quanto uma paralisia extensa ou total em todos os membros e perda do controle urinário. As remissões podem envolver a resolução total dos sintomas, podendo resultar em uma curta estibilização ou alguma perda de funções.
Os três padrões típicos observados na EM são: Recorrente e remitente; secundariamente progressiva; primariamente. A forma recorrente e remitente da EM envolve episódios de exacerbação e remissão, resultando em progressão lenta, passo a passo, à medida que os déficits se acumulam. O curso secundário-progressivo começa com um padrão de surtos e remissões, mas evolui para a forma progressiva da doença. A forma primária-progressiva da doença distingue-se por um curso em declínio e pouca recuperação depois das exacerbações. 
Incidência
A EM é usualmente diagnosticada quando o paciente tem entre 15 e 50 anos. A idade pico de instalação está entre os 20 e 30 anos. As mulheres possuem de duas a três vezes mais chance para a EM do que os homens. Homem brancos da região norte européia possuem maior risco de desenvolver a EM. 
Etiologia
O múltipla, em esclerose múltipla, refere-se tanto ao tempo quanto à localização. O termo esclerose refere-se ao endurecimento, ou placas que são o tecido de cicatrização que resulta dos ataques auto-imunes na substância branca (nos axônios e no envoltório de mielina).
A causa da EM continua a ser desconhecida. É considerada uma doença neurológica em virtude de seus efeitos danosos no cérebro e medula espinal. No entanto, é também uma doença auto-imune uma vez que o sistema imunológico é ativado em resposta ao gatilho inicial.
Principais sintomas
Os principais sintomas resultantes da desmielinização do SNC podem ser divididos em sinais primários, secundários e terciários.
Tabela 1- Sintomas da Esclerose Múltipla. (Fonte: WILLARD & SPACKMAN, p. 1011, 2011)
	Sinais Primários
	Sinais Secundários
	Sinais Terciários
	Fraqueza ou rigidez muscular;
Tremor;
Parestesia;
Paralisia parcial ou total dos membros;
Fadiga;
Déficits visuais;
Labilidade emocional.
	Dor;
Marcha escavante;
Descoordenação;
Perda do controle vesical ou intestinal;
Ansiedade;
Contraturas e úlceras por pressão.
Redução nas habilidades de AVD.
	Mudança de papéis desempenhado;
Isolamento social;
Divórcio;
Perda da independência;
Estigma da incapacidade.
Diagnóstico
O diagnóstico de EM está baseado nas informações de histórico, exame neurológico e quadro clínico geral. Testes adicionais, como a análise do líquido cerebroespinal e imagem por ressonância magnética, são empregados apenas como base para o diganóstico.
Prognóstico
Indivíduos com a forma primária-progressiva acabam sem locomoção e com incontinência urinária e podem ter disfagia e disatria, pouca função nos membros inferiores bem como graus variados de função nos membros superiores. Para indivíduos com a forma primária-progressiva de EM o tempo médio para chegar ao estágio de deficiência grave é de 10 a 25 anos. Em geral, a expectativa de vida é quase normal para os portadores de EM.
Tratamento terapêutico ocupacional
A EM afeta as pessoas em seus anos mais produtivos; adultos jovens que estão se preparando para sair de casa na busca de objetivos acadêmicos, profissionais ou sociais; homens e mulheres que iniciam suas carreiras ou famílias; e aqueles na meia-idade que desfrutam de seus anos produtivos e planejam a aposentadoria.
A Terapia Ocupacional tem foco na força, na coordenação e no controle motor fino dos membros superiores. As técnicas de controle da