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IMPORTÂNCIA DA TRIAGEM NEONATAL

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CIFOP
TÉCNICO DE ENFERMAGEM
DISCIPLINA: ENFERMAGEM MATERNO INFANTIL
DOCENTE: ELISANDRA CATARINA DA SILVA
DISCENTE: JAKILENE DA SILVA BARRETO
IMPORTÂNCIA DA TRIAGEM NEONATAL – TESTE DO PEZINHO
TOUROS/RN
2018
IMPORTÂNCIA DA TRIAGEM NEONATAL – TESTE DO PEZINHO
O teste do pezinho é uma das principais formas de diagnosticar precocemente seis doenças. A família deve levar o recém-nascido a uma unidade de saúde entre o 3° e o 5° dia de vida.
Talvez você já tenha se perguntado do motivo pelo qual o teste do pezinho é feito no pé do bebê. Essa escolha foi feita por ser uma região bastante irrigada do corpo, o que facilita o acesso ao sangue para a coleta da amostra. Em todo o mundo, a coleta do exame é realizada pela punção no calcanhar e por isso, aqui no Brasil, é popularmente chamado de Teste do Pezinho.
Apesar de muitos bebês chorarem durante o exame, a picadinha no calcanhar é muito importante para dar as melhores condições de desenvolvimento para as crianças brasileiras. Esse não é um exame que traz riscos ao bebê. Muito pelo contrário, é rápido, pouco invasivo e até bem menos incômodo do que a coleta com seringa em uma veia no bracinho.
A primeira pesquisa utilizando esta metodologia aconteceu em 1961, nos Estados Unidos. Em 1964, graças ao teste, 400 mil crianças já tinham sido testadas para a doença chamada fenilcetonúria, em 29 estados americanos. Essa metodologia de detecção foi sendo substituída e melhorada com o passar dos anos por outras mais precisas e simples, e várias outras doenças puderam ser incluídas nos programas de triagem neonatal.
Desde a década de 1960, logo após a comprovação da eficiência do exame, a Organização Mundial da Saúde (OMS) orientou os países que adotassem a triagem neonatal nos programas de assistência à população.  Quando um programa de triagem já está implantado num país, não existe custo elevado para a inclusão de outros testes ao protocolo, considerando a importância preventiva dos resultados.
O Brasil foi o primeiro país da América Latina a ofertar o Teste do Pezinho, em 1976. A iniciativa partiu de um pediatra paulista, o professor Benjamin Schmidt. Ele criou um projeto na Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de São Paulo (APAE-SP) para diagnosticar a fenilcetonúria. Dez anos mais tarde, em 1986, a mesma instituição incluiu o diagnóstico do hipotireoidismo congênito no teste.
A década de 1980 é um importante marco para a proteção das crianças com o exame, já que foram publicadas as primeiras leis de amparo à realização de testes de triagem neonatal em alguns estados brasileiros, como São Paulo (Lei Estadual 3.914/1983) e Paraná (Lei Estadual 867/1987).
Conheça as doenças diagnosticadas no Teste do Pezinho
Porém, foi em 1990, com a publicação do Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei Federal 8.069, de 13 de julho de 1990), que ficou definido a obrigatoriedade do acesso das crianças ao exame. “Os hospitais e demais estabelecimentos de atenção à saúde de gestantes públicos e particulares são obrigados a proceder a exames visando o diagnóstico e a terapêutica de anormalidades no metabolismo do recém-nascido, bem como prestar orientações aos pais”, diz a Lei. O Estatuto foi responsável por trazer não só, até então, a alguns estados o exame, mas formalizar para todos os nascidos no Brasil, em todos os municípios, a possibilidade de fazer o Teste do Pezinho.  
Já em 2001, o Ministério da Saúde instituiu o Programa Nacional de Triagem Neonatal – PNTN (Portaria GM/MS nº 822, de 06 de junho de 2001), com o objetivo acolher a todos os recém-nascidos já que não só o teste precisava ser feito, mas com o resultado do exame, esses bebês necessitavam de atendimento.
A partir de então, todos os estados passaram a ser habilitados no Programa, que envolve desde a detecção precoce das doenças a ampliação da cobertura populacional, além da busca ativa de pacientes suspeitos de serem portadores das doenças previstas no teste. Isso significa que as famílias não só serão comunicadas do resultado, mas poderão ser convocadas para uma nova coleta para confirmar qualquer doença.
O Sistema Único de Saúde (SUS) ainda garante o atendimento com médicos especialistas (atenção especializada) a todos os pacientes triados. Para as seis doenças detectadas no programa, há tratamento adequado, gratuito e acompanhamento por toda a vida nos 31 serviços de referência em triagem neonatal do país, presentes em todos os estados brasileiros. O Teste do Pezinho está disponível no Brasil todo, com 21.446 pontos de coleta, distribuídos na rede de Atenção Básica, Hospitais e Maternidades.
Atualmente, as doenças contempladas no Programa Nacional de Triagem Neonatal são fenilcetonúria, hipotireoidismo congênito, doença falciforme e outras hemoglobinopatias, fibrose cística, deficiência de biotinidase e hiperplasia adrenal congênita.
A data ideal da coleta é entre o 3º e 5º dia de vida do recém-nascido. É fundamental ter atenção ao prazo.
CIFOP
TÉCNICO DE ENFERMAGEM
DISCIPLINA: ENFERMAGEM MATERNO INFANTIL
DOCENTE: ELISANDRA CATARINA DA SILVA
DISCENTE: JOSÉ ROBERTO
IMPORTÂNCIA DA TRIAGEM NEONATAL – TESTE DO PEZINHO
TOUROS/RN
2018
IMPORTÂNCIA DA TRIAGEM NEONATAL – TESTE DO PEZINHO
Basta uma picadinha no calcanhar do bebê para detectar precocemente algumas doenças que podem afetar o desenvolvimento da criança e não apresentam sintomas nos primeiros dias de vida. Esse exame é o Teste do Pezinho e, por sua importância, o Ministério da Saúde instituiu 6 de junho como o Dia Nacional do Teste de Pezinho.
O exame básico é obrigatório e gratuito no Brasil desde 1992. Ele engloba as doenças: fenilcetonúria, hipotireoidismo congênito, fibrose cística, anemia falciforme e demais hemoglobinopatias.
Na rede privada, a maioria das maternidades oferece o teste ampliado, que na versão conhecida como Mais detecta mais seis doenças, além das mencionadas na versão básica, entre elas, toxosplamose congênita e hiperplasia adrenal congênita. Há ainda o teste Super, que é capaz de diagnosticar até 48 patologias. O exame chega a custar R$ 425, segundo a APAE (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais), que introduziu o exame em 1976 e é referência no país.
Picadinha do bem
O teste deve ser feito após as primeiras 48 horas do bebê e até o 5º dia de vida. “Esse período de dois dias antes do exame é essencial para que o funcionamento do organismo do bebê se estabeleça e seja possível detectar as doenças, principalmente a fenilcetonúria, que é diagnosticada após o bebê fazer a digestão do leite materno ou da fórmula infantil”, explica a neonatologista Graziela Lopes del Bem, do Hospital e Maternidade Rede D’Or São Luiz (SP). “Prematuros devem voltar ao hospital após 30 dias para uma nova etapa de exames”, diz Renato Kfouri, neonatologista e presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIM).
“Ao diagnosticar as doenças precocemente, é possível começar o tratamento adequado nas primeiras semanas de vida do bebê e evitar consequências graves no futuro”, diz a técnica Sandra Hadashi, responsável pelo laboratório da APAE.
No ano passado, o Ministério da Saúde começou uma ampliação no Programa Nacional de Triagem Neonatal (PNTN) para garantir que todos os estados do país tenham condições de realizar o diagnóstico de todas as doenças até 2014.
Como é feito
Para o teste, é coletada uma amostra de sangue do calcanhar do bebê, daí o nome popular para essa triagem neonatal. Essa região tem boa irrigação sanguínea e causa menos dor. O sangue é colocado num papel tipo mata-borrão e é encaminhado ao laboratório. 
O resultado pode demorar até 30 dias, e é fundamental que os pais se informem no hospital como devem fazer para obter o resultado. Caso haja alguma alteração, uma nova coleta deverá ser solicitada para confirmar o diagnóstico e iniciar o tratamento.
	Versões disponíveis do Teste do Pezinho
	Teste do Pezinho Básico é obrigatório e gratuito em todo o país, composto por quatro diagnósticos: fenilcetonúria,hipotireoidismo congênito, fibrose cística, anemia falciforme e demais hemoglobinopatias.
	Teste do Pezinho Mais detecta mais seis doenças, além das mencionadas no Básico: deficiência de G-6-PD, galactosemia, leucinose, deficiência de biotinidase, hiperplasia adrenal congênita e toxoplasmose congênita. É oferecido gratuitamente na maioria das maternidades privadas. Na APAE custa R$ 225.
	Teste do Pezinho Super é o único a diagnosticar 48 patologias e um dos mais completos Testes de Triagem Neonatal existentes no mundo. Ele inclui em seu painel, além das dez doenças identificadas nos Testes do Pezinho Básico e Mais, outros 36 diagnósticos. É oferecido nas maternidades e custa, em média, R$ 425.
Entenda as doenças diagnosticadas na versão básica do teste
Fenilcetonúria
Causada pela deficiência no metabolismo do aminoácido fenilalanina. O acúmulo no organismo pode causar deficiência mental.
Hipotireoidismo Congênito
Causada insuficiência do hormônio da tireoide. A falta de tiroxina pode causar retardo mental e comprometimento do desenvolvimento físico
Anemia Falciforme e outras hemoglobinopatias
Alteração da hemoglobina que dificulta a circulação, podendo afetar quase todos os órgãos. Pode causar anemia, atraso no crescimento e dores e infecções generalizadas. É incurável.
Fibrose Cística
Ocorre aumento da viscosidades das secreções, propiciando as infecções respiratórias e gastrointestinais. Ataca pulmões e pâncreas. É incurável.

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